Mostrando postagens com marcador trabalho de parto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho de parto. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de agosto de 2015

A dor do Parto


Por: Ana Cristina Duarte

"A dor do parto se assemelha à dor de dar à luz e a nenhuma outra. "

"Ela pode ser insuportável para umas e perfeitamente manejável para outras."

"Não tem como saber antes de experimentar a sensação."
Foto: Jana Brasil - Vitória - ES

"As contrações começam fracas e curtas, com a sensação de uma cólica em geral leve, que começa fraca, tem um pico mais forte e fica fraca novamente, até desaparecer. isso dura por volta de 30 segundos no início. Elas vão ficando mais fortes, mais longas e mais frequentes à medida que o parto evolui. O máximo a que elas chegarão será numa frequência de uma a cada três ou quatro minutos. Vão durar até 60 a 90 segundos. e nos intervalos você poderá respirar, descansar e até dormir."

"As dores que em geral conhecemos são as dores negativas de algo que não está certo, um dente inflamado, um ligamento distendido, uma queimadura. A dor do parto é diferente de todas as outras porque ela vai te trazer um bebê, seu filho. A sensação dessa dor é portanto positiva, a não ser que chegue a níveis muito fortes da metade para o fim."

"Embora em geral estejamos acostumados a ligar o termo “dor” com “sofrimento”, a verdade é que nem toda dor é sofrida. Quando fazemos um exercício mais puxado e no dia seguinte sentimos dores musculares do esforço, não tomamos medicamentos nem nos sentimos sofredoras, pelo contrário, enchemo-nos de orgulho. A dor do parto também pode ser vivenciada da mesma forma."

" A parte mais intensa é a da dilatação. Quando o bebê começa a descer pelo canal de parto, a tal “passagem”, em geral a dor é substituída por uma incrível sensação de pressão e uma vontade incontrolável de fazer força. Para a maioria das mulheres, o nascimento em si, a passagem do bebê, é bem mais fácil de lidar do que a fase da dilatação em si."

"As sensações naturais do parto provocam a produção de uma incrível cascata de “hormônios do bem”, que afetam igualmente a mãe e o bebê. Não deixe de conhecer essa sensação e de testar os seus limites. Experimente, conheça seus recursos e acima de tudo, escolha uma boa equipe para te auxiliar nesse processo."

Vamos desmistificar a dor?! Conte como foi a dor para você que já passou pelo parto normal.

#gestavida
#partohumanizado #fisiodoula #exercicioparagestante #thaisramos #birthwithoutfear #birth
— com Amanda Vieira, Stela Quintaes e Janaina Oliveira JanaBrasil em Vitoria Apart Hospital.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Parto Humanizado da Fabiana e André, pais do Cauã

Essa é a Fabiana.

Ela teve seu bebê na segunda feira e me autorizou mostrar algumas fotos do expulsivo.

Seu parto foi lindo e rápido. Parabéns Fabi!!

Abaixo algumas frases do seu relato de parto!!!

"Chegou um momento que eu senti a necessidade de gritar, de colocar a energia para fora, sentia meu corpo se preparar para a fase final"

"No final, parei de sentir a dor e comecei a sentir vontade de fazer força instintivamente, mesmo sem ter sido avaliada, eu sabia que estava na fase final. "

"As contrações para fazer a força são mais tranquilas, dá para controlar com a respiração..."

" Só conseguia pensar que ele tinha que nascer, fechei os olhos e fazia a força, ela é a parte mais fácil do trabalho de parto, fazer força não doi..."

01:15 iniciou meu trabalho de parto e as 04:07 Cauã nasceu!!

26/01/2015

sábado, 16 de agosto de 2014

Trabalho de parto - Entendendo as contrações

Entendendo Melhor as Contrações- Texto da


Uma das dúvidas mais comuns das gestantes é a respeito das contrações do trabalho de parto. Como reconhecê-las? Como saber quando o trabalho de parto começou? E como saber a hora de ir para a maternidade? Neste post, tentarei explicar um pouco melhor como se originam as contrações, sua evolução durante o trabalho de parto e como contá-las.
Espero que gostem!
O que é uma contração?
"O útero basicamente tem uma serosa ou epimétrio, uma musculatura que é o miométrio e uma camada interna, que é o endométrio.

O miométrio é uma musculatura toda misturada, com células musculares lisas que tem uma característica especial. Além de se multiplicarem, essas células alongadas e fusiformes crescem em até 20 vezes (em caso de gravidez). Outra característica importante é que essa musculatura não recebe uma ordem de contração de fora. Algumas células musculares do útero, perto das trompas, adquirem capacidade de produzirem estímulo nervoso, são marcapassos.

O músculo uterino tem dois marcapassos, cada um perto de uma das trompas. Então a contração do útero nasce na trompa. A contração do útero é formada no próprio útero, não dependendo de estímulo nervoso.Fonte
"Fatores hormonais que aumentam a contratilidade uterina

a) Maior proporção de estrógeno em relação à progesterona: de acordo com a literatura o estrógeno aumenta a contratilidade uterina, pois aumenta o número de junções comunicantes na musculatura deste órgão. A progesterona, por sua vez, reduz esta contratilidade, pois seqüestra Ca2+. A partir do sétimo mês ocorre um aumento na produção estrogênica e uma ligeira diminuição na concentração de progesterona. 

b) Ocitocina como forte estimulador da contração uterina: existem quatro razões para acreditar-se que a ocitocina seria importante para aumentar a contratilidade do útero próximo ao termo, sendo elas:

· Durante os últimos meses de gravidez a musculatura uterina aumenta seus receptores para ocitocina aumentando consequentemente sua sensibilidade a determinada dose de ocitocina.· A secreção de ocitocina pela neurohipófise é maior durante parto. Isso se deve principalmente a reflexos neurogênicos gerados a partir da dilatação ou irritação do colo uterino.

c) Efeitos de hormônios fetais sobre o útero:· A hipófise do feto secreta grande quantidade de ocitocina;· Glândulas adrenais do feto secretam grande quantidade de cortisol;· As membranas fetais liberam concentrações elevadas de protaglandinas.

Fatores mecânicos que aumentam a contratilidade uterina

a) Distensão da musculatura uterina: a simples distensão de órgãos da musculatura lisa geralmente aumenta sua contratilidade. Ademais, a distensão intermitente como ocorre repetidamente no útero por conta dos movimentos fetais, pode causar a contração dos músculos lisos uterinos.

Inferência clínica: os gêmeos nascem em torno de 19 dias antes do que um só bebê o que corrobora a importância da distensão mecânica para provocar as contrações uterinas.

b) Distensão ou irritação do colo uterino: apesar de não se saber o mecanismo exato pelo qual tal irritação e distensão influenciam no aumento das contrações uterinas duas possibilidades são propostas: 1) a distensão e/ou irritação causa reflexos neurogênicos que poderiam aumentar a secreção de ocitocina pela neurohipófise e 2) transmissão miogênica de sinais do colo ao corpo uterino.
" Fonte
As contrações de treinamento
"Ate 30 semanas de gestação, a atividade uterina é muito pequena, inferior a 20 UM. Existem contrações reduzidas, freqüentes, cerca de uma por minuto. Os registos de pressão amniótica evidenciam que permanecem restritas a diminutas áreas do útero. De quando em quando surgem contrações de Braxton-Hicks: em torno de 28-32 semanas, até 2 contrações/hora. O tono uterino permanece entre 3-8 mmHg. As contrações de Braxton-Hicks resultam mais da soma de metrossístoles assincrônicas, parcialmente propagadas, do que de atividade bem coordenada. Após 30 semanas a atividade uterina aumenta vagarosa e progressivamente pré-parto (as últimas 4 semanas) observando-se, pelo geral, contrações de Braxton-Hicks mais intensas e freqüentes, melhorando a sua coordenação e difundidas em áreas cada vez maiores da matriz (até 3 contrações/hora). Embora diminuídas em número, permanecem nos traçados obtidos nessa época. O tono se aproxima de 8 mm Hg.

A transformação da atividade uterina no pré-parto se faz pelo:

  • aumento progressivo da intensidade das pequenas contrações
  • se tornam mais expansivas
  • a freqüência diminui gradativamente.Fonte
Alarmes-falsos

Como foi citado acima, as contrações de treinamento vão progressivamente se modificando, tornando-se mais fortes e mais espaçadas o que, nas últimas semanas da gestação gera os conhecidos "alarmes falsos". Os alarmes falsos são contrações doloridas, mas que não "engatam" em um trabalho de parto ativo. Em muitos casos, as mulheres têm contrações fortes, doloridas, e ritmadas (de 10 em 10 min, 5 em 5 min, etc), mas isso não dura muito tempo, apenas alguns minutos ou algumas poucas horas. Os alarmes falsos são um pouco diferentes dos pródromos, aquelas cólicas chatas e desconfortos no quadril que anunciam que o trabalho de parto está se preparando para começar. Durante o alarme falso, a impressão é de que o trabalho de parto começou mesmo! Só que, depois de algum tempo, as contrações param. Muitas vezes as mulheres são orientadas a fazerem um teste: tomarem um longo banho bem quente ou um buscopan (ou os dois). A maioria dos alarmes falsos cessa com essas medidas, já o trabalho de parto de verdade, não.

O início do trabalho de parto
O que marca o início do trabalho de parto é a presença de contrações uterinas regulares, que não cessam e vão se tornando progressivamente mais intensas. Na maioria dos casos, as mulheres comparam as sensações do início do trabalho de parto com cólicas menstruais fortes, e observam um endurecimento da barriga, que dura de 30 a 45 segundos de cada vez. Os intervalos das contrações no início do trabalho de parto podem ser grandes, e geralmente as mulheres começam a desconfiar que estão realmente em trabalho de parto quando as contrações começam a vir de 10 em 10 minutos, mais ou menos. A cada contração, o bebê é completamente empurrado para baixo pela força do útero, e o colo do útero cede lentamente às pressões repetidas exercidas pela sua cabeça, o que causa a dilatação e consequentemente a dor. A dor da dilatação do colo uterino é geralmente sentida no pé da barriga, apenas durante a contração.
As fases do trabalho de parto

Durante a evolução do trabalho de parto, as contrações vão mudando. A primeira fase do TP, ou fase latente, é a que tem maior duração, podendo durar horas ou dias. Nessa fase, as contrações são curtas (duram em média 30 a 45 segundos cada) e bem afastadas umas das outras (20 min até 5 min de intervalo). Nessa fase, geralmente, a dor é facilmente suportável e o casal fica em casa, descansando, se alimentando, namorando...

Quando as contrações começam a ficar mais intensas e longas (chegando a 1 minuto de duração, em média), e mais próximas umas das outras, começa a chamada fase ativa. Nessa etapa do parto, a mulher muitas vezes tem a sensação que as contrações de repente passam a vir uma atrás da outra, e é muito frequente ela começar a sentir dores no quadril e no cóccix (é a cabeça do bebê descendo dentro do osso pélvico). É comum bater um medo nessa hora, uma dúvida se realmente ela vai dar conta de ir até o final. As contrações em si ainda são suportáveis, apesar de serem bastante doloridas e durarem mais, o problema é que, com intervalos menores, o cansaço aumenta, e aí vem a dúvida: "quanto tempo mais será que eu vou aguentar desse jeito?" (é nessa fase que se recomenda ligar para a parteira ou ir para a maternidade, dependendo do plano do casal.)

Nessa hora, geralmente, entram as Doulas com suas técnicas não farmacológicas de alívio da dor, e assim, de contração em contração, com a ajuda de massagens, palavras de conforto, e banhos quentes a fase ativa vai progredindo. Sua duração média é de 3 a 5 horas e ela engata na fase seguinte, a fase da transição, quase de maneira imperceptível. As contrações, que duravam 1 minuto, passam a durar mais do que isso, podendo chegar a 1 min e meio de duração (1 min e meio sentindo dor não é brincadeira!) seguidas de mais ou menos o mesmo tempo de intervalo. Nessa fase, vem a hora da covardia, em que muitas mulheres pensam que não vão dar conta, e pedem analgesia, pedem cesariana. Essa fase, para muitas mulheres, é a mais difícil do parto, porque a dor é muito intensa e elas não sabem quanto tempo mais aquilo vai durar. A boa notícia é que não dura muito tempo. Para algumas mulheres, são alguns minutos apenas, para outras pode chegar até 2 horas ou mais. Quanto maior for a entrega da mulher à Partolândia nesse momento, mais tranquila e rápida tende a ser a fase de transição.

A fase de transição termina quando, no meio da contração, a mulher começa a fazer força. Isso significa que o colo uterino dilatou completamente, e o bebê agora conseguiu inserir a cabecinha no canal vaginal (período expulsivo). Como o colo do útero aponta para trás, o bebê sai em direção ao intestino da mãe, e ao descer pelo canal, empurrado por cada contração, ele estimula os mesmos receptores que indicam para o cérebro quando o intestino está cheio e precisa ser esvaziado. Algumas mulheres relatam que sentem uma enorme pressão interna, outras dizem que sentem arder a vagina e outras ainda dizem que sentem como se tivessem um cocozão entalado. A força que a mulher faz nessa hora é involuntária, e não é ela que faz o bebê sair. É o útero, em toda a sua incontrolável força, que expulsa o bebê.

O final do trabalho de parto
Assim que o bebê nasce, o útero, que durante todo o trabalho de parto já vinha diminuindo progressivamente de tamanho, dá uma diminuída radical, sob efeito das altas doses de ocitocina naturalmente liberadas no expulsivo. O fundo do útero chega mais ou menos na altura do umbigo, e, lá dentro, a placenta permanece firmemente enraizada enquanto o bebê recebe sua dose extra de sangue e oxigênio, até ser capaz de respirar por si mesmo. Uma vez terminada sua função, a placenta se desprega da parede uterina, ainda sob efeito dos hormônios do parto. A mulher sente algumas contrações, mas que lembram mais o comecinho do TP, quando era tudo muito tranquilo ainda. A placenta é quente e mole, e geralmente sai acompanhada de uma certa quantidade de sangue, o que dá uma sensação de calor molhado nesse momento. Enquanto expulsa a placenta, o útero diminui mais uma vez de tamanho, ficando aproximadamente o dobro do seu tamanho habitual. 
Vou sentir contrações depois que o trabalho de parto terminar?


É absolutamente normal sentir cólicas durante o pós-parto. Na maioria dos casos, as mulheres não se sentem muito incomodadas com isso, pois são geralmente cólicas fraquinhas, mas para algumas mulheres, as cólicas pós-parto chegam a ser bastante incômodas. Elas tendem a ser mais frequentes e fortes durante a amamentação, pois a sucção do bebê estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que produz as contrações uterinas. As cólicas do pós-parto se devem ao retorno do útero ao seu tamanho normal após o parto, e são acompanhadas de um sangramento que é bastante abundante no início (bem mais do que uma menstruação) e vai diminuindo progressivamente. Na maioria dos casos, o sangramento cessa até 40 dias após o parto (se não cessar, é bom ir ao médico avaliar).


Contando as contrações

Existem diversos sites na internet e aplicativos para dowload que permitem contar contrações, como o Contraction Timer, o Contraction Counter, ou o Contraction Master. Todos eles funcionam mais ou menos do mesmo jeito: tem um botão, na hora em que a contração começa vc aperta o botão e na hora em que termina aperta de novo. Depois de algumas contrações, os programas geralmente indicam o tempo médio e a duração média das contrações. O problema é: quando as contrações estão mais doloridas, a mulher não se lembra de apertar o botão e nem de avisar quando a contração está começando nem acabando, rsrs! Mas normalmente, dá para se guiar apenas olhando para sua fisionomia: quando a contração começa, a maioria das mulheres franze a testa ou faz uma expressão mais tensa. Quando a contração termina, é comum a mulher relaxar os músculos e respirar aliviada.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Parto natural domiciliar não programado da Samira e Ricardo pais da Sofia

Por enquanto só vou falar que Sofia veio que veio e não quis saber onde iria nascer... e nasceu em casa num parto não programado.

Com apenas seu Pai, sua Mãe e eu.

Samira fez um lindo relato de parto que conta todos os detalhes, desse parto surpreendente e maravilhoso que tive o prazer de fazer.

Alias,diga se de passagem que em 6 anos de trabalho a Sofia Bruno foi a primeira bebê que nasceu na minha mão.

Quero muito agradecer a Dra. Elisa Mendes que foi minha paciente e teve seu bebê há uns 2 meses antes do parto da Samira e que me ensinou como fazer se algum dia acontecesse (na verdade ela rogou para acontecer rs), a Dra. Eloisa Leite Gonçalves que no momento em que me vi sem comunicação com a Jaque e sabendo que não ia dar tempo de chegar no Hosp. Vila Velha, liguei para ela e ela me deu todo apoio para eu ir para Apart e toda ajuda possível por telefone....mas não deu tempo nem de sair de casa....e também a Dra. Jaqueline Alvarenga que nos ajudou por telefone e depois foi realizar os procedimentos necessários...

Parabéns papais!
                                                      RELATO DO NASCIMENTO DE SOFIA
                                                      03 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 20:20HS
                                                      39 SEMANAS E 1 DIA DE GESTAÇÃO
                                                           PARTO NATURAL EM CASA

Acordei por volta das 9hs da manhã com um pouco de cólica (tipo cólica menstrual), mas não me preocupei pois foi leve.Tomei um belo café da manhã e resolvi seguir a rotina de programação para aquele dia.

Às 12hs fui almoçar com minha amiga Walméa no Bullys na Praia do Canto. Durante nosso almoço senti algumas cólicas que me deixaram um pouco preocupada.

Liguei pra minha Doula, a Thaís, que pediu para eu contar com que intervalo de tempo as dores estavam vindo. Nesse momento percebi que estavam mais ou menos a cada 15 ou 20 minutos.

Saí do Bullys e fui para a casa do meu irmão. Deitei ao lado da mamãe para tentar relaxar um pouco, porém não consegui ficar naquela posição nem 5 minutos.

As cólicas estavam ficando mais fortes. Decidi ir para casa, afinal não achei que já era o início do trabalho de parto, e não queria preocupar ninguém.

No caminho mandei um torpedo para minha obstetra, Dra. Jaqueline Alvarenga, avisando da situação, porém não tive retorno imediato. Ainda no caminho para casa senti várias cólicas, e percebi que o intervalo entre elas estava diminuindo.

Cheguei em casa por volta das 15hs. Liguei pra Thais e avisei que as dores vinham a cada 10 minutos e duravam em media 20 a 30 segundos.

Ela disse que viria aqui para casa e confirmou que as cólicas que eu estava sentindo eram as famosas contrações do parto. Sim, eu realmente estava em trabalho de parto ativo.

Ela mandou eu entrar no chuveiro e fazer os exercícios para o parto que aprendi com ela, embaixo da água quente. Liguei pra Ricardo avisando o que estava acontecendo e pedi pra ele vir para casa.

Acho que fiquei no chuveiro ate umas 16:30hs quando a Thais chegou. Ricardo chegou em seguida, por volta das 17hs. Eu já não conseguia mais saber com que frequência as cólicas estavam vindo, mas sabia que estavam mais frequentes e mais intensas.

Ricardo chegou em casa com uma surpresa. Chegou vestindo uma camisa que ele mandou fazer, escrito no peito OCITOCINA, que é o hormônio do amor, que é liberado durante o trabalho de parto para ajudar na dilatação uterina.

Agora além da ocitocina endógena que meu corpo liberava para a evolução do parto, eu tinha o estímulo visual da ocitocina exógena da camisa dele. Acho que por isso, tudo evoluiu tão rápido! (risos!!!)

Quando Thaís chegou começamos a fazer os exercícios aprendidos nas aulas do Programa Gestavida, que tivemos por 6 meses, e trabalhamos também a respiração. As dores estavam intensas.

Tentei vários exercícios e posições, porém o jeito que eu mais me sentia confortável para diminuir as dores, era sentada no vaso de perna aberta.

Por volta das 19:30hs a bolsa estourou dentro do vaso. A partir daí foi tudo muito rápido. Senti muita vontade de fazer força. Sofia estava encaixada e sua cabeça fazia muita pressão no meu períneo.

Eu rezava e falava pra Deus: “ENTREGO, CONFIO, ACEITO E AGRADEÇO”. Repetia essa frase inúmeras vezes.


Era hora de atravessar 18km para chegar até o hospital. Será que eu aguentaria? O trânsito naquele horário era intenso. Não, eu não aguentaria.

Pedia muito pra Thaís não me fazer entrar no carro. Alguma coisa me dizia que se eu entrasse ela nasceria no meio do caminho. E nasceria mesmo!!

Mais ou menos meia hora depois que a bolsa rompeu, senti uma vontade imensa de fazer muita força.

Tentamos ir para o carro a fim de seguir para o hospital, porém quando chegamos na sala tive outra contração muito forte, e quando Thaís viu que Sofia estava coroada e ia nascer, voltamos para o banheiro, e na contração seguinte ela nasceu!

Foi mágico! Surreal! Minha filha tinha acabado de nascer no banheiro da minha casa, assistida somente por mim, meu marido e minha doula.

Nós três nunca tínhamos feito um parto! Muita emoção! Muita adrenalina! Deus estava nos dando sabedoria, discernimento e tranquilidade para conduzir tudo da maneira mais natural possível!

Ela nasceu e imediatamente toda a dor passou! Sentei no banco no banheiro e coloquei minha princesa nas minhas pernas enrolada em muitas toalhas.

Ela me olhou, chorou e até fez cocô! Era a coisa mais linda do mundo! Não consegui colocar ela nos meus braços porque o cordão umbilical estava curto, uma vez que ainda não tinha expulsado a placenta.

Eu e Thais nos olhávamos, ali sentadas no chão, parecendo duas índias no meio do mato (risos!!!), sem acreditar no que estava acontecendo.

Ricardo ligou para Dra. Jaqueline que estava no trânsito a caminho da minha casa, e ela orientou que esperássemos o cordão umbilical parar de pulsar e em seguida amarrá-lo com fio dental.

Uns 20 minutos depois que Sofia nasceu, senti novamente aquela vontade de fazer força. Fiquei de cócoras e consegui expulsar a placenta.

Agora sim consegui colocar minha princesinha nos braços e amamentá-la. Aquele contato, pele com pele, ela me olhando, linda e saudável, era o maior presente que Deus poderia me dar.

Dra. Jaqueline chegou mais ou menos 50 minutos depois e fez os procedimentos de rotina. Sofia estava ótima! Eu também não tive nenhuma laceração no períneo, e não precisei de nenhum procedimento.

Tomei um belo banho e sentei na minha cama, na minha casa, para amamentar a minha filha! Será que sou abençoada??? Tenho certeza que sim. Deus não poderia ter me dado benção maior do que essa!

Um tempo depois tivemos que ir para o hospital para que Sofia passasse pela avaliação de um pediatra e para a realização dos procedimentos burocráticos para as documentações dela. Ficamos internadas dois dias, mas sem tomar medicação nenhuma.

Estávamos muito saudáveis. Sofia nasceu com 3,045kg e 45cm.

Enfim, eu tinha que fazer esse relato, pois foi a história mais surreal e linda que aconteceu na minha vida.

Quero que um dia Sofia leia isso e veja como veio ao mundo de uma forma tão natural, linda e abençoada.

Entreguei, confiei, aceitei e agora agradeço a Deus por ter me dado força, sabedoria, discernimento e tranquilidade.

Agradeço à Sofia por ter escolhido a hora e local do nascimento dela, que não poderia ter sido melhor.

Agradeço ao meu esposo e companheiro, Ricardo, por ter mantido a calma e ter me acalmado, e por ter sempre me dado força para não desistir desse sonho.

Agradeço à minha fisioterapeuta e doula, Thaís, por ter acreditado em mim e ter me dado certeza que sim, eu conseguiria.

Agradeço à Dra. Jaqueline pelo apoio.

Agradeço à EQUIPE OCITOCINA (eu, Sofia, Ricardo e Thaís) que trabalhou em conjunto e total sintonia, fazendo com que tudo desse 100% certo!

Foi uma experiência ÚNICA, INEXPLICÁVEL e INESQUECÍVEL!!!!!!

Samira








Saída da Placenta









Eu ( Thais Ramos), Samira e Dra. Jaqueline Alvarenga

domingo, 15 de setembro de 2013

Apresentações do bebê

Fonte: Doula em Londrina

Apresentação dos bebês no útero
Como seu bebê está dentro da sua barriga? E como isso pode afetar seu parto? Lembrando que antes da 32ª semana mais ou menos, o bebê tem muito espaço para se movimentar dentro do útero e não é motivo para se preocupar se ele estiver em uma das posições que dificultam ou impossibilitam um parto normal. E mesmo após a 32ª semana eles podem virar e assumir uma posição favorável ao parto.
Apresentação Cefálica
A grande maioria dos bebês, mais de 90% deles ao final da gestação assumem a posição transversa ou cefálica. Eles ficam com a cabeça para baixo em direção ao canal de parto. É o ideal para o parto normal.

Apresentação Pélvica
Apresentação Cefálica, Pélvica e Transversa
Ele pode estar pélvico, sentado “em cima” do canal de parto. Existem muitos exercícios que podem ser feitos para o bebê virar. Caso ele não vire ainda há uma manobra chamada Versão Externa que pode recolocar o bebê em posição cefálica. Mas se não for feita a manobra e o médico ou parteira não forem experientes em partos pélvicos, a indicação é se fazer uma cesariana. É possível sim um bebê nascer pélvico, mas temos cada vez menos profissionais habilitados a acompanhar este tipo de parto. 
Apresentação Transversa
Ele pode estar transverso, ou “atravessado” dentro do útero. Nesta posição se não for tentado a Versão Externa ou ela não foi bem sucedida é indicação absoluta de cesariana. 

Posição do bebê
Acima os bebês Posteriores a direta e a esquerda
No meio os bebês transversos à direita e à esquerda
Abaixo os bebês Anteriores à direita e à esquerda
Ele ainda pode ser classificado pela posição que sua face está apontando dentro do útero.
Ele está Anterior quando está “olhando” para as suas costas. Então as costinhas do bebê estão ao longo da sua barriga. Se as costinhas estão mais para o lado esquerdo está “anterior esquerdo” e se as costinhas estão mais para o lado direito “anterior direito”. A posição Anterior é a que permite que o bebê saia mais facilmente pela pelve.
Ele está Posterior quando está olhando para frente da sua barriga e de costas para as suas costas. Da mesma maneira ele pode estar “Posterior Esquerdo” ou “Posterior Direito” de acordo com o lado que ele fica. Bebês posteriores nascem de parto normal, mas costumam ser partos um pouco mais demorados e doloridos.
Bebês que assumem a posição posterior podem virar anteriores até mesmo na hora do parto. Mas se permanecerem posteriores o ideal é evitar ficar deitada e assumir posições que ampliem o canal do parto, como por exemplo ficar em quatro apoios ou na posição genupeitoral. Pode-se tentar ainda manobras com o rebozzo para que o bebê consiga virar.
Também podemos classificar a posição de acordo com a parte do bebê que vai encaixar no canal do parto.
A - Fletido (posição ideal). B - Neutro ou fronte. C- Defletido
E suas proporções na pelve materna
Defletido: Quando o bebê está com a cabeça “para trás” e não fletida para a frente ele assume uma posição que faz com o que  o diâmetro maior do crânio do bebê encaixe na pelve e isso pode causar uma desproporção dependendo do tamanho da pelve da mãe. Também só é detectável durante o trabalho de parto e se o bebê não mudar de posição a indicação é uma cesariana. Ele pode também estar numa posição neutra "de fronte" com a cabeça nem fletida e nem defletida. Isso aumenta o diâmetro do crânio também. Pode-se usar o rebozzo para ajudar o bebê a fazer a flexão ou tentar as posições que ampliam o canal do parto ou se o bebê não fizer a flexão.

Face com o queixo anterior (a) e posterior (b)

Face: quando o bebê encaixa com a face no canal do parto. É também uma apresentação bastante defletida. Alguns bebês nascem nesta posição, mas dependendo de como ele encaixa, por ser a face um dos diâmetros maiores do crânio do bebê, pode causar uma desproporção céfalo-pélvica. Mesmo a pelve da mãe sendo de um tamanho ideal para o parto, a maneira como o bebê encaixou e o tamanho da pelve da mãe impede ele de descer. É bem raro acontecer e só pode ser detectado em trabalho de parto, mas se acontecer a indicação é uma cesariana.

 A -  Assinclitismo Parietal Anterior.
B - Sinclitismo (posição ideal).
C - Assinclitismo Parietal Posterior
Assinclitismo
É quando a cabeça do bebê fica inclinada para o lado direito ou esquerdo. Pode acontecer para ajudar o bebê a descer se “moldando” a pelve da mãe. Mas se for um assinclitismo severo pode causar desproporção céfalo-pélvica levando a uma cesariana.
Algumas coisas podem ser feitas para ajudar o bebê a ficar em uma boa apresentação e posição para nascer:
Evitar sentar reclinada em cadeiras ou sofás
Preferir sentar na posição de “índio” ou sempre com a barriga mais para frente
Caminhar
Fazer exercícios com a bola.
É importante se informar para saber no momento do parto o que podemos fazer para facilitar a descida do bebê e também quando uma cesariana é necessária.
O Rebozzo é uma técnica muito usada pela parteira mexicana Naoli Vinaver para ajudar o bebê a ficar em uma posição melhor para nascer. É um tecido que é usado para movimentar a pelve da mãe permitindo o bebê se mover dentro do útero. Em vários casos de mal posicionamento do bebê ele pode ser usado.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O que o pai pode fazer no parto...fotos de parto humanizado!


Muitos pais não sabem o que fazer no momento do parto, alguns não sabem se vão aguentar ver sua mulher sentindo "dor", outros acham que não conseguem ver sangue, outros acham que só quem é da área da saúde que pode ajudar, o que ele um PAI muitas vezes da área de exatas pode fazer?

O acompanhante no momento do parto é muito importante para a gestante, para passar segurança, apoio físico e emocional, conforto entre outras coisas...

O PAI nesse momento é mais importante ainda... A mãe não fez o bebê sozinha, por que ela iria parir sozinha?

A gestante pode estar com o melhor médico da cidade, com a melhor doula, com sua mãe, mas seu marido presente, trocando olhares, ajudando-a a agachar nas contrações ou simplesmente dando um abraço, um aconchego irá fazer toda a diferença... essa gestante confiará no seu corpo, pois seu marido está presente e ele confia nela que ela irá conseguir, proporcionará um relaxamento maior para sua esposa durante o intervalo das contrações, além de passar segurança que ele está ali e que ele está vendo tudo, que nada de ruim vai acontecer...

O marido precisa entender que no parto não precisa de nenhuma técnica, a mulher precisa de carinho e atenção, não adianta ir para hospital e dormir enquanto a mulher sente dores sozinha ou com a doula... 

A doula está ali para dar suporte físico e emocional sim, mas sua mulher gostaria da sua presença ao lado, olhando, dando a mão ou ajudando-a, a doula pode ser uma pessoa intima já, praticamente amigas, mas nunca terão a relação de marido e mulher, a troca de olhares, doula não substitui marido e doula não faz papel do marido... Ela está ali para somar!

Espero que com essas fotos alguns maridos repensem em acompanhar suas mulheres durante o trabalho de parto e parto.... 

  "Fotos de partos que eu acompanhei como doula e registradas por mim..." Gostaria de agradecer as famílias que permitiram a divulgação das fotos!

Beijos

Thais Ramos 


Apoio continuo do pai faz toda a diferença no parto....




Amor, carinho, confiança... os pais me perguntam: Mas Thais o que eu posso fazer no parto?... e passar esses sentimentos é a melhor coisa que o pai poderia fazer!


Apoio durante as contrações...


Apoio no intervalo das mesmas!
 

E olha o orgulho do olhar do marido pela mulher parindo...

Apoio no período expulsivo guiando a força...

Eu Doula orientando a respiração e o suporte do pai na posição...

Palavras de carinho ajudarão sua esposa a ter força para continuar a seguir o seu maior desejo... ver seu filho....



E terá sua retribuição....

E mais uma vez participará ativamente cortando o cordão umbilical...

Quem não quer poder ser abraçada por sua mãe e seu marido logo após de parir seu filho?

Tem felicidade maior que essa? Família reunida no pós parto imediato...


Chegada no hospital com mais ou menos 6 horas de bolsa rota e contrações não ritmadas...

Exercícios para estimular as contrações... Marido participativo!

Apoio nas contrações...

Apoio e aconchego nas contrações...