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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Lua de leite: o que, por que e como

 Texto retirado do blog: https://amaequequeroser.wordpress.com/2014/07/02/lua-de-leite/

“Uma linda lua de leite para vocês”. Via de regra, esse é o meu desejo a toda mãe recém-parida. Mas acho que poucos entendem o que estou desejando (né?). Então, aproveitando o embalo de um post que estou escrevendo sobre o puerpério, resolvi falar um pouco sobre essa ideia e “vender o peixe” da lua de leite.

A função da lua de leite é simples: fortalecer o vínculo e minimizar o estresse. Da mesma forma que a lua de mel servia (serve ainda?) um propósito de iniciar o casal na vida a dois, afastando os dois das tarefas do dia-a-dia para que entrassem em sintonia um com o outro, a lua de leite cria um espaço para o casal (e eventualmente os irmãos mais velhos) se vincular(em) e ganhar(em) intimidade com o novo ser que chegou para compor a família. Para não me estender muito (mais do que o necessário), vou tentar ser didática, para que ninguém fique achando que lua de leite é sinônimo de levar o pequerrucho para Aruba ou Paris!

O que é, exatamente, uma lua de leite?
 
Trata-se de um período para viver intensamente a vinculação com o bebê, minimizando as atividades mundanas (sair, cozinhar, limpar a casa, socializar) e o contato com o mundo e o tempo “real”. A lua de leite envolve muito contato pele a pele entre o bebê e a mãe (e o pai), pouca atividade física e mental, e, claro, bastante leite materno, pois marca o início dessa relação que é amamentar. Como numa lua de mel, também convém esquecer o relógio e as rotinas para viver integralmente no presente.

Quanto tempo leva a lua de leite?
 
Não tem regra. Vai da necessidade e do perfil de cada família. Entre duas e quatro semanas me parece um bom ponto de partida.

Qual o sentido da lua de leite?

Ao diminuir as atividades supérfluas – isto é, tudo aquilo que não envolve atender às necessidades fisiológicas e emocionais do binômio mãe-bebê – a família vivencia esse início da relação com o filho de forma plena. A lua de leite libera a mulher da necessidade de entreter os outros, fazer comida ou arrumar a casa; no lugar disso, há repouso (na medida do possível), silêncio (idem), mergulho interior, contato verdadeiro. Essa intensidade também facilita o início do aleitamento: o contato pele a pele promove a liberação de ocitocina (hormônio do vínculo e da ejeção do leite), o peito em livre demanda (sem olhar a hora) aumenta a produção de leite, bem como a confiança e a habilidade da mãe, e o contato social reduzido diminui a chance de se expor a comentários que podem minar o processo delicado de amamentar. Como a lua de leite envolve se desligar um pouco do mundo externo, as pressões sociais são aliviadas, permitindo vivenciar a montanha-russa de emoções do puerpério sem a necessidade de se justificar nem fingir que tá tudo bem.
por que lua de leite_amqqs

Isso significa que não devo receber visitas nem sair nesse período?
 
Não. Claro que não. Mas a ideia é sim reduzir as visitas e as saídas para diminuir as cobranças sociais. Para a visita, uma boa regra é: a pessoa em questão pode te ver descabelada, na cama, pelada da cintura para cima ou de roupão? Existe intimidade e boa vontade na relação, de forma que você pode ficar tranquila se, por acaso, der uma descompensada básica (leia-se: se você for grossa ou histérica, ou se simplesmente resolver expulsar todo mundo dali)? Se a resposta for “sim” então a visita não atrapalhará. Quanto a sair, se der vontade e não for uma obrigação, ou se for necessário por motivos de saúde, não vejo por que não.

Preciso me preparar ativamente para a lua de leite?
 
Sim. Salvo exceções, a sociedade hoje não está preparada para acolher as mães nesse período. Dois exemplos  claros são a prática de separar o bebê na maternidade, levando-o para o berçário, e a expectativa cultural de receber visitas imediatamente após o nascimento. Ou seja, se você e o seu companheiro não forem pró-ativos, seu puerpério seguirá o padrão da nossa sociedade: bebê separado de vocês na maternidade, colocado em berços, bebês confortos e embalados em cueiros e mantas (ao invés de em contato pele a pele) nos primeiros dias e semanas, rotinas de cuidados e mamadas com horários fixos, visitas cheias de para entreter, pitacos de parentes e amigos, tempo de conexão mãe-bebê diminuído devido à obrigação de realizar tarefas domésticas etc.
Como me preparo para a lua de leite?

Antes do nascimento:
  • deixe refeições congeladas ou organize-se para que você não tenha que pensar em preparar ou comprar comida;
  • mande um e-mail para  amigos e parentes explicando o desejo de ficar a sós com o bebê no período de x dias após o nascimento, explicando os motivos, se quiser (inspire-se no modelo abaixo);
  • combine com a equipe médica (incluindo o pediatra!) que você faz questão do contato pele a pele e da amamentação na primeira hora de vida (se precisar de respaldo, lhes envie este link);
  • crie ou fortaleça sua rede de apoio – isto é, aquelas pessoas próximas, que respeitam o seu desejo e entendem a delicadeza do pós-parto, com quem você poderá contar para ir ao mercado, passar na farmácia, limpar sua casa, e que também estejam dispostas a ouvir sem julgar, dar um ombro para você chorar e fazer carinho quando mais precisa.
lua de leite_cartinha_amqqs
Na maternidade:
  • fique em contato pele a pele com o bebê assim que ele nascer (antes de medir, pesar etc.);
  • permita que ele inicie a amamentação no tempo dele, antes de ser tirado do seu colo;
  • atrase o primeiro banho (acredite: o cheiro de um recém-nascido é algo que só pode ser comparado ao néctar dos deuses);
  • faça alojamento conjunto (i.e. evite o berçário);
  • deixe o seu companheiro/ acompanhante com a tarefa de ser o guardião da lua de leite – isto é, de proteger você e o bebê de serem separados, de evitar os protocolos do hospital que interferem na amamentação (complemento e bicos artificiais, por exemplo), de “barrar” visitas que não vão agregar.
Em casa:
  • fique peladona da cintura pra cima, com o bebê só de fralda ou pelado;
  • cheire a cria (lamber também vale!);
  • de novo, deixe o maridão ou outra pessoa da rede de apoio responsável por todo que envolve o mundo externo: telefonemas, tarefas domésticas, compras etc.
  • permita-se sentir, deixe as emoções fluirem;
  • tenha em mãos o telefone de uma doula pós-parto ou consultora de amamentação ou banco de leite, caso o bicho pegue;
  • confie… É punk, é enlouquecedor às vezes, mas é assim mesmo. Você sobreviverá.
7 leis da lua de leite_amqqs
Espero que este post contribua para que você pense com carinho na possibilidade de viver uma lua de leite, para um início de maternidade suave (na medida do possível!), integral e com bastante leitinho e cheiro de bebê.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Pega errada, dor ao amamentar, não sabe ordenhar? Procure o Banco de Leite

Muitas mulheres não sabem da existência de bancos de leite ou para que servem e o que eles orientam.

A primeira orientação que dou para minhas pacientes que tiveram bebês é: procure o banco de leite assim que tiver alta do hospital.

Os Bancos de leite são centros de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Não é um lugar apenas para doação de leite. Em outras palavras: lá você encontrará profissionais capacitados para ajudá-la a resolver os naturais problemas ( dor ao amamentar, pegar errada, fissura, mastite, como ordenhar,  entre outrosque podem acontecer no processo da amamentação.



O que é um Banco de Leite Humano?
Um Banco de Leite Humano é um centro ou departamento especializado,
habitualmente em interdependência direta de uma ou mais Unidades de
Cuidados Intensivos Neonatais, que tem por objetivo a promoção do
aleitamento materno e a recolha, processamento, controlo e distribuição de leite de doadoras saudáveis. A atividade do Banco de Leite Humano não tem fins lucrativos, sendo gratuito o processo de doação do leite, assim como a sua distribuição após prescrição médica
.


Procure o mais próximo da sua casa e aproveite esse serviço gratuito de ajuda as novas mamães!

BANCOS DE LEITE

Banco de Leite da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
Endereço: Rua Dr. Jones Santos Neves, 143, Vila Rubim, Vitória - ES
Telefone: (27) 3322.0074 / (27) 3212.7200
Email:provedoria@santacasavitoria.org
Banco de Leite do Hospital da Polícia Militar
Endereço: Rua Joubert de Barros, 555, Bento Ferreira, Vitória - ES
Telefone: (27) 3636-6568
Email: blh.ds@pm.es.gov.br
Banco de Leite do Hospital Dr. Dório Silva
Endereço: Avenida Eudes Scherrer s/nº, Laranjeiras, Serra - ES
Telefone: (27) 3138.8905 - (27) 3328.3611
Email:hds.blh@saude.es.gov.br
Banco de Leite do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim
Endereço: R Manoel Braga Machado nº 9, 2º andar, Ferroviários, Cachoeiro de Itapemirim - ES
Telefone: (28) 3521.7045 / (28) 3526.6166 ramal 199
Banco de Leite do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes - HUCAM
Endereço: Av. Marechal Campos, Maruipe, Vitória - ES
Telefone: (27) 3335.7377
Email:blh_hucam@yahoo.com.br
Banco de Leite do Hospital Infantil de Vila Velha
Endereço: Av. Ministro Salgado Filho, 918, Soteco, Vila Velha - ES
Telefone: (27) 3380.9493
Banco de Leite do Hospital São José
Endereço: Colatina - ES
Telefone: (27) 3722.4977

terça-feira, 26 de junho de 2012

Venha apredender Shantala, massagem indiana milenar

Estaremos ministrando aulas para mamães e papais que desejam aprender essa maravilhosa massagem para seu bebê.

As aulas terão no máximo 3 mamães com seus bebês, a partir de 1 mês de vida até crianças mais velhas (será feito alguns ajustes de postura com crianças mais velhas).


 Ministraremos em Vila Velha na
(27) 3032-6974 / (27) 9938-8501
E em Vitória na
(27) 3045-7773

Conheça um pouco da Shantala:

Reforçar o vínculo afetivo através de uma massagem carinhosa após o nascimento é essencial para que o bebê sinta-se amado e protegido. Para esse momento especial existe uma massagem indiana milenar chamada Shantala.  Foi descoberta pelo Dr. Frédérick Leboyer que numa viagem a Índia, ele observou e registrou o ritual que uma mãe indiana paraplégica, chamada Shantala, realizava em seu bebê, e como ele ficava calmo e satisfeito com essa massagem. Admirado com esta bela cena, Leboyer batizou esta técnica com o nome desta mãe.

    Shantala traduz um momento especial oferecendo a oportunidade dos pais terem um contato mais prolongado com seu bebê dando continuidade e fortalecendo a vinculação afetiva. O toque carinhoso é a melhor forma dos pais se aproximarem do bebê, transmitindo amor e carinho através das mãos.


Priscila e Raquel com 9 meses
    O bebê responde ao estímulo tátil da massagem com relaxamento e bem-estar, contribuindo também
para uma melhor qualidade de sono, melhor funcionamento gastrointestinal, minimizando gases, cólicas e prisão de ventre, estimula resistência imunológica, reduz estresse, amplia respiração, auxilia no desenvolvimento sensório-motor, favorece o ganho de peso, crescimento físico e favorece o autoconhecimento corporal do bebê, bem como os pais também aprendem a linguagem corporal dos bebês.


Erê com Nara de 3 meses
    A massagem é realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas, sentado no chão, mas não em contato direto com o solo. A coluna deve estar ereta e os ombros relaxados, se necessário use almofadas para apoiar a região lombar. Também é indicado retirar anéis e relógio. O local deve estar tranqüilo, aquecido e acolhedor, a música é opcional. Usa-se óleo de origem vegetal para facilitar o deslizamento das mãos. 

A aplicação dura de 15 a 30 minutos, dependendo da idade do bebê e aceitação ao toque. A partir de um mês de vida os bebês já podem receber Shantala, respeitando-se apenas a cicatrização umbilical e a descamação da pele. Não há restrições em iniciar Shantala com crianças mais velhas, necessitará apenas de adaptações quanto à postura da massagem.
Thais Ramos ministrando a aula

Anallu com Lucca, Erê com Nara e Priscila com Raquel

Tenham paciência com as crianças mais velhas elas querem brincar!
Ajuda a diminuir gases e cólica nos bebês

Adaptando uma posição para seu bebê

Além dos benefícios da massagem as mamães acabam trocando experiências com outras mamães....

A massagem é feita em silêncio ou com uma música de fundo

Anallu com Lucca de 6 meses

Interação com outras crianças e com as mamães

No finalzinho o papai André apareceu!



    Para completar a sensação de relaxamento e retirar o excesso de óleo, o pai pode banhar o seu bebê, deixando o corpo imerso na água. É interessante já deixar o banho pronto antes de iniciar a massagem para não haver dispersão. Com certeza após esse momento a mamãe entrará em ação, pois o bebê desejará ser amamentado e dormirá relaxado!

    Permita-se encontrar momentos diários de contato corporal com o bebê, alimentando-o através do toque, onde as palavras não alcançam.



Agende seu horário!

sábado, 6 de agosto de 2011

A rede de apoio na amamentação

Texto retirado do blog De Peito Aberto para blogagem coletiva da SMAM..
 
XX SMAM: Amamentação: Uma Experiência em 3D
Depoimento da Mara, mãe de Ágatha, de Londrina, Paraná.

Antes mesmo de ter meu bebê sempre tive o sonho de amamentar. Agatha nasceu prematura de 35 semanas e com insuficiência respiratória necessitando de cuidados especiais (ficou na incubadora recebendo oxigênio). 
Ágatha aos 3 meses
* 1o. dia de nascimento
Após 1 hora de ordenha para retirada do colostro e do meu 1o. leitinho fui informada pela enfermeira que ele não poderia ser usado, pois não estava com as vestimentas corretas na hora da ordenha (máscara e touca), quase morri com a notícia :-(((, 
 
Porque no momento que me ensinaram fazer a ordenha, não me informaram dessa informação tão simples?!!!... ali me senti com tanta raiva e totalmente desamparada. Minha vontade de amamentar era maior e o apoio do meu marido  (que presenciou o fato e ficou com tanta raiva e sem entender como eu)  foi muito importante.

* 2o. dia de nascimento
Pude colocar ela no meu peito para que sentisse o aconchego e começasse a sugar . Ela pegou e sugou um pouquinho...com o esforço o nível de oxigênio precisou ser aumentado. 
 
* 3o. dia de nascimento
Devido ao esforço anterior não pude tirá-la da incubadora, foi um choque. Além disso Agatha teve um índice de infecção alterado e começou a ser administrado antibiótico. Com toda essa situação meu leite era bem pouquinho, mesmo assim não desisti e tirava o quanto conseguia para deixar no hospital, o leite era administrado via sonda e através do copinho que ela aceitou bem.

* 4o. e 5o. dia de nascimento
Não pude amamentá-la, mas pude colocá-la junto ao meu peito dentro do sling com o auxílio do oxigênio aí que conforto para nos duas...chorei de emoção.

* 6o. dia de nascimento
Não foi mais necessário oxigênio e fui liberada para amamentá-la, que delícia ter Agatha no meu peito novamente!!!!

* 7o. dia de nascimento
Agatha apresentou ictericia, mesmo assim pude amamentá-la, cada um desses momentos era muito importante para a minha recuperação e confiança no peito.

* 8o. dia de nascimento
Agatha foi liberada para o bercinho e retirada da incubadora, agora poderia amamentá-la livremente.
Mamando em posição de cavaleiro


Só quem esteve aguardando o seu filho melhorar numa unidade de cuidados intensivos (UCI) sabe que cada mamada do bebê é uma grande vitória...a necessidade do bebê, a sua preocupação e emoção, a troca de experiência com as outras mães e enfermeiras, a instabilidade dos hormônios são algumas das variáveis que ajudam ou atrapalham esse momento.

* 11o. dia de nascimento - liberados para casa;-))))) 

Como no hospital os bebês as mamadas/copinho eram de 3 em 3 horas achava que deveria continuar no mesmo ritmo em casa. Minha mãe sempre falava para dar o peito a hora que ela chorasse, mas eu estava tão desgastada, cansada, preocupada com tudo o que não tinha conseguido deixar pronto até o seu nascimento, além de ser um "pouquinho teimosa" que não consegui entender essa "simples frase". Como não conseguia retirar o LA fui ficando triste e meu leite diminuindo cada vez mais...
 
Depois de quase 1 mês e meio de nascimento ainda continuava nesse ritmo. Foi quando meus familiares e amigos me alertaram que talvez eu precisasse de ajuda. Nesse momento fui procurar pessoas que acreditavam e eram especializadas na amamentação, conversei com as meninas do Gesta Londrina (a Pata e a Marilia me esclareceram muitas dúvidas e me deram o maior apoio), fui ao Celac (eles me ensinaram o método da relactação), conversei com uma enfermeira da maternidade e do hospital, e todas me falaram o que eu mais precisava escutar: eu precisava descansar mais e me preocupar menos para o meu leite aumentar :-0. 
 
Minha preocupação de fazer tudo certo era tão grande que eu não estava conseguindo me entregar e estava matando meu maior sonho: AMAMENTAR!!! Foi aí que começei a descansar, me entregar e utilizar o método de relactação, resultado: meu leite aumentou muito. Ainda precisei continuar com o LA sempre ministrado em copinho (Agatha não sabe o que é um bico de mamadeira), mas meu sonho de amamentar foi conquistado da melhor maneira que eu poderia realizar. Até hoje Agatha (1 ano e 2 meses) mama no peito!!!
 
Encerro dizendo que ter persistência, apoio da família, amigos e procurar pessoas que acreditem no seu sonho, tanto quanto você FAZ TODA A DIFERENCA;-))) 
Dedico esse texto a todos que fizeram parte dessa história!!
Com Amor no Peito;-)))


Espero que o texto contribua para a semana de amamentação, que as pessoas que estejam passando o que eu passei e leiam o texto possam achar motivação e coragem para continuar.

Um abraço,

Mara Louzada Vascão
mãe da Agatha 1 ano e 2 meses

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Razões para prolongar a amamentação

Texto da Blogagem coletiva sobre a Campanha da Semana Mundial de Amamentação...
 
Agora que mais e mais mamães estão amamentando seus bebês, mais e mais estão também descobrindo que “adoram” amamentar e querem continuar a prática para além do tempo planejado inicialmente.

A Unicef encoraja que o aleitamento seja mantido até dois anos ou mais, e a Academia Americana de Pediatria incentiva que a amamentação perdure até que mãe e bebê desejem.

Mas por que amamentar para além de 6 meses?



Porque mamães e bebês geralmente sentem muito prazer no aleitamento. Por que interromper uma relação prazerosa? Além disso, o leite materno continua a proteger a saúde e bem-estar da díade mãe-filho.
Mas dizem que o leite materno não tem valor passado 6 meses...

Pode ser que você tenha esta informação, mas ela é verdadeiramente errada. Ninguém (incluindo pediatras) pode oferecer esta informação e isto só mostra o quanto nossa sociedade está mal-informada sobre aleitamento materno. Leite humano é, acima de tudo, LEITE.

Mesmo após seis meses ele ainda tem proteínas, gorduras e outros elementos apropriados e nutricionalmente importantes, necessários para bebês e crianças. Leite materno ainda contém substâncias imunológicas que protegem a criança mesmo se ela tem mais de dois anos.

De fato, algumas substâncias imunológicas do leite materno estão presentes em quantidades maiores no segundo ano de vida, do que no primeiro. Isto é evidente já que as crianças com mais de 1 ano estão geralmente mais expostas a ter infecções do que os bebês mais jovens.

Leite materno ainda apresenta fator de crescimento que ajuda no amadurecimento do sistema imune de seu bebê, ajuda no desenvolvimento cerebral, intestinal e outros órgãos em desenvolvimento.

Tem sido bem descrito por pesquisadores que as crianças em aleitamento, que vão para escolinhas, adquirem menos infecções e quando as adquirem, estas são muito menos severas do que em crianças que não recebem o leite materno. As mamães então perdem menos dias de trabalho se continuarem a amamentar seus bebês.
Mas eu quero que meu bebê seja independente...

E o aleitamento materno torna seu bebê dependente? Não acredite nisso. O bebê amamentado até que desmame sozinho é geralmente mais independente, e mais seguro nessa independência. Ele recebe conforto e segurança até que se sinta seguro e decida por si mesmo deixar de mamar. Frequentemente nós forçamos nossas crianças a se tornarem independentes muito cedo. Dormir sozinho cedo demais, desmamar cedo demais, deixar de usar fraldas cedo demais. Para que a pressa? Você quer que seu filho saia de casa aos 14 anos? Tudo acontecerá no tempo em que a criança se sentir preparada.

Possivelmente o mais extraordinário em amamentar passados dois anos não são os aspectos nutricionais e imunológicos, apesar de sua grande importância. A mais relevante é o relacionamento especial entre mãe e filho, a re-afirmação diária de amor que se repete sempre que o bebê mama, e isso continua quando o bebê cresce.

Se a criança/bebê se machuca ou fica doente, o aleitamento materno é a melhor maneira de acalmá-lo e tranqüilizar também a mamãe e a família.

Retirado de www.lactare.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A dificuldade de amamentar


Por Silas A. Rosa

Toda mulher começa a sua “carreira” de mãe consciente da importância de amamentar seu filho. No entanto, a maioria não consegue o que se preconiza: seis meses de exclusivo aleitamento materno e a manutenção do aleitamento por 2 anos, pelo menos. Neste artigo, que inicia uma série dedicada à nutrição, vamos falar de nossa experiência com as barreiras que impedem a consecução desta alimentação nos limites acima colocados.
Para que tudo vá bem é preciso começar bem. Neste sentido as mães atuais já encontram a primeira dificuldade: o parto cesariano. Outrora todos os partos eram vaginais. As mães não eram submetidas ao stress da cirurgia, nem a procedimentos anestésicos. O colostro (primeiro leite) produzido desde o final da gestação, já está disponível logo após o parto normal. Quando a mãe se submete ao parto cesariano é comum uma interrupção na eliminação do colostro, que pode durar até 24 horas.

Esta desvantagem do parto cesariano pode ser superada se a mãe for bem orientada e receber o apoio necessário. Crianças que nascem a termo e com bom peso de nascimento (isto é, que não são prematuras nem desnutridas intra-útero) podem muito bem prescindir da alimentação nas primeiras vinte e quatro horas de vida, tempo em que sugando a mama estimulam a liberação do leite, interrompida pelo stress do ato cirúrgico.

Acontece que em algum momento do passado os pediatras e neonatologistas se preocuparam em demasia com uma situação anormal, que pode vitimar alguns recém-nascidos, chamada hipoglicemia neonatal, que é a queda do teor de glicose no sangue dos bebês e que pode ter repercussões no cérebro. A exagerada preocupação com esta hipoglicemia tem precipitado a administração de outros alimentos, como soro glicosado em chucas ou mamadeiras de leite nestas primeiras vinte e quatro horas. A hipoglicemia é raríssima em crianças que nascem hígidas, isto é, com bom peso e no tempo certo. Geralmente o que ocorre é precipitação mesmo, com a chance de interferir de forma irreversível com o adequado processo de alimentação do bebê, que é o aleitamento materno.
A criança que “aprende” a sugar bico de chupeta, chuca ou mamadeira usa apenas os lábios para sugar. Quando levada à mama tenta reproduzir o mesmo processo de sucção sem resultado: para sugar a mama o bebê tem que usar toda a bochecha. Sugando apenas com os lábios ele “racha” o bico do seio e não consegue a liberação do leite. Portanto, a primeira sucção do bebê tem de ser já na mama, para que o bebê “aprenda” a sugar adequadamente com toda a bochecha.
Se a preocupação com a hipoglicemia exerce uma pressão demasiado grande contra o jejum do bebê nestas primeiras horas, por que não administrar somente o soro glicosado com uma colher, evitando iniciar um processo vicioso de sucção?

Outro fato negligenciado pelas mães é que os primeiros quinze dias de vida funcionam como um período de adaptação recíproca do binômio mãe-bebê. A periodicidade com que o bebê quer sugar e as quantidades de leite produzida e liberada, variam muito nestes primeiros dias. É preciso ter paciência. Tal é a importância que tem o aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida que é preferível, circunstancialmente, a criança sadia passar algumas poucas horas de fome, quando falta o leite materno, que receber sequer uma mamadeira de outro leite.

A primeira mamadeira é sempre o início do processo de desmame precoce.Freqüentemente, quando chego ao apartamento das mães, na primeira visita nas maternidades, já encontro lá uma chupeta, a chuca e... uma lata de leite em pó. Isto é tudo que não desejo para nenhum recém-nascido, que, tendo a seu lado a mãe, dispõe da fonte do melhor e mais adequado alimento para o início da vida, como veremos nos próximos artigos.

http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=69610&CdTpMateria=127

Digo sempre às mães que estão iniciando o processo de lactação que a decisão de adotar a amamentação exclusiva dos bebês no primeiro semestre da vida é o primeiro e mais importante passo para a felicidade deles. Afirmava, no passado, que o primeiro passo, na verdade, era a decisão de se ter parto normal, mas neste quesito eu fui vencido pela evolução dos fatos.

Infelizmente, a Assistência Médica, como qualquer instituição humana, é ela mesma e suas circunstâncias. Falar em parto normal, isto é, parto vaginal, é clamar no deserto. Os obstetras que comigo trabalham e que conhecem meu passado em defesa do parto normal, dizem que hoje parto normal é a cesariana, devendo se denominar o parto outrora normal de parto vaginal. No entanto, nas maternidades públicas a freqüência de partos vaginais continua sendo superior a dos partos cesarianos. Como sou otimista, ainda espero que no futuro haja um movimento para reverter esta preferência pelas cesarianas, observada nas maternidades particulares.

Esta decisão pela amamentação exclusiva, entretanto, não é fácil. Os bebês que mamam exclusivamente leite materno inicialmente dão mais trabalho que os alimentados com mamadeiras. Os bebês em aleitamento materno “toda hora” querem mamar, enquanto os alimentados com mamadeira “são uns reloginhos”, mamam de três em três horas. Ademais, os que mamam leite materno ficam muitos minutos sugando e, a seguir, ficam acordados, resmungando, se mexendo e exigindo atenção. Já os da mamadeira mamam e dormem... são uns anjinhos! As mães dos que somente mamam no peito dormem muito menos que as felizardas que resolveram dar mamadeira, porque os bebês amamentados com leite materno acordam muito mais vezes à noite para mamar. No entanto, tudo isto têm o seu contraponto em favor do aleitamento materno como veremos a seguir.

A proteína principal do leite materno é a lacto-albumina. Esta proteína é de fácil digestão no estômago do bebê e em poucos minutos passa para o intestino, esvaziando o estômago. Como a fome depende em parte da plenitude gástrica estas crianças têm vontade de sugar a intervalos muito menores que os que tomam mamadeira com leite de vaca in natura ou industrializado. A principal proteína do leite de vaca é a caseína, de digestão muito mais difícil e demorada. O leite de vaca é produto natural para alimentar bezerros que nascem com 33 quilos (e não 3 quilos como os bebês) e que, sendo ruminantes, possuem quatro estômagos (pança, rúmen, barrete e coagulador). Portanto, quando o bebê mama o leite de vaca, mesmo industrializado, com bastante caseína ele tem uma digestão difícil e demorada. É como se o bebê amamentado com leite materno comesse um prato de massas a cada ato alimentar, enquanto o “coitado” do condenado a tomar mamadeira come um prato de feijoada a cada três horas. Por isso este último só mama e dorme... na verdade “não dorme”: “desmaia” como nós, adultos, nos sábados a tarde após a feijoada do almoço.

Sempre digo às mães que o desenvolvimento neuro-psico-motor do bebê decorre de sua atividade em vigília e não das horas “mortas” em que dorme. Daí terem os bebês alimentados somente com leite materno um desenvolvimento melhor que os outros: firmam a cabeça mais cedo, sentam primeiro, engatinham antes, andam e começam a falar com idade menor, em média. Por estas e outras razões, que ainda vamos expor nos próximos artigos, a opção da amamentação adequada (leite materno exclusivo nos primeiros seis meses e manutenção da amamentação por pelo menos mais um ano e meio depois) embora exija mais da mãe acaba compensando, principalmente se o foco da análise for o futuro dos bebês.

http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=69722&CdTpMateria=127

sábado, 28 de maio de 2011

Amamentação até os seis meses de idade pode reduzir casos de sobrepeso na vida adulta

Criança amamentada no peito tem menos risco de engordar no futuro

Todo mundo já sabe que o leite materno é o melhor alimento para bebês, e que até os seis meses de idade, ele pode — e deve — ser a única alimentação da criança. Mesmo assim, levantamento do Ministério da Saúde mostra que apenas 41% das mães seguem à risca esta recomendação. 

 

Agora, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Organização Mundial da Saúde estão divulgando novas descobertas que reforçam a importância da prática: a amamentação exclusiva até os seis meses de vida e combinada com outros alimentos (até os dois anos de idade), reduz a incidência de sobrepeso na vida adulta, tanto pela correta formação dos hábitos alimentares, quanto pelo estímulo à produção de hormônios. 

— Temos estudos que revelam que cada mês de retardo na introdução de novos alimentos para bebês entre 2 e 6 meses de idade diminui de 6% a 10% o risco de excesso de peso na vida adulta — explica a médica Virginia Resende Weffort, professora de Pediatria da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e Presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. 

Com relação à formação dos hábitos alimentares, a partir dos seis meses, a oferta calórica do leite materno torna-se insuficiente para suprir o metabolismo da criança. O consumo ideal de energia deve ser obtido por meio de uma alimentação complementar adequada, associada à ingestão habitual de leite materno. Os novos alimentos introduzidos na dieta devem ser ricos em energia, proteínas, gorduras e micronutrientes (particularmente ferro, zinco, cálcio, vitamina A, vitamina C e folatos), de fácil consumo e de boa aceitação.

As frutas raspadas ou amassadas, junto com a papa de carne com hortaliças e cereais ou tubérculos (arroz, mandioca, batata, macarrão, etc) são os primeiros alimentos a serem introduzidos na dieta do bebê.

Os sucos devem ser dados na quantidade máxima de 100ml por dia. As papas devem ser oferecidas quando a família estiver reunida, na hora do almoço ou do jantar. Deve-se variar os ingredientes, porém é importante manter o equilíbrio, incluindo uma porção de proteína, duas ou três de cereal ou tubérculo, uma de leguminosa (feijão, soja, ervilha, etc), uma de verduras (folhas e verduras) e uma de óleo.

A partir dos 9 meses deve-se aumentar progressivamente a consistência dos alimentos até que com 12 meses, receba a refeição semelhante à da família, tendo- se o cuidado de evitar temperos e condimentos. 

Donna DC 
 

sábado, 14 de maio de 2011

Mamaço Virtual - Eu apoio essa idéia

Toda mãe deve ter o direito de amamentar seu filho quando ele desejar em qualquer lugar e qualquer hora!

Fonte: Folha.com

Mães fazem "mamaço" em defesa da amamentação em local público

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GIBA BERGAMIM JR.

Uma mãe é repreendida pelo segurança ao dar de mamar ao filho em um local público. Outra teve a foto em que aparecia amamentando retirada do Facebook. 


O direito de dar de mamar em público disseminou uma onda de protestos na internet e nas ruas. 

A campanha ganhou força depois que a jornalista Kalu Brum, 31, anunciou num blog que foi "censurada" na rede social Facebook após postar uma foto dela quando amamentava. 

Uma das organizadoras do "mamaço" previsto para hoje, às 15h, no Itaú Cultural, no nº 149 na avenida Paulista (região central), Kalu deu início a uma série de protestos. 

O "mamaço" foi idealizado depois que a antropóloga Marina Barão, 29, foi impedida de amamentar seu bebê em uma exposição no local, em março passado. 


Arquivo Pessoal
Jornalista Kalu Brum, que aparece na foto com o filho Miguel, teve a imagem censurada no Facebook
Jornalista Kalu Brum, que aparece na foto com o filho Miguel, teve a imagem censurada no Facebook 

O episódio foi o estopim de uma sequência de manifestações na rede social. Kalu deu força aos protestos, especialmente após a foto postada por ela ser retirada da rede social, anteontem. "Minha vontade foi sair deste espaço, mas acho que o Facebook é rico para promovermos discussões", disse Kalu no blog Mamíferas (www.blogmam iferas.com.br). 

Após o relato, seguidoras de Kalu passaram a trocar as fotos dos perfis por novas, a maioria com o peito à mostra durante a amamentação.

Moradora de Nova Lima (MG), Kalu amamentou o filho Miguel, hoje com quatro anos, até os três. Ela já foi repreendida por dar de mamar em público. "Estava com o Miguel no aeroporto de Confins (MG), e as pessoas vieram me questionar por que eu amamentava um menino grande", contou à Folha

Uma mensagem do Facebook recebida por Kalu dizia que a foto "viola os termos de uso". Procurada, a empresa não se pronunciou. Em sua página, o Facebook diz não permitir anúncios com "conteúdo adulto", o que inclui "nudez, imagens de pessoas em posições ou atividades excessivamente sugestivas ou sexuais". 

APOIO AO ATO
 
Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, disse que a proibição da amamentação foi um erro já corrigido. Segundo ele, há uma regra que impede as pessoas de se alimentarem no espaço. Quando um dos orientadores viu a mulher dando de mamar, levou a regra ao pé da letra. 

"Esse episódio foi um aprendizado para nós. Continuamos com a regra, mas com uma exceção para amamentação", disse Saron, que receberá as mães hoje. 

O Itaú Cultural organizará uma programação permanente para mães lactantes. 

"É até ridículo não aceitar ver uma mãe amamentando, algo tão natural, em público", resumiu o pediatra Mauro Toporovski. 

O pediatra, porém, pondera que a amamentação após os dois anos, caso de Kalu, é desnecessária. "Não é recomendado, pois a criança tem condições de mastigar alimentos ricos." 



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Amamentando no Parque - ES

Vocês estão convidadas para participar, não importa se você não é mãe, se você é homem, ou se você tem filhos desmamados.
Participe!
 
Data: 1º de Maio de 2011 - Domingo
Horário: 9:30 da manhã
Local: Parque da Pedra da Cebola (no espaço coberto próximo ao playground)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cólicas – O seu bebê tem? O que pode ser feito?

Especial para a mais nova mamãe: Camilla Varejão!

Por Elizabeth Pantley – Gentle Care – McGraw-Hill,  2003.
Traduzido por Grasielly Mariano.
Você deve ter escutado o termo cólica aplicado a qualquer bebê que chora demais. Nem todos os bebês “chorões” têm cólica, mas todos os bebês em cólica choram, e choram muito. Eles endurecem seus pequenos corpos ou se encolhem por conta da dor. Eles podem chorar tanto que parece não saber que você está lá. Quando os bebês choram desta forma acabam utilizando mais oxigênio, criando mais gazes e mais dor, o que os chorar ainda mais.
Pesquisadores ainda têm dúvidas sobre a real causa da cólica. Alguns especialistas acreditam que a cólica está relacionada com a imaturidade do sistema digestivo. Outros teorizam que a imaturidade do sistema nervoso e a inabilidade de lidar com os constantes estímulos sensoriais, causam um colapso no fim do dia, período que a cólica costuma aparecer.
Dr. Harvey Karp, em seu livro The Happiest Baby on the Block (BANTAM BOOK, 2002) apresentou uma nova teoria: Ele acredita que bebês acham seu novo mundo difícil de lidar. Eles anseiam pelas condições confortáveis que havia no útero.
Não importa a causa da cólica, ela pode ser fruto da combinação de todas as teorias e está entre as mais desgastantes condições que os pais enfrentam. A cólica acontece apenas em recém-nascidos, até o quarto ou quinto mês de vida. Os sintomas incluem:
- Um período regular de choro inconsolável, geralmente no fim do dia.
- Choro que dura entre uma e três horas, às vezes mais.
- Disposição e felicidade nos outros períodos do dia.

A Cólica pode ser Evitada?
Uma vez que não temos certeza das causas, nós não sabemos como é possível preveni-la. Mesmo se fizer tudo “certo” e seguir os passos para evitar as cólicas, ela ainda pode aparecer. Se você acha que seu bebê está com cólica, converse com o pediatra e leve seu bebê para ser examinado. Se tudo estiver bem, então você saberá que a cólica é a causa dos ataques diários de choro.
Já que as cólicas acontecem em recém-nascidos, os pais acreditam que estão fazendo algo de errado que estejam criando esta situação. A vulnerabilidade ou falta de experiência os colocam em posição de questionar as próprias habilidades de cuidar do bebê. Escutar o bebê chorar com cólicas e não saber o porque isto está acontecendo, ou o que fazer para aliviar a dor, é devastador para os pais. Eu sei disso porque um de meus quatro filhos sofreu com cólicas. Embora isto tenha acontecido há muitos anos (Angela está com 15 anos agora) eu me lembro como se fosse hoje. Ouvir meu bebê chorar noite após noite e não saber como ajudá-lo feria o meu coração, era frustrante. A minha maior descoberta foi: Não é culpa sua. Qualquer bebê pode ter cólica.

O que pode ajudar o seu bebê
Lembre-se que nada que você faça vai eliminar a cólica completamente, até que o sistema de seu bebê amadureça e seja capaz de funcionar sozinho. É dito que pais experientes e profissionais podem oferecer ajuda. Sumarizo as minhas descobertas para ajudar seu bebê a se sentir melhor: Procure “padrões” para o choro de seu bebê; isto pode dar dicas sobre quais intervenções podem ajudar mais. Investigue sinais de melhoria (não necessariamente que ele fique quieto por completo). Você pode tentar:
- Se mama no peito - amamente em livre demanda para nutrição e conforto, sempre que o bebê precisar desta influência tranquilizadora. Tente evitar alimentos que causem gases, eliminando uma possível causa por alguns dias e avaliando as mudanças. Os maiores causadores de desconforto abdominal são produtos enlatados, cafeína, brócolis e outros vegetais que causam gases.
- Se é alimentado artificialmente – tente diferentes tipos de mamadeiras, bicos e fórmulas infantis, com a aprovação de seu médico.
- Segure o bebê mais inclinado
- Alimente-o em ambientes calmos
- Utilize o sling (carregadores) durante o período de cólicas
- Se o clima não é favorável à um passeio fora de casa, utilize o carrinho para passear dentro de casa
- Dê um banho morno no bebê
- Coloque uma toalha ou fralda morna na barriga, com atenção à temperatura
- Segure o bebê com as pernas encolhidas sem direção ao abdome
- Faça massagem na barriga ou no corpo todo
- Enrole-o em um cobertor aquecido
- Deite o bebê com a barriga em seu colo e massageie ou acaricie suas costas
- Sente com o bebê em uma cadeira de balanço ou coloque-o em um balanço
- Caminhe com o bebê em um quarto escuro e calmo enquanto você canta
- Mantenha o bebê longe de situações estimulantes durante o dia para prevenir sobrecarga sensorial, entendendo que um dia agitado pode significar inquietação noturna
- Deite-se de costas e coloque o bebê sob seu abdome, massageando suas costas (coloque-o no berço se ele adormecer)
- Coloque músicas calmas e com som da natureza
- Se nada resolver, pergunte ao seu médico sobre medicações contra gases e cólicas

Dicas para enfrentar a situação
 Por mais difícil que seja para o bebê, a cólica é também um desafio para os pais. Pode ser especialmente difícil para a mãe que tem outros filhos para cuidar, aquela que retorna ao trabalho ou que está sofrendo de “Baby Blues” ou depressão pós-parto. Mesmo se tudo na vida estiver perfeito, a cólica é desgastante. Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para aliviar o estresse desses tempos de cólicas:
- Saiba que seu bebê vai chorar e nada que você faça vai fazê-lo parar. Isto não é resultado de algo que você tenha, ou não tenha, feito.
- Planeje passeios quando o bebê estiver feliz ou se sair o faz feliz, faça o passeio também durante o período de cólica.
- Aproveite se alguém lhe oferecer ajuda com o bebê, nem que seja para que você possa tomar um banho em silêncio.
- Lembre-se sempre que isto é temporário e que passará.
- Evite fazer listas longas de atividades diárias. Apenas faça o que é mais importante
- Converse com outros pais de bebês que tenham cólicas para compartilhar idéias e confortar uns aos outros.
- Se o choro do bebê deixa você irritada, peça para que alguém o segure enquanto você se acalma.

Quando eu devo procurar um médico?
 Sempre que estiver preocupada com o bebê. No caso de cólica, procure um médico se você notar qualquer uma das seguintes situações:
-O choro do bebê vem acompanhado por vômito
- O bebê não ganha peso
- O bebê parece estar com muita dor
- As cólicas duram mais do que quatro meses
- O bebê parece não querer ser segurado ou manipulado
- O choro não se limita a um episódio a noite
- O bebê não apresenta movimentos intestinais regulares ou não molha as fraldas
- Você nota outros problemas que não foram listados previamente
- O choro do bebê está deixando você irritada ou deprimida.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Acompanhamento da Gestação e Baby Care Gratuito para Clientes da UNIMED Vitória

Olá Meninas,

Hoje soube de um programa da UNIMED Vitória que achei muito interessante e venho divulgar para vocês.

Gostaria de deixar claro que não tenho nenhum vinculo com a UNIMED, mas acredito que Programa só vem beneficiar vocês mamães.

A UNIMED Vitória está com o programa VIVER que dentro desse programa há varias linhas de cuidados gratuitamente para as pessoas que já tenham o plano da UNIMED Vitória.

Bem o mais interessante para vocês é o Programa de apoio a gestante e o baby care.

O programa de gestante eles dão palestras, tem consulta com nutricionista e se precisar psicólogo.

E o baby care que é o mais interessante de todos é: Uma Visita domiciliar logo após o nascimento do bebê para tirar as dúvidas quanto à amamentação, coto umbilical, banho, etc.. Geralmente as dúvidas que surgem quanto vocês já estão em casa.

A visita dura mais ou menos 2 horas, é feita por enfermeiras e novamente venho dizer que é gratuito para quem possui o plano da UNIMED Vitória.

Aproveitem essa oportunidade para mais cuidados com seu bebê.

O telefone do VIVER é: 3134-7520

Abraço a todas 






segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A primeira mamada na cesariana e parto normal



A Organização Mundial da Saúde preconiza que a primeira mamada ocorra logo na primeira hora de vida do bebê. Portanto, quanto antes ocorrer, maior será os benefícios da amamentação e menor o risco do desmame precoce.

Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Secretaria da Saúde de Queimados (RJ) demonstrou em números o que já se via na prática em maternidades: mulheres que realizam cesariana (parto preferido por muitas mulheres) demoram mais tempo para amamentar seus filhos pela primeira vez.

No parto normal, a demora da primeira mamada é em média 4 horas. Já os bebês nascidos de cesariana demoram cerca de 10 horas para se alimentarem pela primeira vez no peito da mamãe.

A fonoaudióloga Jamile Elias explica por que a amamentação no parto normal é mais rápida.

“É mito dizer que as mamães que fazem cesariana ficam mais cansadas e demoram para se recuperar e poder amamentar. O motivo está na diferença da ação hormonal do organismo das mulheres que realizam parto normal e cesariana”, conta a profissional.

No parto normal, a placenta já está pronta e já está tudo pronto para o bebê nascer. Assim que nasce, todos os hormônios estão em perfeita harmonia e há a descida do leite, facilitando a primeira mamada.

O mesmo não ocorre na cesariana; a placenta pode não estar totalmente madura, desorganizando os hormônios, fazendo com que a descida do leite demore mais, prejudicando a primeira mamada do bebê.

No estudo realizado no RJ apontou ainda que das mamães que realizaram o parto normal, 22,4% amamentaram na primeira hora contra 5,8% das mamães que realizaram cesárea.

Faça pré-natal - Um pré-natal bem feito é condição favorável para que médico e mamãe saibam das condições da gestação e assim optem pelo melhor parto, seja normal ou cesariana.

É fundamental amamentar - Todas as mamães e futuras mamães sabem da importância incontestável da amamentação para seu filho e para a saúde da mãe.

Além de suprir todas as necessidades nutricionais do bebê e o imunizar com anticorpos passados pelo leite materno, o ato de amamentar ajuda a mamãe a recuperar o corpo mais rapidamente, prevenindo alguns tipos de câncer e o vínculo mãe-bebê se torna mais forte.

Dicas
Tire todas as suas dúvidas sobre os tipos de partos com o seu médico, assim não terá receio de escolher pelo mais natural.

Nem sempre o bebê ou a mamãe tem condições de realizar parto normal, por isso o pré-natal é tão importante.

Às vezes, mesmo quando se opta pelo parto normal, na hora do parto as condições mudam e uma cesárea de emergência pode ser realizada.

Fonte: Guia do Bebê

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mariana conta detalhes sobre a experiência do parto domiciliar

Joana: o nascimento


Dia 3 de fevereiro foi um dia especial. O dia do nascimento de Joana, filha de Mariana e Paschoal, neta de Ana Maria.
O nascimento de Joana foi motivo de matérias nos mais diversos veículos de comunicação e gerou muita curiosidade, afinal, Mariana decidiu ter o parto em casa.
Mas como é um parto domiciliar e no que ele difere dos outros? Quem estava lá no momento do nascimento de Joana?
Com exclusividade, Mariana contou tudo isso para o site Ana Maria Braga, inclusive sobre a escolha do nome, os cuidados que envolvem o recém-nascido e a preparação para um momento tão importante como o parto.

Site Ana Maria Braga - Como você escolheu o nome ‘Joana'?
 
Mariana - Joana é um nome que sempre gostei muito, que sempre chamou a minha atenção, mas não tinha um nome que eu falava que daria para minha filha quando tivesse. Durante a gravidez tinha vários nomes em vista, mas coincidentemente comecei a ganhar várias coisas de Joaninha... Minha mãe me deu uma joaninha muito legal e minha avó me deu um timer de geladeira de joaninha, e pousavam várias joaninhas em mim durante a gravidez. Perguntamos um dia pro Davi, meu enteado, como ia chamar a irmãzinha dele e ele, sem saber de nada disso, disse que ia se chamar Joana, que ele tinha contado para um amiguinho da sala dele que a irmã dele se chamaria Joana.
Acho que cada criança tem o nome dela e temos que ter a intuição de perceber qual é este nome. E ela é Joana total. E eu olho pra ela e acho ela com cara de Joana...

Site Ana Maria Braga - Desde o início da gestação sabia que queria um parto domiciliar? Como se preparou para ele?

Mariana - Na realidade não foi desde o início da gestação, porque não tinha idéia dos tipos de parto. Sabia que queria um parto normal, mas não sabia como conseguir isso e não sabia o que era um parto natural, de fato. Através de minha amiga e doula Marcelly descobri o parto natural e comecei a entender e participar dos encontros de gestantes, listas de discussão.

Eu tinha um ginecologista desde adolescente que ia a consultas periódicas, e mesmo ele sendo meu médico resolvi conhecer um outro médico ativista do parto natural e minha identificação foi imediata. Foi assim que o rumo das coisas mudou e continuei as consultas de pré-natal com ele. Mesmo com o pré-natal com este outro médico, decidi que teria duas parteiras. Lia relatos de parto e sentia que queria aquilo pra mim: um parto domiciliar. Por conta da gestação, acabei adquirindo hábitos mais saudáveis. Sempre fui atlética, mas não tinha uma regularidade de exercícios definida. Foi quando comecei a me dedicar a ioga, com a própria doula, que já me preparava para o parto, com exercícios para o períneo, controle da respiração, e uma consciência corporal maior.

Site Ana Maria Braga - A afinidade entre você, as parteiras e a doula foi essencial para que tudo corresse bem?

Mariana - Foi, tanto que foi imediata a afinidade. Assim que fiz minha primeira consulta com as parteiras, sabia que o parto seria realizado com a ajuda delas.

Site Ana Maria Braga - Quais as vantagens que você apontaria no parto domiciliar?

Mariana - A principal delas é paz, eu acho... Poder passar por este ritual na sua morada, na sua cama, estar totalmente segura em relação ao ambiente, cercada das pessoas escolhidas por você. Eu acho que o ambiente hospitalar dificulta o trabalho de parto. O ambiente faz toda a diferença para o trabalho de parto evoluir e em hospitais a probabilidade de se acabar em uma cesárea desnecessária é altíssima, porque os profissionais não tem a vivência do parto normal, e não respeitam o tempo da mulher, querem acelerar o processo com uma série de intervenções desnecessárias que podem também culminar com uma cesárea. Além disso, pesquisei que a analgesia e os outros medicamentos que são administrados num hospital acabam indo para a corrente sanguínea do bebê, interferindo em suas primeiras horas de vida.

Site Ana Maria Braga - Na hora do nascimento, quem estava presente com você, em casa?

Mariana - Desde sempre, meu marido, meu enteado Davi e o irmão dele, Kaique, a minha doula, Marcelly, e as parteiras Márcia Koiffman e Priscila Colacciopo.

Site Ana Maria Braga - Como é o trabalho das parteiras e da doula?

Mariana - Tanto da doula como das parteiras recebi muita massagem na lombar, indicações de posturas para quando viessem as contrações, além de um acompanhamento emocional e psicológico que era quase de mãe. Além disso, recebi, no final do trabalho de parto, acupuntura e moxabustão para aliviar e transcender as dores.

Site Ana Maria Braga - Como foi a emoção do primeiro contato com a Joana?

Mariana - Nossa, quando nasce é uma explosão de felicidade. Você percebe quanta vida a gente gera dentro da gente. Foi inexplicável e ainda é... É muito indescritível ser mãe.

Site Ana Maria Braga - Para "matar" a curiosidade de todos, como você descreveria a sua filha?

Mariana - Ela é uma anja, né? Às vezes eu olho no olho dela e eu percebo que é uma alma antiga que já sabe das coisas, me dá uma impressão que eu tenho tanto a aprender com ela, é muito mágico. Parece que nasce sabendo das coisas todas e aí que vai esquecendo quando cresce...

Site Ana Maria Braga - Como tem sido os cuidados com a Joana?

Mariana - Eu me descobri uma ótima mãe, sabe, porque tenho achado muito natural tudo. A amamentação é uma coisa fortíssima, que nos mostra o que é cuidar. É o melhor cuidado que a gente pode fazer e esse. Dar o peito pro nosso filho, alimentá-lo, sem restrição, usando a intuição, é uma coisa simples. E o parto natural ajudou muito nesse processo. Imediatamente após o parto eu já estava apta a dedicar todos os cuidados para a minha bebê. Carregar a neném, levantar, sentar... Acho que essa é uma vantagem que outros tipos de parto acabam não dando para a mulher.

Site Ana Maria Braga - Nos cuidados com ela, algo lhe surpreendeu ou foi diferente do que você imaginava que seria?

Mariana - Outra coisa que optei foi usar fraldas de pano. Eu tenho as achado surpreendentes. Ela traz outra dimensão do cuidado, da suavidade, do carinho que é cuidar da fralda do neném, e além da questão ecológica que não precisa nem falar. Em média uma criança de dois anos consumiu até ali 5.500 fraldas. Acho que as pessoas deveriam ter essa consciência dos danos que isso vai fazer para o planeta. Pretendo amamentá-la muito. É muito bom saber que até os seis meses de idade seu filho só precisa do seu peito e mais nada. Isso deve ser visto como uma dádiva, uma benção. A sensação de amamentar é indescritível.