Mostrando postagens com marcador alimentação na gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alimentação na gravidez. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diabetes Gestacional - Dúvidas frequentes

Cerca de 7% das grávidas brasileiras desenvolvem diabetes na gestação, de acordo com o Ministério da Saúde. O Dr. José Bento explica como surge a doença e fala sobre prevenção e tratamento. 



O período da gravidez é extremamente impactante na vida da mulher e a mudança pode ser ainda maior quando se descobre algo como a diabetes gestacional. No Brasil, o problema atinge aproximadamente 7% das gestantes, segundo dados do Ministério da Saúde. O ginecologista e obstetra dos hospitais São Luiz e Albert Einstein, Dr. José Bento, esclarece as principais dúvidas das mulheres em oito perguntas sobre essa doença. 

1. É comum mulheres grávidas apresentarem diabetes durante a gestação? 

Dr. José Bento: Casos de diabetes durante a gravidez não são comuns, mas é imprescindível que o médico e a gestante fiquem atentos com relação aos sintomas, que são silenciosos e fáceis de ser confundidos com os sintomas da própria gravidez. 

2. Quais são os sintomas da diabetes gestacional? 

Dr. José Bento: Os sintomas do diabetes gestacional se confundem com sinais característicos da gravidez, como aumento de apetite, fraqueza, vômitos frequentes, náuseas, infecções por fungos, visão turva e maior quantidade de urina, o que dificulta a percepção das mulheres e do próprio médico de que algo não está bem. Outro fator preocupante é a perda de peso mesmo quando a mulher se alimenta de forma errada e excessiva. Por isso, é preciso ficar atenta e fazer o exame de glicemia de jejum, que deve ser realizado no início da gravidez. Se o resultado desse exame for maior do que 86, é preciso acompanhar o aspecto glicêmico mais de perto durante a gestação. 

3. Como o diabetes se desenvolve no organismo da gestante? 

Dr. José Bento: Durante a gravidez, o organismo feminino se depara com uma condição especial: a placenta produz uma substância que interfere na ação da insulina, o hormônio responsável pela colocação da glicose dentro das células de nosso organismo. Em condições normais, o organismo da gestante passa a produzir mais insulina para dar conta do excesso de açúcar que vai acumulando no sangue. No caso das mulheres que apresentam diabetes gestacional, a quantidade de glicose no sangue é maior que o normal e atravessa a placenta.

4. Como prevenir o diabetes gestacional? 

Dr. José Bento: Para a prevenção do diabetes durante a gravidez, é importante que atividades físicas sejam incluídas na rotina da gestante, sempre sob a supervisão do médico. A prática de exercícios físicos é importante, pois colabora para a redução dos níveis de glicemia no sangue e melhora a ação da insulina. Além disso, a diminuição da ingestão de doces e carboidratos ajuda na prevenção da doença. 

5. Após o diagnóstico positivo da doença, quais os cuidados que a mãe deve tomar para manter a doença sob controle? 

Dr. José Bento: O primeiro passo para o controle da doença é aderir a uma dieta restritiva, ou seja, sem nenhum tipo de doce, açúcar e diminuição de carboidratos, sem esquecer de manter sempre uma vida ativa. O segundo passo, para auxiliar a mulher a controlar o diabetes gestacional com segurança e precisão, é essencial: a monitorização da glicose no sangue. Nesse contexto, fazer o monitoramento corretamente é fundamental para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e para garantir a saúde da mãe e do bebê. Em último caso, se a taxa de glicose não diminuir, é preciso fazer aplicações de insulina durante a gestação. 

6. Existem consequências para o bebê? Ele corre o risco de nascer diabético?

Dr. José Bento: No caso de gestantes que são diagnosticadas com diabetes, os bebês acabam apresentando um peso maior que o comum e MESMO ASSIM são mais fracos que os demais. Consequentemente, na hora do parto, a criança tem dificuldade de sair do útero da mãe, por ser maior do que normal. Além disso, normalmente eles têm problemas respiratórios, apresentam excesso de insulina e hipoglicemia. Por esses motivos, são mais propensos a serem diagnosticados com diabetes tipo 2 no futuro. 

7. Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver o diabetes gestacional?

Dr. José Bento: Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional são: obesidade, casos da doença em família, partos anteriores de bebês com mais de 4 quilos e histórico de abortos espontâneos ou morte fetal sem explicação. 

8. É possível a mulher deixar de ser portadora do diabetes após a gestação? 

Dr. José Bento: Normalmente, o diabetes gestacional desaparece logo depois do parto, mas até 40% das mulheres que passaram pelo problema desenvolverão diabetes tipo 2 num prazo de 10 anos. Caso fique grávida novamente, é muito provável que ela apresente o diagnóstico de diabetes novamente. 

Perfil-A divisão de Diabetes Care, da Bayer HealthCare, está presente em 100 países e tem longa tradição de mais de 65 anos em inovação na área de cuidados com o diabetes desde o lançamento dos tabletes reagentes CLINITEST, em 1941. 

Os rumos dos cuidados com o diabetes mudaram em 1969, quando o primeiro monitor de glicemia portátil e as tiras reagentes surgiram. A Bayer HealthCare inovou o gerenciamento do diabetes sendo a primeira empresa a lançar uma linha de monitores de glicemia com a tecnologia No CodingTM (Já Codificado). Os sistemas de monitoramento de glicemia BREEZE® 2 e CONTOUR TS® são uma excelente opção para os diabéticos. 

Fonte: Portal Fator Brasil

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Inchaço (edema) na Gravidez

Depois, as sandálias, que estavam levemente apertadas, passam a não servir mais.

Até os anéis e as pulseiras também podem ser aposentados temporariamente. 

O inchaço, especialmente dos membros inferiores, costuma ser a causa de muitas queixas entre as grávidas.
A boa notícia é que na maioria das vezes o edema, como chamam os médicos, só causa desconforto e não deve ser motivo de preocupação. 

O inchaço aparece por razões simples. Entre o final do segundo trimestre de gestação e o início do terceiro, o útero – que cresce acompanhando o desenvolvimento do bebê – passa a comprimir os vasos pélvicos, localizados na região pélvica. Com isso, o retorno do sangue fica prejudicado. 

O sangue sai do coração, segue para as pernas e os pés e, na hora de retornar para a parte superior do corpo, encontra resistência.

O volume de sangue circulante no corpo da mulher aumenta durante a gravidez – à custa de água. Por isso, se diz popularmente que o sangue fica ralo. Na verdade, a gestante retém líquido e ele se mistura ao sangue, deixando-o realmente diluído. Uma das conseqüências pode ser a anemia. A outra é que, quando o sangue encontra resistência para retornar aos membros superiores, essa água extravasa pela parede das veias, causando o inchaço de pernas e pés.

Cada gravidez é diferente da outra. Alguns fatores são comuns – a retenção de líquido, a compressão da veia cava (na região pélvica) e o aumento do sangue circulante. Porém, o inchaço pode aumentar quando a mulher está acima do peso, fica grávida de gêmeos (pois o útero fica mais pesado, comprometendo ainda mais a circulação) e se enfrentar temperaturas temperaturas elevadas ao longo do último trimestre de gestação.

Normalmente, o problema aparece nos membros inferiores, deixando pés, tornozelos e pernas inchados. Porém, o edema pode surgir na parte superior do corpo. “A alteração atinge todo o aparelho circulatório e, por isso, mãos, braços e até mesmo o rosto podem ficar inchados”, explica Luciano Gibran, ginecologista do Hospital e Maternidade São Camilo, pai de João e Bruno.

Uma série de fatores pode influenciar o aparecimento ou não do inchaço. O ideal é que a mulher se prepare até mesmo antes de engravidar, já que excesso de peso, tabagismo e alimentação desregrada colaboram para o surgimento do problema. “Mulheres com estilo de vida saudável, que estão dentro do peso ideal, não fumam, se alimentam corretamente e fazem exercício têm menos chances de inchar”, orienta Renata Lopes Ribeiro, médica do Hospital e Maternidade São Luiz, filha de Lia e Flávio.

De acordo com Renata, pacientes gordinhas e obesas já convivem com uma alteração do sistema circulatório e, durante a gravidez, a circulação do sangue fica ainda mais prejudicada. A idade da grávida e o número de filhosque a mulher já teve também são fatores de influência. Isso porque, com o tempo, a circulação passa a funcionar de forma diferente. E, a cada filho que essa mulher tem, mais prejudicado fica seu aparelho circulatório. 

As mulheres que engravidam por meio de métodos artificiais também têm tendência maior de inchar. Segundo Isaac Yadid, especialista da Clínica Huntington de Medicina Reprodutiva, pai de Stephanie, Vicky e Daniel, isso ocorre porque é feito uso de hormônios. “Os níveis de estradiol e progesterona quase chegam a dez vezes o valor normal”, explica.

Mas há como contornar ou pelo menos amenizar o desconforto. A primeira dica é modificar a alimentação. Para reduzir a retenção de líquido, a gestante deve utilizar pouco sal no preparo de seus pratos. Para melhorar a circulação, a recomendação são as aulas de hidroginástica – duas vezes por semana para mulheres sedentárias, ginástica para gestante, drenagem linfática (realizada sempre por um fisioterapeuta especializado) – ou caminhadas. O uso de meia elástica de média compressão também ajuda. Ela deve ser colocada logo de manhã e retirada ao final do dia. 

O inchaço costuma ser maior no fim do dia e nos dias mais quentes, principalmente quando a grávida fica longos períodos em pé ou sentada. Por isso, outra recomendação é que a mulher coloque as pernas para cima à noite durante uma hora. Basta colocar um travesseiro embaixo do colchão, deixando-o inclinado. Isso ajuda o sistema circulatório a funcionar melhor. 
Drenagem Linfática

Por fim, parte dos médicos orienta as pacientes a fazerem drenagem linfática. Mas atenção: o ideal é que seja procurado um profissional habilitado a trabalhar com gestantes. Renata alerta que a massagem não pode ser feita na barriga, pois ela pode estimular a contração uterina, levando ao trabalho de parto prematuro.

Sinais de alerta

Apesar de na maioria das vezes o inchaço não representar perigo, os médicos sempre estão atentos a sinais que podem indicar problemas: inchaço maior do que o normal, ganho de peso muito intenso – mais de um quilo por semana –, limitação no movimento dos dedos das mãos, formigamento dos braços e dor de cabeça na região da nuca. Nesse caso, a gestante pode estar com algum problema renal ou sofrendo com pressão alta, que pode levar à pré-eclampsia.

Foi o que aconteceu com a publicitária Ana Lúcia Matuck, 36 anos, mãe de Ana Luiza. Até o sexto mês de gestação, elahavia ganhado mais peso do que o indicado, mas a gravidez corria tranqüila. Na passagem para o sétimo mês, Ana Lúcia começou a sentir pressão nos pés e nas pernas. “Um dia, no trabalho, olhei para os meus pés e eles pareciam dois pãozinhos”, conta. 

A publicitária desenvolveu diabetes gestacional e teve pressão alta, o que a levou a modificar a dieta. Sua médica vetou tanto o sal quanto o açúcar. “Fiquei em choque. Minha ginecologista dizia que se eu não me cuidasse iria matar minha filha”, relata. Com as restrições, Ana Lúcia desinchou e chegou a perder peso no final da gravidez. Mesmo assim, entrou de licença antes do parto para garantir a saúde do bebê. 

O inchaço costuma aumentar logo após o nascimento do bebê. “O sangue que a mulher compartilhava com a placenta volta para ela”, explica Renata. Ocorre o que os médicos chamam de “redistribuição do líquido”. Com o passar dos dias – com uma alimentação equilibrada e, principalmente, com a amamentação –, o edema tende a diminuir e, depois, acabar.

O inchaço não costuma deixar conseqüências, mas pode aumentar a incidência de varizes e hemorróidas. As mulheres que desenvolvem doenças durante a gravidez devem ficar atentas. Apesar de a diabetes gestacional e a pressão alta desaparecerem na maioria dos casos, o fato de elas terem surgido durante a gestação, época em que o sistema imunológico está em baixa, indica um tendência ao desenvolvimento dessas doenças ao longo da vida.

Fonte: portal.mksnet.com.br

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os mitos sobre a alimentação na gravidez



Basta engravidar para você escutar uma série de dicas do que pode ou não pode durante os nove meses. Mas o que é verdade? 


Você engravidou e seus conhecidos, seja mãe, avó ou tia, já vêm contando uma história ou dica para usar durante os 9 meses. A banana reduz mesmo as cãibras e a mulher, durante a gestação, vai realmente comer por dois? Essas e outras lendas rondam o imaginário e passam de geração e geração. Mas o que é real e o que não passa de folclore?

De acordo com Claudia Dantas, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, não se deve acreditar em todas as histórias. "Cada organismo funciona de uma forma. Se uma grávida comeu chocolate e seu filho não teve cólica quando nasceu, não significa que isso acontecerá com as outras mulheres". É importante procurar um especialista para tirar todas as dúvidas, além de elaborar uma dieta personalizada para cada gestante.

Uma dieta equilibrada é fundamental para evitar os desconfortos e garantir o bem-estar da mãe e do bebê. "É importante que a grávida saiba o que é verdade e mentira sobre o que está comendo. Se isso não ficar claro, ela pode ingerir poucos nutrientes ao longo da gravidez, prejudicando a criança", diz. Confira em que você deve - ou não - acreditar e bom apetite.

Quando engravida, a mulher deve comer por dois.
Mentira. O bebê não precisa da mesma quantidade de nutrientes que a mãe, por isso não é necessário dobrar a alimentação. Cerca de 300 a 500 calorias em sua rotina alimentar (um sanduíche de pão integral a mais no lanche da tarde, por exemplo) já é o suficiente. Essa caloria extra será passada para a criança, uma vez que o bebê precisa de energia para se desenvolver. Os especialistas recomendam que as mulheres engordem até 12 quilos na gestação. O ganho de peso exagerado e em pouco tempo pode ocasionar diabetes gestacional, hipertensão e até mesmo o parto prematuro, devido ao aumento das taxas de açúcar no sangue de forma rápida.

Não comeu o alimento desejado, o bebê vai nascer marcado
Mentira. Não há tia, prima ou avó que resista a passar adiante esse conceito equivocado, mesmo que seja só de brincadeira. Então, fique sabendo: a gestante pode ter, sim, desejo de comer determinado alimento, e isso tem que ver com necessidades do seu organismo, que pede mais este ou aquele nutriente na gestação. Caso você não satisfaça um desses desejos, nada acontecerá ao seu filho. Bebê com marca parecida com comida é a mais pura bobagem, um desses folclores que passam de geração para geração, e ninguém sabe a origem nem desde quando se repetem.

Comer chocolate e feijão durante a gravidez evita cólicas no bebê
Mentira. O chocolate e o feijão podem provocar gases e cólica nas mulheres porque possuem açúcares que o intestino tem dificuldade de digerir. Por isso algumas pessoas acreditam que se a mãe comer esses alimentos, o bebê também pode ter dores abdominais. Mas na verdade, a cólica na criança é uma reação da imaturidade do intestino, que demora para fazer a digestão do leite materno. As dores, em geral, acontecem nos primeiros meses de vida do bebê.

Quanto mais canjica, canja de galinha ou leite você tomar, mais você amamentará
Mentira. Não há estudos científicos que comprovem esta relação. Mas eles não são contra-indicados na alimentação das grávidas. Por serem leves e quentes, esses alimentos tendem a deixar as mulheres mais tranqüilas. E, quando a mulher está relaxada, a produção do leite é mais fácil. O que auxilia na amamentação é beber muita água, ter uma rotina constante na hora de amamentar e dormir uma hora a mais.

Café em quantidade moderada pode deixar o bebê irritado quando nascer
Mentira. O café em quantidade moderada (até 3 xícaras por dia) não faz mal para mãe e nem para o bebê. Mas é preciso ficar atenta. Mais do que 4 xícaras diárias podem prejudicar o desenvolvimento da criança. A cafeína em excesso pode contrair as artérias e atrapalhar o crescimento.

Comer bananas reduz cãibras
Não é bem assim. As cãibras que ocorrem em algumas gestantes nem sempre podem ser prevenidas com o consumo de banana, alimento rico em potássio, mineral cuja falta costuma causar essas contrações, normalmente na panturrilha (barriga da perna). Cãibras também podem resultar da carência de cálcio, da falta de exercícios físicos regulares ou do excesso de peso, entre outros fatores.

Vegetais verde-escuros garantem saúde e bom futuro
Verdade. A alimentação da grávida deve ser variada e equilibrada. E os vegetais escuros, como espinafre, brócolis e couve, são fonte de ácido fólico, nutriente fundamental, em especial no primeiro trimestre, para evitar malformações fetais. Além disso, são ricos em vitaminas importantes, como a A, a B2, a K e a E, e minerais essenciais, como o cálcio e o ferro.

Um copo de vinho não faz mal ao bebê
Não é bem assim. Não existem estudos que comprovem essa afirmação. O que se sabe é que o consumo habitual de álcool em grande quantidade pode provocar problemas no bebê, como atraso mental, hiperatividade, dificuldade de aprendizagem e defeitos físicos. Claro que uma taça de vinho numa festa não vai causar nada disso, mas, como não se sabe exatamente em que quantidade a bebida passa a oferecer risco, é melhor optar por coquetéis de frutas sem álcool e por sucos naturais.


Fonte: Revista Crescer