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terça-feira, 26 de junho de 2012

Venha apredender Shantala, massagem indiana milenar

Estaremos ministrando aulas para mamães e papais que desejam aprender essa maravilhosa massagem para seu bebê.

As aulas terão no máximo 3 mamães com seus bebês, a partir de 1 mês de vida até crianças mais velhas (será feito alguns ajustes de postura com crianças mais velhas).


 Ministraremos em Vila Velha na
(27) 3032-6974 / (27) 9938-8501
E em Vitória na
(27) 3045-7773

Conheça um pouco da Shantala:

Reforçar o vínculo afetivo através de uma massagem carinhosa após o nascimento é essencial para que o bebê sinta-se amado e protegido. Para esse momento especial existe uma massagem indiana milenar chamada Shantala.  Foi descoberta pelo Dr. Frédérick Leboyer que numa viagem a Índia, ele observou e registrou o ritual que uma mãe indiana paraplégica, chamada Shantala, realizava em seu bebê, e como ele ficava calmo e satisfeito com essa massagem. Admirado com esta bela cena, Leboyer batizou esta técnica com o nome desta mãe.

    Shantala traduz um momento especial oferecendo a oportunidade dos pais terem um contato mais prolongado com seu bebê dando continuidade e fortalecendo a vinculação afetiva. O toque carinhoso é a melhor forma dos pais se aproximarem do bebê, transmitindo amor e carinho através das mãos.


Priscila e Raquel com 9 meses
    O bebê responde ao estímulo tátil da massagem com relaxamento e bem-estar, contribuindo também
para uma melhor qualidade de sono, melhor funcionamento gastrointestinal, minimizando gases, cólicas e prisão de ventre, estimula resistência imunológica, reduz estresse, amplia respiração, auxilia no desenvolvimento sensório-motor, favorece o ganho de peso, crescimento físico e favorece o autoconhecimento corporal do bebê, bem como os pais também aprendem a linguagem corporal dos bebês.


Erê com Nara de 3 meses
    A massagem é realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas, sentado no chão, mas não em contato direto com o solo. A coluna deve estar ereta e os ombros relaxados, se necessário use almofadas para apoiar a região lombar. Também é indicado retirar anéis e relógio. O local deve estar tranqüilo, aquecido e acolhedor, a música é opcional. Usa-se óleo de origem vegetal para facilitar o deslizamento das mãos. 

A aplicação dura de 15 a 30 minutos, dependendo da idade do bebê e aceitação ao toque. A partir de um mês de vida os bebês já podem receber Shantala, respeitando-se apenas a cicatrização umbilical e a descamação da pele. Não há restrições em iniciar Shantala com crianças mais velhas, necessitará apenas de adaptações quanto à postura da massagem.
Thais Ramos ministrando a aula

Anallu com Lucca, Erê com Nara e Priscila com Raquel

Tenham paciência com as crianças mais velhas elas querem brincar!
Ajuda a diminuir gases e cólica nos bebês

Adaptando uma posição para seu bebê

Além dos benefícios da massagem as mamães acabam trocando experiências com outras mamães....

A massagem é feita em silêncio ou com uma música de fundo

Anallu com Lucca de 6 meses

Interação com outras crianças e com as mamães

No finalzinho o papai André apareceu!



    Para completar a sensação de relaxamento e retirar o excesso de óleo, o pai pode banhar o seu bebê, deixando o corpo imerso na água. É interessante já deixar o banho pronto antes de iniciar a massagem para não haver dispersão. Com certeza após esse momento a mamãe entrará em ação, pois o bebê desejará ser amamentado e dormirá relaxado!

    Permita-se encontrar momentos diários de contato corporal com o bebê, alimentando-o através do toque, onde as palavras não alcançam.



Agende seu horário!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Usos e Costumes do Rebozo

Em Janeiro de 2012 fiz um curso com a Naolí Vinaver sobre a utilização do Rebozo, hoje encontrei as fotos oficias no blog  Mães da Pátria da Bia Fioretti e vou colocar aqui... Além das fotos da Bia vou colocar algumas das fotos que tirei no final do Texto.

O curso foi ótimo e já utilizei diversas técnicas nos partos que acompanhei depois do curso.


O rebozo é um xale de algodão feito em tear manual que todas as mulheres mexicanas usam independente da classe social. A palavra vem do verbo ‘rebozar’ que significa encobrir, por isso ele tem um tamanho suficiente para envolver todo o corpo de uma mulher.


Ele é tão incorporado a cultura Mexicana que é retratado na música, pintura em verso e prosa principalmente por Frida Kahlo que sempre se retratava usando os seus rebozos, nos auto-retratos.


Usar um rebozo é mais do que aquecer os ombros ele é também é uma peça de costumes multifuncional, pode ser amarrado no corpo da mãe pra carregar o bebe ou pra transportar as compras, mas também é muito usado pelas parteiras tradicionais para fazer exercícios de preparo da gestante para o parto, para ajudar o bebe a se posicionar no colo do útero, e para acelerar a recuperação do pós parto.


Naoli Vinaver, parteira mexicana famosa por trabalhar com os valores das tradições aliado aos conhecimentos científicos contemporâneos, ela viaja o mundo todo dando palestras, ensinando muitas práticas e entre elas, o uso do rebozo.


Em algumas maternidades da Europa as profissionais que dominam essa prática para o parto são melhor remuneradas.


Agnes Kodama, Bruna Alves e Thaís Cursino são 3 estudantes de Obstetrícia da Each Usp, se organizaram em um grupo chamado Sage Femme e fizeram o primeiro workshop justamente sobre uso do rebozo com a parteira Naoli, em São Paulo no final de janeiro. Estiveram doulas, obstetrizes, enfermeiras e muita gente interessada.


As técnicas ensinadas por Naoli envolvem tradição, intuição, meditação, muito conhecimento prático e leva a gestante a interiorizar a gestação e se sentir segura com uma atenção especial.

Lá em cima estou eu de calça preta e depois com o rebozo na cabeça

O uso do rebozo não é uma manobra de parto invasiva ou agressiva, ela não apresenta riscos pra a mãe e o bebê mas é uma forma de dar uma oportunidade à mãe a acomodar melhor o bebe na bacia ou mesmo ajudar a criança a encaixar melhor a cabeça para o parto.


Durante a gestação a mulher abre todos os seu chacras para facilitar o parto e muitas vezes eles permanecem abertos por algum tempo, por isso depois de algumas semanas que o bebe nasceu pode ser feito um trabalho com o rebozo para fechar os chacras e restabelecer o equilibrio.


Outra proposta que Naoli ensinou foi para acalmar os bebês que ficam muito agitados e não sabem como liberar as energias, o uso do rebozo também pode ajudar de uma forma muito lúdica. O Vinicius, o bebe da foto, adorou! Ele foi dos primeiros bebes a nascer na Casa Angela em São Paulo.


Nos workshops da Naoli não pode faltar uma pintura na barriga da gestante, é pura magia…


e muita alegria também, independente da idade gestacional,

Minha querida amiga Beatriz Guardiano que levei para o curso para ser pintada a barriga estava com 17 semanas de gestação
E como sempre tudo termina em festa. As meninas do Sage Famme começaram o grupo com chave de ouro e com muita competência. O evento foi delicioso, literalmente.


O objetivo desse post não ensinar as técnicas de rebozo, porque a técnica para ter resultado tem que ser aprendida e praticada por quem tem muita experiência, mas acho que dá pra ter uma boa idéia de como pode ser aplicado.


E agora algumas das minhas fotos:



Escutando o batimento cardiaco

Pintando o bebe da Bia



domingo, 1 de maio de 2011

"10 passos para escolhas conscientes no parto"

1 - Informe-se sobre o processo do nascimento, lendo livros, artigos, sites ou conversando com mulheres que já passaram por isso. Um grupo de apoio pode ajudar muito nesta fase.


2 - Busque um profissional ou estabelecimento de saúde (público ou privado) que atenda suas expectativas de parto, alinhado às suas necessidades, com quem você se sinta à vontade e se identifique. É interessante conversar com pessoas que já tiveram partos com esse profissional (ou neste estabelecimento) e coletar suas percepções acerca dos procedimentos adotados.


3 - Escolha quem você gostaria que estivesse com você no momento do parto. Seu companheiro, sua mãe, amiga(s)? Além deles uma doula também pode ajudar! Lembre-se de cercar-se de pessoas que compreendam seus desejos e estejam alinhadas com suas expectativas.É um direito seu, garantido por lei, ter pelo menos um acompanhante de sua escolha em hospitais públicos ou particulares.


4 - Informe-se acerca dos procedimentos que são rotineiramente aplicados ao parto, como episiotomia (corte no períneo), soro com ocitocina, manobra de kristeler, etc. Discuta com a equipe seus riscos e benefícios.


5- Defina qual será seu posicionamento sobre métodos para alívio da dor. Métodos não farmacológicos, como uso da água, massagens, músicas e liberdade para mudar de posição são comprovadamente eficazes e podem
anteceder ou dispensar o uso de métodos farmacológicos, como analgesia de parto, que possui riscos associados, para a mãe e o bebê.


6- Defina sua preferência quanto ao local onde o trabalho de parto se dará, assim como o parto propriamente dito. Dentre as opções existem os partos domiciliares, partos em casa de parto e partos hospitalares, que podem ocorrer dentro ou fora do bloco cirúrgico. 


7 - Discuta previamente com a equipe a liberdade de escolha de posição para o nascimento do bebê. Estudos comprovam que a posição de litotomia (deitada na posição ginecológica) é prejudicial para o bebê e não ajuda na progressão do parto. Posições verticais são geralmente mais confortáveis para a mulher, e ajudam na descida do bebê, facilitando sua saída.


8- Se possível, converse com o profissional responsável por recepcionar seu bebê no parto. Tire dúvidas com relação aos procedimentos realizados no recém nascido e sobre o aleitamento materno imediato, após o
nascimento. Pesquisas mostram que o contato pele a pele com a mãe e o aleitamento nos primeiros minutos após o nascimento facilitam a saída da placenta, reduzem o sangramento e facilitam o vínculo entre mãe e bebê,
além de salvar um milhão de vidas! 


9 - Em caso de partos hospitalares, informe-se sobre o alojamento conjunto no local de sua escolha. É direito do seu bebê ficar com você ou outro responsável imediatamente após o nascimento, até o momento da alta.


10 - Por fim, elabore um plano de parto e o discuta com seu cuidador e sua equipe de apoio. Coloque nele todas suas expectativas para o parto e garanta que todos compreenderam seus desejos e necessidades.

Um bom parto!

domingo, 10 de abril de 2011

Pesquisador internacional conta pesquisa de como proteger o períneo no pré e pós parto

Tomara que aqui siga o exemplo de outros países que indicam a fisioterapia uroginecológica pré e pós parto para prevenção de Incontinência Urinária e fecal, lembrando que é indicação para qualquer tipo de gestante independente da via de parto.

O fisioterapeuta especializado em uroginecologia e pesquisador do Departamento de Epidemiologia e  Urologia da Universidade de Maastricht da Holanda, Bary Berghmans, esteve nesta sexta-feira (8) no anfiteatro 1 da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp participando do evento Atualidades em Urofisioterapia. 

Berghmans foi convidado pela disciplina de urologia do Departamento de Cirurgia da FCM para falar sobre o projeto Mother Fit e participar de debates sobre avaliação e disfunção do assoalho pélvico, bexiga hiperativa, incontinência fecal e outros temas relacionados com linhas de pesquisa desenvolvidas na Unicamp. 



O projeto Mother Fit tem como objetivo evitar que as mulheres possam desenvolver alguma disfunção pós-parto no assoalho pélvico - musculatura na região da bacia, que envolve a bexiga, intestino e útero –, entre elas a incontinência urinária e a fecal. Berghmans iniciou a pesquisa em 2006 na Universidade de Maastricht após o acesso aos dados dos gastos governamentais com tratamentos das disfunções do assoalho pélvico. Atualmente, pretende disseminar o projeto em outros países. 

“Percebemos que o gasto era equivalente aos tratamentos do câncer e da AIDS. Então, buscamos desenvolver uma pesquisa para identificar o problema e encontrar soluções viáveis”, explicou Berghmans.



Segundo o professor e urologista da Unicamp Carlos D´Ancona, desde 2001 existe uma relação muito forte entre a disciplina de urologia da FCM e a Universidade de Maastricht. Há parcerias em pesquisas na área de eletromodulação e eletroestimulação do assoalho pélvico para o tratamento de disfunções urinárias. “Estamos fazendo o convite para Bary ser professor-convidado da Unicamp e fazer parte do quadro de docentes da FCM”, revelou D’Ancona.

Na programação da disciplina de urologia ainda existe para o segundo semestre outros eventos para discutir a incontinência urinária na criança, no homem e na mulher em diferentes situações. Bary Bergmans é director do Pelvic Care Center Maastricht da University Hospital Maastricht (Holanda), professor convidado da Hogeschool Zuyd, da Holanda e da Universidade Católica do Paraná. É professor e prelector em diversos cursos e congressos em todo o mundo.

Autor de diversos artigos e livros científicos, dentre eles “Urofisioterapia – Aplicações clínicas das técnicas fisioterapêuticas nas disfunções miccionais e do assoalho pélvico”, editado pelo professor Paulo Palma, da FCM da Unicamp. 


É presidente do Cochrane Collaboration Urinary Incontinence Review Group for the review of electrical stimulation for urinary incontinence e membro de diversos comitês da International Continence Society, International Consultation of Incontinence, Royal Dutch Association of Physiotherapists e Royal Dutch Association of Physiotherapy.

É responsável pela elaboração de guidelines internacionais sobre  incontinência urinária e fecal e revisor científico de diversas revistas científicas relacionadas com a Uroginecologia, Epidemiologia e Fisioterapia, tais como: Journal of Urology, The European Journal of Urology, Urology, Journal of Clinical Epidemiology, Clinical Rheumatology, Neuro-urology & Urodinamics, International Urogynecological Journal e The Cochrane Collaboration Library.

Texto e imagem: Edimilson Montalti
ARP - FCM
Unicamp

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Site ajuda na contagem das Contrações Uterinas

 Encontrei esse site olhando o Blog de uma gestante aqui do ES, que está com 39 semanas e ansiosa esperando o nascimento. O Blog é: Da Vida ao Amor.

Tenho certeza que muitas das minhas gestantes  irão adorar o programa!

O Site está em inglês, mas é bem fácil usar, basta clicar no Start Timer quando as contrações começarem e Stop quando pararem. 


O Site registra o tempo da contração, intervalo entre elas, quando começou e quando terminou e ainda dá para imprimir a relação dos horários e levar para o hospital.

O site é:



 Beijo a todas e bom parto pra Thalise, Fernanda, Priscila e Camilla!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Acompanhamento da Gestação e Baby Care Gratuito para Clientes da UNIMED Vitória

Olá Meninas,

Hoje soube de um programa da UNIMED Vitória que achei muito interessante e venho divulgar para vocês.

Gostaria de deixar claro que não tenho nenhum vinculo com a UNIMED, mas acredito que Programa só vem beneficiar vocês mamães.

A UNIMED Vitória está com o programa VIVER que dentro desse programa há varias linhas de cuidados gratuitamente para as pessoas que já tenham o plano da UNIMED Vitória.

Bem o mais interessante para vocês é o Programa de apoio a gestante e o baby care.

O programa de gestante eles dão palestras, tem consulta com nutricionista e se precisar psicólogo.

E o baby care que é o mais interessante de todos é: Uma Visita domiciliar logo após o nascimento do bebê para tirar as dúvidas quanto à amamentação, coto umbilical, banho, etc.. Geralmente as dúvidas que surgem quanto vocês já estão em casa.

A visita dura mais ou menos 2 horas, é feita por enfermeiras e novamente venho dizer que é gratuito para quem possui o plano da UNIMED Vitória.

Aproveitem essa oportunidade para mais cuidados com seu bebê.

O telefone do VIVER é: 3134-7520

Abraço a todas 






segunda-feira, 14 de março de 2011

Benefícios de se movimentar durante o trabalho de parto

Estudos indicam que exercícios fisioterápicos ajudam na dilatação vaginal, facilitam o parto normal e diminuem a dor da gestante

Shutterstock




Movimentar-se antes de dar à luz pode ajudar - e muito - o processo. Foi o que concluíram pesquisadores australianos após avaliar 21 estudos produzidos ao redor do mundo com mais de 3 mil mulheres. Aqui no Brasil, Eliane Bio, fisioterapeuta, chegou às mesmas conclusões ao acompanhar 132 gestantes em trabalho de parto.

O estudo australiano, publicado na biblioteca The Cochrane Collaboration, diz que andar, sentar e ficar de pé pode ajudar que o parto aconteça mais rápido. As mulheres avaliadas que se movimentaram conseguiram reduzir o tempo do primeiro estágio do trabalho de parto e precisaram menos de anestesia epidural.

Os pesquisadores concluíram ainda que a movimentação não traz riscos à saúde da mãe ou do bebê.


Exercícios acompanhados por um fisioterapeuta

A pesquisadora brasileira Eliane Bio, fisioterapeuta, coordenou um estudo sobre o tema com 132 mulheres no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.

Eliane Bio dividiu o grupo em duas partes: 62 gestantes foram acompanhadas por ela durante o trabalho de parto, e o restante não contou com a presença de um fisioterapeuta. As mulheres selecionadas tinham um feto único, estavam na primeira gravidez e não apresentavam nenhuma patologia.

As gestantes que fizeram exercícios não precisaram de analgésicos e diminuíram em média 6 horas o tempo de trabalho de parto. Ainda dentro do grupo acompanhado por Eliane, as mulheres que necessitaram de anestesia o fizeram bem perto do nascimento. "Isso facilita a percepção do períneo e como fazer a força correta para o bebê nascer, evitando o uso de fórceps", explica a fisioterapeuta.

De acordo com Eliane, a intervenção do fisioterapeuta já é tida como benéfica à gestante. "A pesquisa surgiu da necessidade de se demonstrar cientificamente uma experiência clínica de 30 anos, acompanhando grávidas na clínica particular, junto com obstetras que preconizam o parto normal", diz. O objetivo do acompanhamento, diz, é tornar o processo mais confortável, resgatando o prazer do parto.

Mesmo sem a companhia de um fisioterapeuta, a gestante pode e deve se movimentar. "A Organização Mundial da Saúde preconiza desde 1996, que a parturiente (gestante) não fique deitada, imóvel no leito e que seja estimulada a andar ou ter a liberdade de adotar a posição que preferir", diz Eliane.

Aléssio Calil Mathias, ginecologista e obstetra, concorda que a movimentação durante o trabalho de parto ajude o processo. Além de "trabalhar o colo do útero" e diminuir a dor, o médico diz que os exercícios aumentam a sensação de prazer e ajudam o fator psicológico. "Ao se concentrar nos gestos, a mulher desvia a atenção da dor", diz Aléssio.

O obstetra ainda recomenda que as gestantes que estejam se sentindo bem durante o trabalho de parto se movimentem mesmo sem a orientação de um fisioterapeuta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Voz da mãe ativa o cérebro do bebê


Por: Ana Paula Pontes

Cientistas mostram que aquele papo que você tem com o seu filho desde quando ele está em sua barriga estimula áreas do cérebro responsáveis pelas habilidades motoras na fala

Você provavelmente nunca pensou que o som da sua voz, além de acalmar o seu filho, é capaz de ativar partes do cérebro dele responsáveis pela aquisição da linguagem. Mas essa foi a constatação de pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. 


Para chegar a essa conclusão, os cientistas aplicaram eletrodos na cabeça de 16 bebês enquanto dormiam e pediram para a mãe fazer um curto som da vogal A. Na sequência, repetiram o exercício com uma enfermeira, que também é mãe. Quando a mãe da criança avaliada falou, o exame mostrou claramente reações no lado esquerdo do cérebro, em especial no processamento da linguagem. Por outro lado, quando a enfermeira falou, o que o lado que reagiu foi o direito, responsável pelo reconhecimento de sons e timbres da voz.

Para Antonio Carlos de Farias, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o estudo constata algo que já era conhecido na neurociência. “Esse impacto que a voz da mãe exerce no cérebro do bebê começa ainda quando ele está no útero. Por isso, ao nascer, já é capaz de distinguir a voz da mãe das demais”, diz. Segundo os cientistas da Universidade de Montreal, a pesquisa sugere que a mãe é a iniciadora primária da linguagem do filho.

E se você pensa que é preciso um estímulo especial para ajudar o bebê nas habilidades da fala, saiba que só o fato de você passar a mão na sua barriga, dar bom dia para o seu filho e depois com ele desde pequeno manter um diálogo gostoso já é suficiente para provocar reações que vão ajudar no desenvolvimento de regiões do seu cérebro. Da próxima vez que alguém se espantar quando ouvir você batendo um papo com o barrigão, já sabe o que responder!