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terça-feira, 5 de abril de 2011

Fisioterapeuta dá dicas para uma gravidez ativa

Gravidez não se resume apenas a ficar esperando o grande momento do nascimento  

Em nove meses de gestação, as atividades físicas de baixa intensidade podem continuar ocorrendo. Além da caminhada e da hidroginástica – e de exercícios até um pouco mais intensos para aquelas mulheres que já tinham uma rotina de atividades físicas – outras opções são o pilates e a ioga.

“Mas é bom lembrar que esses exercícios não têm a função de emagrecer – no máximo podem controlar o peso –, pois o principal para essas gestantes é exercitar o corpo de forma a mantê-lo saudável e garantir um desenvolvimento adequado do seu bebê. Um treino com sobrecarga leve  – como a fisioterapia para gestante – pode ajudar a fortalecer os músculos, o que é importante quando se aumenta o peso do próprio corpo. Esse tipo de exercício auxilia para evitar dores nas costas, por exemplo. 



Outros exercícios, como o alongamento, ajudam tanto na prevenção das dores lombares quanto no momento do trabalho de parto”, explica Ana Paula Pessanha, fisioterapeuta do serviço integrado de fisioterapia (Sinfisio) do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

Ana Paula lembra que as modificações no corpo da gestante, em especial no primeiro trimestre, são pouco perceptivas. As gestantes normalmente se queixam de aumento da sonolência e a sensação de cansaço. 

Nessas primeiras 12 semanas há um maior risco de aborto espontâneo, então alguns médicos não recomendam exercícios físicos, exceto se tudo estiver bem e a gestante tiver hábito anterior de se exercitar. 

Os exercícios devem ser suavizados nesse período. Uma caminhada leve como rotina de exercícios auxilia para o próximo estágio da gravidez, quando a barriga se torna mais proeminente e o centro de gravidade começa a se deslocar.


“Os exercícios também ajudam a combater um problema comum entre as gestantes, que é a constipação intestinal. Exercitar-se é bom para o trato digestório, por exemplo”, diz a especialista. “Lembrando sempre que os exercícios para essas mulheres devem ter o aval do médico e não devem causar desconfortos”, completa.

Mudança no centro de gravidade

No segundo trimestre da gravidez, o corpo começa a ter mudanças mais profundas. A barriga aumenta e o peso também. Além disso, o corpo retém mais líquido. “Fazer atividade ajuda a controlar essa retenção” explica a fisioterapeuta.

Outras adaptações que ocorrem no corpo da gestante, e que são normais, são a abertura dos ossos pélvicos – alargamento da bacia como preparação para o parto – e o peso da barriga, que desloca o centro de gravidade e pode causar dores na região lombar.

Nesse ponto, a hidroterapia também é uma ótima opção, sugere Ana Paula, pois tem impacto mínimo e ajuda a diminuir as dores nas articulações. Além de ajudar durante o sono, que começa a ficar um pouco comprometido pela dificuldade em achar uma posição confortável para dormir. 

Ela lembra também que ginásticas posturais – como a ioga, a ginástica e o pilates – são outras opções de exercícios físicos, além do RPG, uma terapia também bastante eficaz.

“Como essas modificações ocorrem muito rapidamente, as dores podem incomodar. 

A ioga e o pilates são exercícios bastante indicados. Os benefícios são tanto físicos quanto psicológicos, pois a gestante tem uma enorme sensação de bem-estar, sente-se mais ágil e disposta, além de acabar se socializando, recebendo apoio e ouvindo histórias de outras pessoas que passaram ou estão na mesma condição. 

Estas atividades também trabalham a respiração e o relaxamento, que ajudam para um bom padrão de sono”, afirma a especialista.

Quando essas dores são muito intensas, é necessária uma técnica de reabilitação como, por exemplo, o RPG – abreviação de Reeducação Postural Global – que além de ser uma técnica de terapia manual, trabalha a harmonização muscular e ajuda a gestante a lidar melhor com essa situação de dor.

Após o nascimento, o treino com pesos mostra sua utilidade

Os exercícios indicados por Ana Paula ajudam também no retorno à normalidade após o nascimento do bebê. Mas é bom lembrar que após o parto começa mais uma jornada dura (mas muito recompensadora). E caso você tenha investido em uma rotina de exercícios a nova realidade poderá ser menos dolorosa.

“As mamães, após o nascimento do bebê, veem sua rotina mudar bastante, especialmente com os cuidados com o bebê. Vai ser preciso pegá-lo no colo, dar banho, amamentar, carregar a mochila, entre outras atividades rotineiras envolvidas com a nova fase”, lembra Ana Paula.

Não é incomum, diz a especialista, que algumas jovens mamães tenham lesões nos braços, sobrecarreguem as costas e tenham dores nas mãos e joelhos – cujos ligamentos permanecem mais “frouxos” por conta da gestação que acabou de se encerrar. Este é um processo de adaptação do organismo chamado puerpério. O fortalecimento muscular, nesse caso, ajudaria a evitar esses problemas.

“Os exercícios físicos trazem benefícios para o corpo todo e, nessa fase da vida, são sinônimo de mais saúde e melhores condições para curtir o bebê que acabou de nascer”, finaliza Ana Paula.

Não fique parada

• Primeiro trimestre
Mais sonolência e cansaço, além de constipação intestinal e retenção de líquido.
Exercícios indicados: alongamento, exercícios cardiorrespiratórios leves, se indicados pelo médico obstetra.

• Segundo e terceiro trimestres
Modificações no corpo, aumento da barriga e do peso podem levar a dores nas costas, nas articulações.
Exercícios indicados: é possível continuar com os exercícios do primeiro trimestre, mas também há a opção da hidroginástica (melhora o ritmo do sono, relaxa e ajuda no equilíbrio) e exercícios posturais, como a ioga, o pilates e, se necessário, o RPG como tratamento para casos mais sérios de dor.

Fonte: Enio Rodrigo

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fisioterapia na Gestação - Benefícios

Você sabia de que a fisioterapia gestacional reduz desconforto durante a gravidez? Venham conhecer nosso espaço e o Programa Gesta Vida, entre em contato:
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Lembrando que o exercício beneficia toda gestante durante a gestação, independente da via de parto que escolher.

Corrigir a postura, o modo de caminhar e dormir, proporcionar maior flexibilidade e mais conforto durante a gravidez, essas são algumas das vantagens da fisioterapia gestacional

De acordo com especialistas, as grávidas deveriam ter as sessões incluídas no pré-natal

Veja ainda no vídeo de uma matéria da Record abaixo algumas dicas práticas e bem úteis de especialistas para gestante evitar desconforto nas atividades domésticas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Inchaço (edema) na Gravidez

Depois, as sandálias, que estavam levemente apertadas, passam a não servir mais.

Até os anéis e as pulseiras também podem ser aposentados temporariamente. 

O inchaço, especialmente dos membros inferiores, costuma ser a causa de muitas queixas entre as grávidas.
A boa notícia é que na maioria das vezes o edema, como chamam os médicos, só causa desconforto e não deve ser motivo de preocupação. 

O inchaço aparece por razões simples. Entre o final do segundo trimestre de gestação e o início do terceiro, o útero – que cresce acompanhando o desenvolvimento do bebê – passa a comprimir os vasos pélvicos, localizados na região pélvica. Com isso, o retorno do sangue fica prejudicado. 

O sangue sai do coração, segue para as pernas e os pés e, na hora de retornar para a parte superior do corpo, encontra resistência.

O volume de sangue circulante no corpo da mulher aumenta durante a gravidez – à custa de água. Por isso, se diz popularmente que o sangue fica ralo. Na verdade, a gestante retém líquido e ele se mistura ao sangue, deixando-o realmente diluído. Uma das conseqüências pode ser a anemia. A outra é que, quando o sangue encontra resistência para retornar aos membros superiores, essa água extravasa pela parede das veias, causando o inchaço de pernas e pés.

Cada gravidez é diferente da outra. Alguns fatores são comuns – a retenção de líquido, a compressão da veia cava (na região pélvica) e o aumento do sangue circulante. Porém, o inchaço pode aumentar quando a mulher está acima do peso, fica grávida de gêmeos (pois o útero fica mais pesado, comprometendo ainda mais a circulação) e se enfrentar temperaturas temperaturas elevadas ao longo do último trimestre de gestação.

Normalmente, o problema aparece nos membros inferiores, deixando pés, tornozelos e pernas inchados. Porém, o edema pode surgir na parte superior do corpo. “A alteração atinge todo o aparelho circulatório e, por isso, mãos, braços e até mesmo o rosto podem ficar inchados”, explica Luciano Gibran, ginecologista do Hospital e Maternidade São Camilo, pai de João e Bruno.

Uma série de fatores pode influenciar o aparecimento ou não do inchaço. O ideal é que a mulher se prepare até mesmo antes de engravidar, já que excesso de peso, tabagismo e alimentação desregrada colaboram para o surgimento do problema. “Mulheres com estilo de vida saudável, que estão dentro do peso ideal, não fumam, se alimentam corretamente e fazem exercício têm menos chances de inchar”, orienta Renata Lopes Ribeiro, médica do Hospital e Maternidade São Luiz, filha de Lia e Flávio.

De acordo com Renata, pacientes gordinhas e obesas já convivem com uma alteração do sistema circulatório e, durante a gravidez, a circulação do sangue fica ainda mais prejudicada. A idade da grávida e o número de filhosque a mulher já teve também são fatores de influência. Isso porque, com o tempo, a circulação passa a funcionar de forma diferente. E, a cada filho que essa mulher tem, mais prejudicado fica seu aparelho circulatório. 

As mulheres que engravidam por meio de métodos artificiais também têm tendência maior de inchar. Segundo Isaac Yadid, especialista da Clínica Huntington de Medicina Reprodutiva, pai de Stephanie, Vicky e Daniel, isso ocorre porque é feito uso de hormônios. “Os níveis de estradiol e progesterona quase chegam a dez vezes o valor normal”, explica.

Mas há como contornar ou pelo menos amenizar o desconforto. A primeira dica é modificar a alimentação. Para reduzir a retenção de líquido, a gestante deve utilizar pouco sal no preparo de seus pratos. Para melhorar a circulação, a recomendação são as aulas de hidroginástica – duas vezes por semana para mulheres sedentárias, ginástica para gestante, drenagem linfática (realizada sempre por um fisioterapeuta especializado) – ou caminhadas. O uso de meia elástica de média compressão também ajuda. Ela deve ser colocada logo de manhã e retirada ao final do dia. 

O inchaço costuma ser maior no fim do dia e nos dias mais quentes, principalmente quando a grávida fica longos períodos em pé ou sentada. Por isso, outra recomendação é que a mulher coloque as pernas para cima à noite durante uma hora. Basta colocar um travesseiro embaixo do colchão, deixando-o inclinado. Isso ajuda o sistema circulatório a funcionar melhor. 
Drenagem Linfática

Por fim, parte dos médicos orienta as pacientes a fazerem drenagem linfática. Mas atenção: o ideal é que seja procurado um profissional habilitado a trabalhar com gestantes. Renata alerta que a massagem não pode ser feita na barriga, pois ela pode estimular a contração uterina, levando ao trabalho de parto prematuro.

Sinais de alerta

Apesar de na maioria das vezes o inchaço não representar perigo, os médicos sempre estão atentos a sinais que podem indicar problemas: inchaço maior do que o normal, ganho de peso muito intenso – mais de um quilo por semana –, limitação no movimento dos dedos das mãos, formigamento dos braços e dor de cabeça na região da nuca. Nesse caso, a gestante pode estar com algum problema renal ou sofrendo com pressão alta, que pode levar à pré-eclampsia.

Foi o que aconteceu com a publicitária Ana Lúcia Matuck, 36 anos, mãe de Ana Luiza. Até o sexto mês de gestação, elahavia ganhado mais peso do que o indicado, mas a gravidez corria tranqüila. Na passagem para o sétimo mês, Ana Lúcia começou a sentir pressão nos pés e nas pernas. “Um dia, no trabalho, olhei para os meus pés e eles pareciam dois pãozinhos”, conta. 

A publicitária desenvolveu diabetes gestacional e teve pressão alta, o que a levou a modificar a dieta. Sua médica vetou tanto o sal quanto o açúcar. “Fiquei em choque. Minha ginecologista dizia que se eu não me cuidasse iria matar minha filha”, relata. Com as restrições, Ana Lúcia desinchou e chegou a perder peso no final da gravidez. Mesmo assim, entrou de licença antes do parto para garantir a saúde do bebê. 

O inchaço costuma aumentar logo após o nascimento do bebê. “O sangue que a mulher compartilhava com a placenta volta para ela”, explica Renata. Ocorre o que os médicos chamam de “redistribuição do líquido”. Com o passar dos dias – com uma alimentação equilibrada e, principalmente, com a amamentação –, o edema tende a diminuir e, depois, acabar.

O inchaço não costuma deixar conseqüências, mas pode aumentar a incidência de varizes e hemorróidas. As mulheres que desenvolvem doenças durante a gravidez devem ficar atentas. Apesar de a diabetes gestacional e a pressão alta desaparecerem na maioria dos casos, o fato de elas terem surgido durante a gestação, época em que o sistema imunológico está em baixa, indica um tendência ao desenvolvimento dessas doenças ao longo da vida.

Fonte: portal.mksnet.com.br