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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Marcha Nacional Pelo Parto Humanizado - Vitória - ES

Queridas mamães e gravidinhas....

Vamos lutar pelo nosso direito de ter um parto humanizado, vocês que tiveram, tentaram ou vão tentar... vamos mostrar para o Brasil que nós podemos, vamos mostrar o poder de uma mãe! 

A Marcha iniciará no Pier Iemanjá na Praia de Camburi no dia 05/08/12 às 09:00.

 Tragam seus filhos e maridos! 


Participe conosco, este é um ato em defesa das doulas, precisamos do seu apoio. 

Movimento contra as Resoluções 265 e 266/12 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) que vetam a participação de doulas, parteiras e obstetrizes em partos hospitalares e a participação de médicos em equipes de parto domiciliar planejado. 

 As bandeiras da MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO são: 

  • Que a Mulher tenha o direito de escolher como, com quem e onde parir; Pelo cumprimento da Lei 11.108 de abril de 2005.
  •  Que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar na sala de Parto;
  • Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma Doula em seu trabalho de parto e parto; 
  •  Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto; 
  •  Que a mulher possa ter acesso a métodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;
  •  Contra a Violência Obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque, episiotomia, litotomia, etc; 
  •  Pela fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas; 
  •  Pela Humanização da Assistência aos Recém-Nascidos, contra as intervenções de rotina; 
  •  Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário. 
Todas as nossas bandeiras são respaldadas por evidências científicas e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO), Ministério da Saúde entre outras. 


 Nos encontramos lá... beijos Thais Ramos

sábado, 6 de agosto de 2011

A rede de apoio na amamentação

Texto retirado do blog De Peito Aberto para blogagem coletiva da SMAM..
 
XX SMAM: Amamentação: Uma Experiência em 3D
Depoimento da Mara, mãe de Ágatha, de Londrina, Paraná.

Antes mesmo de ter meu bebê sempre tive o sonho de amamentar. Agatha nasceu prematura de 35 semanas e com insuficiência respiratória necessitando de cuidados especiais (ficou na incubadora recebendo oxigênio). 
Ágatha aos 3 meses
* 1o. dia de nascimento
Após 1 hora de ordenha para retirada do colostro e do meu 1o. leitinho fui informada pela enfermeira que ele não poderia ser usado, pois não estava com as vestimentas corretas na hora da ordenha (máscara e touca), quase morri com a notícia :-(((, 
 
Porque no momento que me ensinaram fazer a ordenha, não me informaram dessa informação tão simples?!!!... ali me senti com tanta raiva e totalmente desamparada. Minha vontade de amamentar era maior e o apoio do meu marido  (que presenciou o fato e ficou com tanta raiva e sem entender como eu)  foi muito importante.

* 2o. dia de nascimento
Pude colocar ela no meu peito para que sentisse o aconchego e começasse a sugar . Ela pegou e sugou um pouquinho...com o esforço o nível de oxigênio precisou ser aumentado. 
 
* 3o. dia de nascimento
Devido ao esforço anterior não pude tirá-la da incubadora, foi um choque. Além disso Agatha teve um índice de infecção alterado e começou a ser administrado antibiótico. Com toda essa situação meu leite era bem pouquinho, mesmo assim não desisti e tirava o quanto conseguia para deixar no hospital, o leite era administrado via sonda e através do copinho que ela aceitou bem.

* 4o. e 5o. dia de nascimento
Não pude amamentá-la, mas pude colocá-la junto ao meu peito dentro do sling com o auxílio do oxigênio aí que conforto para nos duas...chorei de emoção.

* 6o. dia de nascimento
Não foi mais necessário oxigênio e fui liberada para amamentá-la, que delícia ter Agatha no meu peito novamente!!!!

* 7o. dia de nascimento
Agatha apresentou ictericia, mesmo assim pude amamentá-la, cada um desses momentos era muito importante para a minha recuperação e confiança no peito.

* 8o. dia de nascimento
Agatha foi liberada para o bercinho e retirada da incubadora, agora poderia amamentá-la livremente.
Mamando em posição de cavaleiro


Só quem esteve aguardando o seu filho melhorar numa unidade de cuidados intensivos (UCI) sabe que cada mamada do bebê é uma grande vitória...a necessidade do bebê, a sua preocupação e emoção, a troca de experiência com as outras mães e enfermeiras, a instabilidade dos hormônios são algumas das variáveis que ajudam ou atrapalham esse momento.

* 11o. dia de nascimento - liberados para casa;-))))) 

Como no hospital os bebês as mamadas/copinho eram de 3 em 3 horas achava que deveria continuar no mesmo ritmo em casa. Minha mãe sempre falava para dar o peito a hora que ela chorasse, mas eu estava tão desgastada, cansada, preocupada com tudo o que não tinha conseguido deixar pronto até o seu nascimento, além de ser um "pouquinho teimosa" que não consegui entender essa "simples frase". Como não conseguia retirar o LA fui ficando triste e meu leite diminuindo cada vez mais...
 
Depois de quase 1 mês e meio de nascimento ainda continuava nesse ritmo. Foi quando meus familiares e amigos me alertaram que talvez eu precisasse de ajuda. Nesse momento fui procurar pessoas que acreditavam e eram especializadas na amamentação, conversei com as meninas do Gesta Londrina (a Pata e a Marilia me esclareceram muitas dúvidas e me deram o maior apoio), fui ao Celac (eles me ensinaram o método da relactação), conversei com uma enfermeira da maternidade e do hospital, e todas me falaram o que eu mais precisava escutar: eu precisava descansar mais e me preocupar menos para o meu leite aumentar :-0. 
 
Minha preocupação de fazer tudo certo era tão grande que eu não estava conseguindo me entregar e estava matando meu maior sonho: AMAMENTAR!!! Foi aí que começei a descansar, me entregar e utilizar o método de relactação, resultado: meu leite aumentou muito. Ainda precisei continuar com o LA sempre ministrado em copinho (Agatha não sabe o que é um bico de mamadeira), mas meu sonho de amamentar foi conquistado da melhor maneira que eu poderia realizar. Até hoje Agatha (1 ano e 2 meses) mama no peito!!!
 
Encerro dizendo que ter persistência, apoio da família, amigos e procurar pessoas que acreditem no seu sonho, tanto quanto você FAZ TODA A DIFERENCA;-))) 
Dedico esse texto a todos que fizeram parte dessa história!!
Com Amor no Peito;-)))


Espero que o texto contribua para a semana de amamentação, que as pessoas que estejam passando o que eu passei e leiam o texto possam achar motivação e coragem para continuar.

Um abraço,

Mara Louzada Vascão
mãe da Agatha 1 ano e 2 meses

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Razões para prolongar a amamentação

Texto da Blogagem coletiva sobre a Campanha da Semana Mundial de Amamentação...
 
Agora que mais e mais mamães estão amamentando seus bebês, mais e mais estão também descobrindo que “adoram” amamentar e querem continuar a prática para além do tempo planejado inicialmente.

A Unicef encoraja que o aleitamento seja mantido até dois anos ou mais, e a Academia Americana de Pediatria incentiva que a amamentação perdure até que mãe e bebê desejem.

Mas por que amamentar para além de 6 meses?



Porque mamães e bebês geralmente sentem muito prazer no aleitamento. Por que interromper uma relação prazerosa? Além disso, o leite materno continua a proteger a saúde e bem-estar da díade mãe-filho.
Mas dizem que o leite materno não tem valor passado 6 meses...

Pode ser que você tenha esta informação, mas ela é verdadeiramente errada. Ninguém (incluindo pediatras) pode oferecer esta informação e isto só mostra o quanto nossa sociedade está mal-informada sobre aleitamento materno. Leite humano é, acima de tudo, LEITE.

Mesmo após seis meses ele ainda tem proteínas, gorduras e outros elementos apropriados e nutricionalmente importantes, necessários para bebês e crianças. Leite materno ainda contém substâncias imunológicas que protegem a criança mesmo se ela tem mais de dois anos.

De fato, algumas substâncias imunológicas do leite materno estão presentes em quantidades maiores no segundo ano de vida, do que no primeiro. Isto é evidente já que as crianças com mais de 1 ano estão geralmente mais expostas a ter infecções do que os bebês mais jovens.

Leite materno ainda apresenta fator de crescimento que ajuda no amadurecimento do sistema imune de seu bebê, ajuda no desenvolvimento cerebral, intestinal e outros órgãos em desenvolvimento.

Tem sido bem descrito por pesquisadores que as crianças em aleitamento, que vão para escolinhas, adquirem menos infecções e quando as adquirem, estas são muito menos severas do que em crianças que não recebem o leite materno. As mamães então perdem menos dias de trabalho se continuarem a amamentar seus bebês.
Mas eu quero que meu bebê seja independente...

E o aleitamento materno torna seu bebê dependente? Não acredite nisso. O bebê amamentado até que desmame sozinho é geralmente mais independente, e mais seguro nessa independência. Ele recebe conforto e segurança até que se sinta seguro e decida por si mesmo deixar de mamar. Frequentemente nós forçamos nossas crianças a se tornarem independentes muito cedo. Dormir sozinho cedo demais, desmamar cedo demais, deixar de usar fraldas cedo demais. Para que a pressa? Você quer que seu filho saia de casa aos 14 anos? Tudo acontecerá no tempo em que a criança se sentir preparada.

Possivelmente o mais extraordinário em amamentar passados dois anos não são os aspectos nutricionais e imunológicos, apesar de sua grande importância. A mais relevante é o relacionamento especial entre mãe e filho, a re-afirmação diária de amor que se repete sempre que o bebê mama, e isso continua quando o bebê cresce.

Se a criança/bebê se machuca ou fica doente, o aleitamento materno é a melhor maneira de acalmá-lo e tranqüilizar também a mamãe e a família.

Retirado de www.lactare.com

sábado, 14 de maio de 2011

Mamaço Virtual - Eu apoio essa idéia

Toda mãe deve ter o direito de amamentar seu filho quando ele desejar em qualquer lugar e qualquer hora!

Fonte: Folha.com

Mães fazem "mamaço" em defesa da amamentação em local público

Publicidade
GIBA BERGAMIM JR.

Uma mãe é repreendida pelo segurança ao dar de mamar ao filho em um local público. Outra teve a foto em que aparecia amamentando retirada do Facebook. 


O direito de dar de mamar em público disseminou uma onda de protestos na internet e nas ruas. 

A campanha ganhou força depois que a jornalista Kalu Brum, 31, anunciou num blog que foi "censurada" na rede social Facebook após postar uma foto dela quando amamentava. 

Uma das organizadoras do "mamaço" previsto para hoje, às 15h, no Itaú Cultural, no nº 149 na avenida Paulista (região central), Kalu deu início a uma série de protestos. 

O "mamaço" foi idealizado depois que a antropóloga Marina Barão, 29, foi impedida de amamentar seu bebê em uma exposição no local, em março passado. 


Arquivo Pessoal
Jornalista Kalu Brum, que aparece na foto com o filho Miguel, teve a imagem censurada no Facebook
Jornalista Kalu Brum, que aparece na foto com o filho Miguel, teve a imagem censurada no Facebook 

O episódio foi o estopim de uma sequência de manifestações na rede social. Kalu deu força aos protestos, especialmente após a foto postada por ela ser retirada da rede social, anteontem. "Minha vontade foi sair deste espaço, mas acho que o Facebook é rico para promovermos discussões", disse Kalu no blog Mamíferas (www.blogmam iferas.com.br). 

Após o relato, seguidoras de Kalu passaram a trocar as fotos dos perfis por novas, a maioria com o peito à mostra durante a amamentação.

Moradora de Nova Lima (MG), Kalu amamentou o filho Miguel, hoje com quatro anos, até os três. Ela já foi repreendida por dar de mamar em público. "Estava com o Miguel no aeroporto de Confins (MG), e as pessoas vieram me questionar por que eu amamentava um menino grande", contou à Folha

Uma mensagem do Facebook recebida por Kalu dizia que a foto "viola os termos de uso". Procurada, a empresa não se pronunciou. Em sua página, o Facebook diz não permitir anúncios com "conteúdo adulto", o que inclui "nudez, imagens de pessoas em posições ou atividades excessivamente sugestivas ou sexuais". 

APOIO AO ATO
 
Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, disse que a proibição da amamentação foi um erro já corrigido. Segundo ele, há uma regra que impede as pessoas de se alimentarem no espaço. Quando um dos orientadores viu a mulher dando de mamar, levou a regra ao pé da letra. 

"Esse episódio foi um aprendizado para nós. Continuamos com a regra, mas com uma exceção para amamentação", disse Saron, que receberá as mães hoje. 

O Itaú Cultural organizará uma programação permanente para mães lactantes. 

"É até ridículo não aceitar ver uma mãe amamentando, algo tão natural, em público", resumiu o pediatra Mauro Toporovski. 

O pediatra, porém, pondera que a amamentação após os dois anos, caso de Kalu, é desnecessária. "Não é recomendado, pois a criança tem condições de mastigar alimentos ricos." 



domingo, 1 de maio de 2011

"10 passos para escolhas conscientes no parto"

1 - Informe-se sobre o processo do nascimento, lendo livros, artigos, sites ou conversando com mulheres que já passaram por isso. Um grupo de apoio pode ajudar muito nesta fase.


2 - Busque um profissional ou estabelecimento de saúde (público ou privado) que atenda suas expectativas de parto, alinhado às suas necessidades, com quem você se sinta à vontade e se identifique. É interessante conversar com pessoas que já tiveram partos com esse profissional (ou neste estabelecimento) e coletar suas percepções acerca dos procedimentos adotados.


3 - Escolha quem você gostaria que estivesse com você no momento do parto. Seu companheiro, sua mãe, amiga(s)? Além deles uma doula também pode ajudar! Lembre-se de cercar-se de pessoas que compreendam seus desejos e estejam alinhadas com suas expectativas.É um direito seu, garantido por lei, ter pelo menos um acompanhante de sua escolha em hospitais públicos ou particulares.


4 - Informe-se acerca dos procedimentos que são rotineiramente aplicados ao parto, como episiotomia (corte no períneo), soro com ocitocina, manobra de kristeler, etc. Discuta com a equipe seus riscos e benefícios.


5- Defina qual será seu posicionamento sobre métodos para alívio da dor. Métodos não farmacológicos, como uso da água, massagens, músicas e liberdade para mudar de posição são comprovadamente eficazes e podem
anteceder ou dispensar o uso de métodos farmacológicos, como analgesia de parto, que possui riscos associados, para a mãe e o bebê.


6- Defina sua preferência quanto ao local onde o trabalho de parto se dará, assim como o parto propriamente dito. Dentre as opções existem os partos domiciliares, partos em casa de parto e partos hospitalares, que podem ocorrer dentro ou fora do bloco cirúrgico. 


7 - Discuta previamente com a equipe a liberdade de escolha de posição para o nascimento do bebê. Estudos comprovam que a posição de litotomia (deitada na posição ginecológica) é prejudicial para o bebê e não ajuda na progressão do parto. Posições verticais são geralmente mais confortáveis para a mulher, e ajudam na descida do bebê, facilitando sua saída.


8- Se possível, converse com o profissional responsável por recepcionar seu bebê no parto. Tire dúvidas com relação aos procedimentos realizados no recém nascido e sobre o aleitamento materno imediato, após o
nascimento. Pesquisas mostram que o contato pele a pele com a mãe e o aleitamento nos primeiros minutos após o nascimento facilitam a saída da placenta, reduzem o sangramento e facilitam o vínculo entre mãe e bebê,
além de salvar um milhão de vidas! 


9 - Em caso de partos hospitalares, informe-se sobre o alojamento conjunto no local de sua escolha. É direito do seu bebê ficar com você ou outro responsável imediatamente após o nascimento, até o momento da alta.


10 - Por fim, elabore um plano de parto e o discuta com seu cuidador e sua equipe de apoio. Coloque nele todas suas expectativas para o parto e garanta que todos compreenderam seus desejos e necessidades.

Um bom parto!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Acompanhamento da Gestação e Baby Care Gratuito para Clientes da UNIMED Vitória

Olá Meninas,

Hoje soube de um programa da UNIMED Vitória que achei muito interessante e venho divulgar para vocês.

Gostaria de deixar claro que não tenho nenhum vinculo com a UNIMED, mas acredito que Programa só vem beneficiar vocês mamães.

A UNIMED Vitória está com o programa VIVER que dentro desse programa há varias linhas de cuidados gratuitamente para as pessoas que já tenham o plano da UNIMED Vitória.

Bem o mais interessante para vocês é o Programa de apoio a gestante e o baby care.

O programa de gestante eles dão palestras, tem consulta com nutricionista e se precisar psicólogo.

E o baby care que é o mais interessante de todos é: Uma Visita domiciliar logo após o nascimento do bebê para tirar as dúvidas quanto à amamentação, coto umbilical, banho, etc.. Geralmente as dúvidas que surgem quanto vocês já estão em casa.

A visita dura mais ou menos 2 horas, é feita por enfermeiras e novamente venho dizer que é gratuito para quem possui o plano da UNIMED Vitória.

Aproveitem essa oportunidade para mais cuidados com seu bebê.

O telefone do VIVER é: 3134-7520

Abraço a todas 






sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Eu não tive dilatação"

Também adorei o texto que eu não conhecia e conheci pela Rê Olah, então faço das palavras dela as minhas!!:

Repassando um texto super bacana da querida Angela Rios, fisioterapeuta e louca por gestantes assim como eu!

Das muitas indicações para a cesariana desnecessária, a que escuto mais comumente é “Não tive dilatação”. Diversas vezes já ouvi de mulheres que tentaram ter o parto normal, muitas chegaram a ficar horas em trabalho de parto, com fortes dores que causaram uma exeriência traumática, pois resultaram em uma cirurgia cesariana por não terem tido dilatação. Essas mulheres, na segunda gravidez já optam por cesariana, pela experiência traumática de um trabalho de parto mal sucedido e usam para si mesmas o argumento de que “não posso ter parto normal, pois não tenho dilatação”.

Em regra, qualquer mulher que esteja em trabalho de parto fisiológico, com a cascata hormonal acontecendo naturalmente, terá dilatação e conseguirá parir. Exceções existem, porém, são casos específicos e com certeza não corresponde à realidade da maioria.

Então, porque essas mulheres não conseguem parir?

Em primeiro lugar, a assistência ao trabalho de parto é falha. Por contraditório que pareça, ir para o hospital aos primeiros sinais de trabalho de parto contribui negativamente para o seu desenvolvimento, aumentando as chances de evoluir para uma cesariana desnecessária, muitas vezes após horas de dor e sofrimento. Isso porque:

- No hospital, a mulher sente-se fragilizada, está fora de seu ambiente de domínio, e por não se sentir a vontade “briga” com seus próprios instintos e com isso inibe a cadeia hormonal (veja mais na entrevista com Michel Odent)

- No hospital, a parturiente fica submissa às intervenções e decisões da equipe, que muitas vezes dá orientações erradas (não grite, não ande, fique quieta), faz comentários inapropriados (Nossa, que coragem a sua ter parto normal!), e não explica a necessidade e objetivo das intervenções que são feitas, tornando a mulher um agente totalmente passivo.

- As intervenções hospitalares muitas vezes são desnecessárias, afligem e desconcentram a parturiente (como monitoramento contínuo da pressão e batimentos cardíacos fetais), causam desconforto (como a colocação de supositório anal para lavagem intestinal e acesso venoso de soro) e atrapalham a castaca hormonal fisiológica (como a infusão contínua de ocitocina, hormônio que provoca contrações uterinas dolorosas e ineficazes).

- O trabalho de parto pode demorar muitas horas a partir de seus primeiros sinais, que gera ansiedade na mulher e nos familiares, associado a um longo tempo de internação e intervenções como as citadas acima, acabam causando a impressão de que algo está errado, que está demorando demais, que está passando da hora...

- Para acelerar o trabalho de parto, não é raro ser administrado ocitocina em doses cada vez maiores, que provocam fortes dores de contrações uterinas contra um útero com o colo ainda fechado (ou seja, sem dilatação). A dor aumentam o medo, o medo aumenta a dor em um ciclo vicioso que acaba por interromper o andamento normal do trabalho de parto, por isso a mulher não tem dilatação.

É importante entender que os hormônios do nosso corpo são orquestrados de forma inteligente, com doses adequadas de acordo com cada fase. E que alguns hormônios não são desejados durante o trabalho de parto (como a adrenalina, desencadeada pela ansiedade e medo).

Assim, o trabalho de parto mal sucedido está muito mais ligado à incapacidade da equipe médica de conduzir o trabalho de parto do que à incompetencia do corpo da mulher de parir.

Se você realmente deseja um parto normal sem sofrimento, é fundamental que seu médico seja favorável ao parto normal e saiba conduzi-lo, quevocê tenha o acompanhamento de uma profissional preparada para assisti-la (uma doula) e que a equipe da maternidade trabalhe de forma a garantir a saúde sua e do bebê sem intervenções desnecessárias, dando apoio e conforto.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Empoderar-se...


Empoderamento. Do inglês Empowerement, como tradução direta. Entretanto, empoderar-se é muito que isso, mais que se fortalecer, mais que se encher de poder.

Empoderar-se é algo que é direcionado às mães. Essas, que se reinventam, que renascem como mulheres, que escolhem se tornar de novo pessoas.

Se empoderar é se encher de poder e ter nas rédeas seus instintos, escolhas e caminhos. Dolorido, sim, muitas vezes. Mas, também da dor vem o prazer. Também da dor vem o nascimento. Também da dor vem a vida.

Empoderamento é mais que força. É ter doses cavalares de consciência. É ser protagonista de sua própria história. Buscar seus caminhos, passo por passo, crendo em si mesma.

Empoderar-se. Parir. Tornar-se mãe. Maternar. Amamentar. Verbos tão sublimes e tão fortes ao mesmo tempo. Porque para ser mãe é preciso força, é preciso garra.

Texto de Glauciana Nunes, empoderada mãe de dois meninos nascidos de lindos partos normais.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vamos doar leite materno?

Vamos ajudar mães que não podem amamentar seus filhos, lembrem daqueles pequeninos que estão na UTI e precisam do leite, tente se colocar na situação, a maioria dos hospitais recolhe o leite na casa das doadoras! Não custa ajudar!

Mãe cria comunidade no Facebook para incentivar a doação de leite materno 

 

Inspirada na Eats on Feets, comunidade norte-americana que compartilha leite materno, a pedagoga Simone, mãe de dois filhos, criou o Aleitamento Materno Solidário

Depois que leu uma reportagem no site CRESCER sobre a Eats on Feets (algo como comer em pé), comunidade norte-americana no Facebook que compartilha leite materno, a pedagoga Simone Carvalho, 35 anos, se inspirou para criar algo semelhante no Brasil. No fim de 2010, procurou Emma Kwasnica, fundadora da EOF, para entender melhor como funcionava a troca de leite (em intermédio de um banco de leite oficial), e foi quando descobriu que as leis no Brasil não permitem essa prática.

Simone, mãe de Rebeca, 10 anos, e Rafael, 6, não se abateu, apenas mudou o projeto inicial. Criou, então, o Aleitamento Materno Solidário no Facebook com o objetivo de trocar informações sobre a amamentação e incentivar a doação para os bancos de leite. “Quando meu segundo filho nasceu, eu doei leite por seis meses. Sei o quanto esse ato é bacana e importante e lembro como ficava encantada quando recebia o relatório que mostrava como meu leite era usado”, diz. Atualmente, a comunidade já conta com quase 400 seguidores.

A pedagoga, que está fazendo mestrado de psicologia na educação e a amamentação será parte de sua tese, diz que entre as principais dúvidas das mães estão o jeito certo de amamentar e como lidar com a angústia de voltar ao trabalho e não prejudicar o aleitamento.

Simone Carvalho
Simone está surpresa com seu projeto. “Eu não pensei que a repercussão fosse tão rápida nem como essa troca com outras mães me ensinaria tanto também, apesar de meus filhos serem maiores”, afirma.

E você? Já pensou em doar o leite excedente para outros bebês? Em algumas cidades, os bancos de leite humano realizam parcerias com outros órgãos para receber o leite doado. Para saber se há coleta domiciliar na sua cidade acesse: http://www.redeblh.fiocruz.br.

 Fonte: Revista Crescer

Tire algumas dúvidas sobre a doação do leite materno:

Tenho leite demais. Posso doar?

Sim. O Brasil tem uma boa tradição de bancos de leite, e há vários deles espalhados pelo território, muitas vezes dentro das próprias maternidades. Algumas cidades fazem parceria com o Corpo de Bombeiros, para que o leite ordenhado seja recolhido na casa das doadoras.

O leite doado vai para o banco de leite, onde sofre um processo de pasteurização e é destinado a bebês prematuros ou que estejam internados em centros de tratamento intensivo neonatal.

Há restrições para as doadoras?

Os bancos de leite fazem um cadastramento cuidadoso das doadoras, acompanham o processo de aleitamento e dão orientações sobre a doação. Em termos gerais, é preciso que o próprio filho da nutriz (a mulher que fornece o leite) esteja recebendo leite materno, a não ser em caso de força maior. Muitas vezes, mulheres que têm prematuros mantêm a ordenha no hospital para estimular a produção de leite, mesmo que o bebê ainda não possa mamar. Esse leite então é armazenado pelos bancos de leite.

Como o leite é destinado a prematuros ou pacientes de UTIs neonatais, há um controle rígido da saúde da doadora. Os principais requisitos para doar são:

• Apresentar exames do pré ou do pós-natal comprovando estar bem de saúde.
• Não fumar mais que dez cigarros ao dia.
• Não tomar medicamentos incompatíveis com a amamentação.
• Não usar álcool ou drogas ilícitas.

Como é feita a doação?

Embora em alguns bancos de leite haja o uso de bombinhas elétricas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a ordenha seja manual, para que haja menos chance de contaminação. A coleta pode ser feita no próprio banco de leite ou em casa -- dependendo do caso, alguém buscará o leite uma vez por semana. São necessários alguns cuidados especiais durante a ordenha, como:

• Usar lenço ou touca de banho nos cabelos na hora da coleta
• Usar máscara ou uma fralda de pano no rosto
• Evitar conversar durante a ordenha
• Lavar as mãos e o antebraços com água e sabão, até os cotovelos; manter as unhas curtas e limpas
• Desprezar os primeiros jatos de leite (cerca de 1 ml)
• Usar recipiente esterilizado, de boca larga, para recolher o leite
• Guardar o leite coletado imediatamente no congelador
• Não encher demais o recipiente

Como descubro onde há um banco de leite perto de mim?

Consulte a lista de endereços e telefones e obtenha mais informações sobre a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano no endereço http://www.fiocruz.br/redeblh.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estudo feito pelo Ministério da Saúde relaciona crescimento desta forma de parto ao aumento de bebês com baixo peso

Cesáreas já são 48,4% dos partos


Ministério da Saúde inicia uma campanha para estimular o parto normal e mostrar que o método é bom para a mãe e o bebê. Risco de morte na cesariana é maior
O Ministério da Saúde está relacionando, pela primeira vez, o crescimento acelerado do número de cesáreas realizadas no País ao aumento dos nascimentos de bebês com baixo peso. A relação foi feita pelo ministro da pasta, José Gomes Temporão, durante entrevista coletiva para divulgar o estudo Saúde Brasil.
Dados da pesquisa mostram que as cesarianas, que representavam 38% dos partos do País em 2000, atingiram 48,45% em 2008 - proporção bem acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na Baixada Santista, o crescimento foi ainda maior: passando de 44,21% para 57,98% no mesmo período. Em 2008, dos 2.928.237 nascimentos ocorridos em todo o País, 1.418.796 foram cesarianas e 1.505.650, normais. Entre as cesáreas, 122.783, ou 8,6%, resultaram em nascimentos de bebês com baixo peso, enquanto nos partos vaginais esse índice foi de 7,94%.
Na Baixada Santista, o número de nascimentos de crianças com baixo peso por cesárea cresceu 25,82% em oito anos. Mas aqui o percentual de bebês com menos de 2,500 gramas foi praticamente igual nesse período. Em 2008, das 10.551 crianças nascidas por parto vaginal, 8,25% estavam abaixo do peso ideal, enquanto nas cesarianas, esse índice foi de 8,66%, de um total de 14.586. Segundo o diretor de análise de situação da saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio Neto, o baixo peso ao nascer é o fator de risco mais importante para a mortalidade infantil, principalmente para o componente neonatal precoce.
Conforme dados do Saúde Brasil, o Sul e o Sudeste têm alto índice de partos cesáreos e de bebês com baixo peso. Menores percentuais de bebês com baixo peso estão localizados em regiões com menor incidência de partos cesáreos ­ Norte e Nordeste. "
Estes resultados levantam a hipótese de que o alto número de cesáreas pode estar contribuindo para o aumento do baixo peso nas regiões Sul e Sudeste, conforme já apontam outros estudos publicados no Brasil", disse Libânio Neto.

ANTES DO TEMPO

A preocupação do Ministério da Saúde, segundo o diretor, é com as cesáreas com datas marcadas, sem o uso de recursos diagnósticos que deem segurança ao procedimento.
"Os partos estão cada vez mais sendo realizados antes do tempo, do ponto de vista da maturidade do feto", alertou o ministro da Saúde.
O problema éque essa antecipação do parto pode resultar na prematuridade iatrogênica - quando se agenda uma cesariana por supor que o bebê está maduro, mas ele nasce prematuro. "O que assusta é o alto índice de casos nos hospitais privados, em que as cesáreas são agendadas por conveniência", salientou o diretor. Para evitar a prematuridade iatrogênica, a coordenadora da Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde de Santos, Vera Aparecida Andrade, sugere que mesmo que seja programada uma cesárea, a mãe espere entrar em trabalho de parto, pois esse seria um sinal de que o bebê está pronto para nascer.

"Os ginecologistas e obstetras precisam ter a consciência de que a gestação dura 40 semanas ou 280 dias e o ideal é que a paciente entre em trabalho de parto.

A cesárea só pode ser indicada pelo médico quando a gravidez está em torno de 40 semanas", Vera Aparecida. 


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cesárea adia primeira mamada do bebê, diz estudo

Pesquisa feita com 8.397 mulheres no Rio mostra que aleitamento começa 10 horas após cirurgia, contra 4 horas no parto normal

FLÁVIA MANTOVANIDA REPORTAGEM LOCAL

Mulheres que passam por cesariana demoram mais a começar a amamentar seus bebês do que aquelas que se submetem a parto normal. É o que mostra um estudo feito com 8.397 mães em 47 hospitais públicos e privados do Rio de Janeiro.

Quanto antes ocorrer a primeira mamada, menores são as chances de mortalidade neonatal. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que ela aconteça logo na primeira hora de vida. Publicado na última edição dos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e realizado por pesquisadores da Secretaria de Saúde de Queimados (RJ), da Universidade Federal Fluminense e da Fiocruz, o levantamento mostra que a amamentação demora cerca de dez horas para ser iniciada após a cesárea -no parto normal, o tempo médio é de quatro horas. Das mães que fizeram o parto natural, 22,4% conseguiram amamentar na primeira hora e 86%, no primeiro dia após o nascimento-a taxa foi de 5,8% e 76%, respectivamente, nas cesarianas.

A pediatra Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), afirma que questões hormonais podem explicar a maior dificuldade de amamentar após a cesárea. Na hora da cirurgia, a placenta pode não estar tão madura quanto estaria se o parto fosse natural, o que prejudica a produção do hormônio lactogênio placentário, que modula a produção do leite."Normalmente, a mulher que passa por cesárea não está no máximo da produção desse hormônio. Assim, demora a ter a chamada apojadura, quando ela sente a mama cheia, o que facilita a "pega" do bebê."

Ela diz que não há problema em colocar o bebê junto da mãe logo após a cesariana. "Há quem ache que a mãe está cansada e por isso não coloca. Mas a mulher deve pedir isso."

Benefícios

A amamentação precoce facilita a saída de leite da mama, ajuda na recuperação da mulher e faz com que o bebê chore menos, entre outras vantagens.

O leite passa anticorpos da mãe para o bebê, protegendo-o em uma fase em que seu sistema imune está vulnerável. Um desses anticorpos, que "forra" o intestino e forma uma barreira contra microorganismos, é mais secretado no colostro, o leite produzido nos primeiros três a cinco dias do pós-parto, ressalta Sarni.

O leite contém, também, probióticos, bactérias que reforçam a flora intestinal do bebê.

Na pesquisa, menos de metade dos recém-nascidos que ficaram em berçários mamaram logo no primeiro dia -esse foi o fator que, isoladamente, mais contribuiu para a demora no aleitamento. "O alojamento conjunto é um direito da mãe. O ideal é que ela fique o tempo todo com seu bebê", diz Sarni.

Fonte: Folha.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Amamentação garante melhor condição física na adolescência

Ingestão de leite materno até os seis meses deixam músculos mais fortes

A amamentação de recém-nascidos traz muitas vantagens no curto e no longo prazo para os bebês. Entre elas, uma recém-descoberta indica, que a amamentação dá ao filho uma melhor resistência física no futuro. Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, descobriu que adolescentes que foram amamentados ao nascer têm os músculos da perna mais fortes do que aqueles que receberam leite artificial.
Os adolescentes que foram amamentados entre os três e cinco meses, ou por mais de seis meses, apresentaram metade do risco de ter baixo desempenho no exercício de saltos quando comparados com aqueles que nunca haviam sido amamentados. 

Pais de 2.567 adolescentes informaram aos pesquisadores qual foi o tipo de alimentação dada aos seus filhos ao nascer e o tempo em que isso durou. Os adolescentes também realizaram testes físicos para avaliar várias habilidades tais como capacidade aeróbica e força muscular.

O estudo mostra que os adolescentes que foram amamentados quando bebês têm músculos mais fortes nas pernas do que aqueles que não foram. Além disso, a força muscular da perna apresentou-se maior naqueles que haviam sido amamentados por um período maior de tempo.

Este tipo de alimentação (exclusiva ou em combinação com outros tipos de alimentos) está associada com um melhor desempenho no salto horizontal por meninos e meninas, independentemente de fatores morfológicos, como a quantidade de gordura, altura do adolescente ou a quantidade de músculo.

Enrique García Artero, o principal autor do estudo, afirmou que até agora nenhum estudo examinou a associação entre amamentação e aptidão muscular no futuro.
- Nossos resultados, no entanto, concordam que outras condições, tais como o peso ao nascer, estão positivamente relacionadas com a melhor condição muscular durante a adolescência.

Benefícios da amamentação

O pesquisador o quanto a amamentação é importante para a saúde da criança no futuro.

- Se todas as crianças fossem amamentadas a partir do nascimento, seria possível poupar cerca de 1,5 milhões de vidas.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o leite materno é considerado o "alimento perfeito" para ser dado ao bebê como único alimento durante os primeiros seis meses de vida e até os dois anos.

Quanto ao recém-nascido, a vantagem nos primeiros anos de vida incluem a proteção imunológica contra alergias, doenças de pele, obesidade e diabetes, bem como a garantia do crescimento, do desenvolvimento e da inteligência do bebê.

A amamentação também traz benefícios a mulher tais como redução da hemorragia pós-parto, diminui o risco de anemia, de mortalidade materna e o risco de câncer de mama e ovário. Além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Do R7

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Episiotomia: necessidade ou fantasia?




O que é a episiotomia?
A episiotomia é um procedimento cirúrgico que visa ampliar a abertura da região vulvoperineal no momento do desprendimento da cabeça do bebê. Este procedimento consiste em realizar uma incisão sobre o períneo a partir da fúrcula vaginal. Esta incisão abrange a pele, mucosa vaginal, aponeurose superficial do períneo e as fibras dos músculos bulbocavernoso e do transverso superficial do períneo e às vezes fibras internas do músculo elevador do ânus.

Para que foi proposta?
Em 1910, quando foi proposta por Michaelis, acreditava-se que poderia diminuir os danos que o parto vaginal provocaria no assoalho pélvico.

Quais são as novidades?
Desde a década de 80 são realizados estudos que mostram que a episiotomia, ao contrário do que se imaginava, aumentava a incidência do trauma perineal e não o protegia.
Os estudos mostraram que a episiotomia mediana está associada com alto índice de laceração de terceiro e quarto graus (ruptura de esfíncter retal e reto) o que pode levar a incontinência fecal. A episiotomia mediolateral está associada à maior incidência de dispareunia (dor ao coito) e dor perineal. Além disso, ela não diminui a incidência de incontinência urinária, de queda da bexiga ou do intestino nem consegue manter a força muscular do assoalho pélvico. A episiotomia consegue diminuir a incidência de lacerações de 1º e 2º graus e de lacerações periuretrais, porém os estudos mostraram que as mulheres que tiveram lacerações espontâneas têm menor índice de complicações em relação às mulheres episiotomizadas, e em alguns casos estas lacerações nem necessitam de sutura, pois são muito superficiais.


Quais são os motivos para que ela continue sendo praticada?
Talvez o real motivo de a episiotomia continuar sendo praticada rotineiramente seja uma fantasia relacionada à sexualidade. No momento do parto a passagem do bebê distende o colo do útero, a vagina e, por último, o períneo. Quando se faz a episiotomia, o períneo não é tão distendido, ele não precisa dilatar para a passagem do bebê, o que leva a uma falsa idéia de que assim pouparíamos a vagina inteira de uma distensão que jamais se recuperaria. Existe a ilusão de que a vagina ficará aberta e frouxa para sempre e será incapaz de proporcionar prazer ao homem e à própria mulher. A episiotomia seria capaz de devolver a mulher à condição virginal, pois quando é suturada se realiza o “ponto do marido” que consiste em um ponto que aproxima alguns músculos do assoalho pélvico e faz com que a vagina fique mais fechada do que era antes do nascimento da criança.


Os órgãos genitais conseguem voltar a sua forma original?
Na realidade o colo do útero se abre de zero para dez centímetros para a passagem do bebê e em poucos dias após o parto volta à sua forma original. O próprio corpo do útero que aumentou de tamanho para poder alojar o bebê durante a gestação em poucos dias volta a ficar do tamanho de uma pêra. A vagina e o períneo se distendem para a passagem do bebê, mas retornam imediatamente às suas formas anteriores. A força muscular, o grau de elasticidade e o calibre da vagina se modificam após um parto, lembrando que a episiotomia não impede que estas alterações aconteçam. A intensidade destas alterações depende do tipo de tecido conjuntivo de cada mulher e do preparo da musculatura com exercícios vaginais prévios e posteriores ao parto.


Como podemos ajudar na recuperação do corpo e dos órgãos sexuais após o parto?
Imediatamente após o parto, temos muitas alterações físicas, o abdome permanece proeminente e flácido, existem alguns excessos de gordura por toda parte, mas a recuperação física depende imensamente dos cuidados que a puérpera tem com seu corpo. Aquelas que fazem exercícios e se alimentam adequadamente se recuperam rapidamente e muitas vezes não ficam com nenhuma alteração física ou estética decorrentes da gestação. O mesmo pode se esperar da vagina e do períneo: se a mulher realizar exercícios e massagens perineais pré e pós-parto terá uma recuperação melhor. Algumas mulheres podem ficar com uma pequena alteração no calibre da vagina, mas isto não traz nenhuma implicação para sua saúde e muito menos para sua vida sexual.


Qual a verdadeira relação entre calibre vaginal e prazer sexual?
Acreditar que o prazer sexual depende do calibre da vagina é equivalente a acreditar que o prazer dependa do tamanho do pênis, ou seja, significa crer que o prazer sexual provém do atrito entre os órgãos genitais masculinos e femininos e nada mais. Sabemos que isto não é verdade, pois, durante um ato sexual prazeroso para o casal existe uma lubrificação intensa e a fricção mal pode ser sentida. O prazer sexual depende da libido (desejo sexual), e esta depende de uma infinidade de fatores emocionais e circunstanciais. Portanto, a episiotomia, mesmo que mantivesse a vagina com um calibre menor, jamais poderia garantir sucesso sexual a um casal.

Quando a episiotomia deve ser realizada?
A indicação da episiotomia é um tópico controverso, pois sua indicação depende de observações subjetivas e algumas objetivas.
A indicação mais objetiva é o sofrimento fetal no período expulsivo, neste caso a episiotomia abrevia o tempo para a saída do bebê trazendo benefícios para sua vitalidade.
Fetos muito grandes estão associados a maior incidência de lacerações importantes, neste caso a episiotomia pode ser preventiva, mas algumas mulheres com fetos grandes e períneos elásticos e preparados com exercícios e massagens perineais podem não apresentar lacerações, portanto aí vem a subjetividade.
Outra indicação é a iminência de ruptura no períneo resistente.
A aplicação de fórceps deve ser acompanhada de episiotomia, pois este instrumento faz com que a cabeça do bebê saia muito rápido além de se somar ao tamanho da cabeça do bebê tornando este volume muito grande, o que em muitos casos pode provocar lacerações vaginais importantes.


Por:
Betina Abs da Cruz Bittar  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CFM quer facilitar parto normal

FABIANE LEITE - O Estado de S.Paulo

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem parecer que defende a existência de plantonistas de obstetrícia para as parturientes, o que propicia o parto normal. O parecer também pede que as gestantes sejam informadas, logo no início do pré-natal, sobre como será o acompanhamento do parto.

Atualmente, muitas mulheres são submetidas à cesariana, que é pior para a mulher e o bebê na grande maioria dos casos, em razão da não disponibilidade do médico que a acompanhou durante o pré-natal.

A baixa remuneração dos partos normais, principalmente na rede privada de saúde, propicia a decisão pela cesariana, independentemente de sua real necessidade. Atualmente a maioria dos partos nos planos é por meio de cesariana.

Segundo o conselheiro do CFM José Hiran da Silva Gallo, é importante deixar claro que uma equipe poderá realizar o parto. "Toda a gestante deve ter direito a um serviço 24 horas, com médicos obstetras habilitados."

O parecer deverá ser enviado a todos os conselhos regionais de medicina e às sociedades de especialidades médicas. 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ministério da Saúde divulga estudo sobre gravidez no Brasil



Entre os dados, descobrimos que o número de gravidez na adolescência caiu enquanto o número de cesáreas cresceu.



Ministério da Saúde divulgou um estudo nesta terça-feira informando alguns dados interessantes sobre a gravidez no Brasil.
 
O número de partos no País, por exemplo, caiu 9% entre o período de 2000 e 2008. A faixa de idade que mais contribuiu para essa queda foi a de 15 a 24 anos, concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste, somando mais de 50% do número de meninas.

Numa faixa etária mais alta, entre as mulheres de 25 a 44 anos, a região que teve a maior concetração de partos foi o Sudeste.

Apesar da média de partos no Brasil ter caído 9%, a Região Norte apresentou um número na contramão dessa tendência e foi a única a registrar aumento de nascimentos. O crescimento ficou em torno de 8,2 e, segundo o Ministério da Saúde, este crescimento reflete a ampliação do sistema que verifica a taxa de natalidade no país. A região que apresentou maior queda na natalidade foi o Sul, onde o número de partos caiu 17,7%.

Ainda assim, o Ministério da Saúde considera precoce a fecundidade no país, onde 20% dos partos são de garotas com entre 15 a 19 anos e 29% entre 20 e 24.

Cesárea

O Governo tentou, fez campanha e divulgou dados, mas aparente não deu certo. Considerada uma opção não muito o número de cesarianas boa, o parto cesariana cresceu. Isso talvez reflita o ainda comum “medo do parto” por parte das mães. A Cesárea passou de 38% dos partos, em 2000, para 47% em 2007. O estudo comprovou também que bebês nascidos de cesárea têm peso menor do que os nascidos por parto natural.

Pré-Natal

Apesar da importância do Pré-Natal – e apesar do crescimento no número de mulheres que fazem pelo menos sete consultas ou mais de pré-natal – ainda é considerado baixa a quantidade me mulheres que aderem ao cuidado: de 43,7% para 55,8%.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Médicos saem em defesa do parto natural, sem anestesia no ES

Para reduzir os riscos de complicações, médicos no Estado saem em defesa do parto natural, que é feito sem medicamentos, anestesia ou cortes.

O ginecologista e obstetra Paulo Batistuta, membro da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, explica que o parto natural depende de uma atitude solidária do médico, não de muita técnica.

"Eu me considero, no parto natural, o guardião do bem-estar da mãe e do bebê. Se algo fugir da normalidade, é a minha hora de interferir", comentou.

Soraya Freitas, acompanhada do marido Daniel e do ginecologista Paulo Batistuta


O ginecologista e obstetra Otto Baptista, presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (SIMES), destacou que a recuperação no parto feito pelo canal vaginal é mais rápida.

Enquanto as mulheres que fazem cesariana ficam com pontos no abdômen e têm de retirá-los depois, aquelas que não fazem cirurgia, em geral, vão para casa 36 horas após o nascimento do bebê e não precisam passar por outros procedimentos.

O ginecologista, obstetra e sexólogo Elvídeo dos Santos diz que a vaidade é um dos obstáculos para o aumento de partos normais e naturais. Segundo ele, muitas mulheres acreditam que a passagem de um bebê pelo canal vaginal pode prejudicar o futuro das relações sexuais.

Autor: Antônio Moreira
Jornal A Tribuna – ES 06/12/2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Número de cesarianas em hospitais particulares do Brasil é um dos mais altos do mundo

De cada dez partos realizados na rede privada, oito são cesarianas.

O número de cirurgias cesarianas nos hospitais privados brasileiros está muito acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Isso porque, de cada dez partos, oito são cesarianas. O órgão internacional recomenda que o número não passe de 15% de todos os partos realizados.
Uma pesquisa brasileira mostra que os bebês por aqui nascem em horário comercial, entre às 9h e às 18h.
Para tentar diminuir a quantidade de cirurgias e incentivar o parto normal, o Ministério Público Federal vai pedir aos planos de saúde que paguem melhor aos médicos, aumentando o preço de seus honorários.



Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/numero-de-cesarianas-em-hospitais-particulares-do-brasil-e-um-dos-mais-altos-do-mundo-20101015.html