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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Relato de Parto da Larice mãe da Lara

 Nascimento da Lara

Em 2014 Deus nos presenteou com a nossa pequena e sorridente Lara!

Nos presenteou também com esta linda cena de parto, da qual tenho muito orgulho, pois foge dos padrões convencionais!

Pós Parto Imediato

 Foi um parto normal, sem anestesia, sem episiotomia e graças a Deus rápido (um parto a jato). Já cheguei no hospital com 10 cm de dilatação e a Lara nasceu ali no pronto socorro mesmo, não deu tempo de ir para o centro cirúrgico, nem tampouco colocar touca e camisolinha. Foi um parto rápido graças à Deus e sem intervenções graças a Ele e à minha santa doula Thaís Ramos.

 Sei que o papel de doula não é o de impedir episiotomia, mas no meu caso foi graças à doula que eu não sofri esta intervenção desnecessária ( na maioria das vezes). Como lhe sou grata por isto Thaís! Como a minha obstetra Jaqueline Alvarenga estava ainda a caminho do hospital e Lara já estava nascendo, fui atendida pela médica de plantão.

Eu fiquei assustada e perguntei para a médica: O bebê está nascendo? E ela me disse: - Sim, e vai nascer comigo, sendo que você nunca me viu antes.

Para completar, no meio do trabalho de parto eu perguntei a esta médica se ela iria fazer a episiotomia, e ela me disse que sim, que precisava ser feito para o bebê nascer. E eu disse à ela que não, que a minha médica não ia fazer este procedimento. Mas ela me ignorou e pegou o bisturi.

A enfermeira ainda zombou dizendo que as pacientes da Dra. Jaqueline eram todas diferentes. Neste exato momento a Thaís chegou e fez um sinal para a médica parar. Desta forma, a minha doula foi a responsável pelo parto ter sido sem intervenções.

 Agora eu entendo porque na maioria dos relatos de parto que li no grupo Gesta Vida as pessoas empregam o pronome possessivo "minha" doula. Doula é uma profissão tão linda que dá vontade de dizer que você tem uma! A Thaís desempenha esta profissão com tanta dedicação e amor que dá orgulho de dizer "minha doula".

Lara minutos após o seu nascimento 
 As fotos do parto postadas aqui são de sua autoria. Além de doula também é uma excelente fotógrafa. Obrigada Thaís! Uma pena que o nosso contato tenha sido tão curto, pelo fato de morar distante.

E por falar em distância, este é outro ponto que quero chegar. Infelizmente no Brasil é preciso lutar para se ter um parto normal, e é por isso que mesmo morando em Alegre fui ter meu parto em Vila Velha.

 Fui atrás de um médico humanizado. Estes profissionais são raros! Sabia que a chance de ter um parto normal com um médico não humanizado seria mínima. E mais uma vez Deus colocou uma excelente profissional em meu caminho, Dra. Jaqueline. Ela também foi responsável pelo parto ter sido tão tranqüilo.

Durante todo o pré-natal sempre me orientou sobre o parto normal, me disponibilizando livros e vídeos e me transmitindo muita segurança. Dra. Jaqueline chegou logo depois da Thaís no pronto socorro, e assim que ela entrou todos saíram de cena, a médica plantonista e a enfermeira que gritava comigo para fazer força direito por que se não o bebê não ia nascer. Dra. Jaqueline a primeira coisa que fez foi me perguntar se eu gostaria de mudar de posição e a Thaís acariciou os meus cabelos dizendo que estava tudo bem.

Profissionais humanizados, isto faz toda a diferença! Lara nasceu logo depois! E para completar o papai cortou o cordão umbilical e a Lara veio para o meu colo amamentar assim que nasceu. Isto também faz toda a diferença! Lara amamenta até hoje exclusivamente no peito!

 Bom, e por que estou contando tudo isso?

 Porque eu gostaria muito de contribuir para mudar mais uma posição lamentável que o Brasil ocupa: ser o único país no mundo onde o número de cirurgias cesarianas é maior que o de partos normais.

Quem sabe consigo inspirar alguma mulher a ser protagonista do próprio parto e acreditar na sua capacidade fisiológica de parir. Mas, fica a seguinte dica:

1) Contrate uma doula! 

Não consigo me ver parindo sem ter uma doula! No auge da minha dor, a caminho do hospital, eu só me lembrava da doula.

Cheguei a pensar que se aquela dor persistisse eu não agüentaria e pediria a cesárea. Por isto, acho que a ajuda de um profissional qualificado é essencial. Além do mais, as dicas que Thaís me repassou na manhã do parto contribuíram muito para que eu ficasse tranqüila, sentindo as contrações em casa, sem correr para o hospital.

 Thaís me disse que eu já estava em trabalho de parto e que o bebê nasceria provavelmente na madrugada. Foi ótimo saber de uma profissional que tudo o que estava acontecendo comigo era normal e que o melhor era me alimentar e descansar para guardar energia para a hora do parto. Por isto, fiquei bem tranqüila, sentindo todas as dores no conforto do meu lar, e só quando não agüentei mais corri para o hospital.

Além disso, como infelizmente no Brasil não basta a mulher querer para se ter um parto normal, também fica a dica:

2) Procure médicos humanizados! 

Não adianta aqueles que falam que faz parto normal, você tem que procurar um médico que realmente é adepto ao parto normal. Se não, você passará por um sério risco de ter uma cesárea desnecessária. Além do mais, se você optar por uma cesárea, o médico humanizado respeitará sua decisão e também o tempo do bebê, evitando as cesáreas agendadas.

No mais é isto, e como diria Michel Odent (médico obstetra pioneiro nas práticas do nascimento humanizado) " para mudarmos o mundo precisamos mudar a forma como nascemos"

Lara com 11 meses

sábado, 16 de agosto de 2014

Trabalho de parto - Entendendo as contrações

Entendendo Melhor as Contrações- Texto da


Uma das dúvidas mais comuns das gestantes é a respeito das contrações do trabalho de parto. Como reconhecê-las? Como saber quando o trabalho de parto começou? E como saber a hora de ir para a maternidade? Neste post, tentarei explicar um pouco melhor como se originam as contrações, sua evolução durante o trabalho de parto e como contá-las.
Espero que gostem!
O que é uma contração?
"O útero basicamente tem uma serosa ou epimétrio, uma musculatura que é o miométrio e uma camada interna, que é o endométrio.

O miométrio é uma musculatura toda misturada, com células musculares lisas que tem uma característica especial. Além de se multiplicarem, essas células alongadas e fusiformes crescem em até 20 vezes (em caso de gravidez). Outra característica importante é que essa musculatura não recebe uma ordem de contração de fora. Algumas células musculares do útero, perto das trompas, adquirem capacidade de produzirem estímulo nervoso, são marcapassos.

O músculo uterino tem dois marcapassos, cada um perto de uma das trompas. Então a contração do útero nasce na trompa. A contração do útero é formada no próprio útero, não dependendo de estímulo nervoso." Fonte
"Fatores hormonais que aumentam a contratilidade uterina

a) Maior proporção de estrógeno em relação à progesterona: de acordo com a literatura o estrógeno aumenta a contratilidade uterina, pois aumenta o número de junções comunicantes na musculatura deste órgão. A progesterona, por sua vez, reduz esta contratilidade, pois seqüestra Ca2+. A partir do sétimo mês ocorre um aumento na produção estrogênica e uma ligeira diminuição na concentração de progesterona. 

b) Ocitocina como forte estimulador da contração uterina: existem quatro razões para acreditar-se que a ocitocina seria importante para aumentar a contratilidade do útero próximo ao termo, sendo elas:

· Durante os últimos meses de gravidez a musculatura uterina aumenta seus receptores para ocitocina aumentando consequentemente sua sensibilidade a determinada dose de ocitocina.· A secreção de ocitocina pela neurohipófise é maior durante parto. Isso se deve principalmente a reflexos neurogênicos gerados a partir da dilatação ou irritação do colo uterino.

c) Efeitos de hormônios fetais sobre o útero:· A hipófise do feto secreta grande quantidade de ocitocina;· Glândulas adrenais do feto secretam grande quantidade de cortisol;· As membranas fetais liberam concentrações elevadas de protaglandinas.

Fatores mecânicos que aumentam a contratilidade uterina

a) Distensão da musculatura uterina: a simples distensão de órgãos da musculatura lisa geralmente aumenta sua contratilidade. Ademais, a distensão intermitente como ocorre repetidamente no útero por conta dos movimentos fetais, pode causar a contração dos músculos lisos uterinos.

Inferência clínica: os gêmeos nascem em torno de 19 dias antes do que um só bebê o que corrobora a importância da distensão mecânica para provocar as contrações uterinas.

b) Distensão ou irritação do colo uterino: apesar de não se saber o mecanismo exato pelo qual tal irritação e distensão influenciam no aumento das contrações uterinas duas possibilidades são propostas: 1) a distensão e/ou irritação causa reflexos neurogênicos que poderiam aumentar a secreção de ocitocina pela neurohipófise e 2) transmissão miogênica de sinais do colo ao corpo uterino.
" Fonte
As contrações de treinamento
"Ate 30 semanas de gestação, a atividade uterina é muito pequena, inferior a 20 UM. Existem contrações reduzidas, freqüentes, cerca de uma por minuto. Os registos de pressão amniótica evidenciam que permanecem restritas a diminutas áreas do útero. De quando em quando surgem contrações de Braxton-Hicks: em torno de 28-32 semanas, até 2 contrações/hora. O tono uterino permanece entre 3-8 mmHg. As contrações de Braxton-Hicks resultam mais da soma de metrossístoles assincrônicas, parcialmente propagadas, do que de atividade bem coordenada. Após 30 semanas a atividade uterina aumenta vagarosa e progressivamente pré-parto (as últimas 4 semanas) observando-se, pelo geral, contrações de Braxton-Hicks mais intensas e freqüentes, melhorando a sua coordenação e difundidas em áreas cada vez maiores da matriz (até 3 contrações/hora). Embora diminuídas em número, permanecem nos traçados obtidos nessa época. O tono se aproxima de 8 mm Hg.

A transformação da atividade uterina no pré-parto se faz pelo:

  • aumento progressivo da intensidade das pequenas contrações
  • se tornam mais expansivas
  • a freqüência diminui gradativamente." Fonte
Alarmes-falsos

Como foi citado acima, as contrações de treinamento vão progressivamente se modificando, tornando-se mais fortes e mais espaçadas o que, nas últimas semanas da gestação gera os conhecidos "alarmes falsos". Os alarmes falsos são contrações doloridas, mas que não "engatam" em um trabalho de parto ativo. Em muitos casos, as mulheres têm contrações fortes, doloridas, e ritmadas (de 10 em 10 min, 5 em 5 min, etc), mas isso não dura muito tempo, apenas alguns minutos ou algumas poucas horas. Os alarmes falsos são um pouco diferentes dos pródromos, aquelas cólicas chatas e desconfortos no quadril que anunciam que o trabalho de parto está se preparando para começar. Durante o alarme falso, a impressão é de que o trabalho de parto começou mesmo! Só que, depois de algum tempo, as contrações param. Muitas vezes as mulheres são orientadas a fazerem um teste: tomarem um longo banho bem quente ou um buscopan (ou os dois). A maioria dos alarmes falsos cessa com essas medidas, já o trabalho de parto de verdade, não.

O início do trabalho de parto
O que marca o início do trabalho de parto é a presença de contrações uterinas regulares, que não cessam e vão se tornando progressivamente mais intensas. Na maioria dos casos, as mulheres comparam as sensações do início do trabalho de parto com cólicas menstruais fortes, e observam um endurecimento da barriga, que dura de 30 a 45 segundos de cada vez. Os intervalos das contrações no início do trabalho de parto podem ser grandes, e geralmente as mulheres começam a desconfiar que estão realmente em trabalho de parto quando as contrações começam a vir de 10 em 10 minutos, mais ou menos. A cada contração, o bebê é completamente empurrado para baixo pela força do útero, e o colo do útero cede lentamente às pressões repetidas exercidas pela sua cabeça, o que causa a dilatação e consequentemente a dor. A dor da dilatação do colo uterino é geralmente sentida no pé da barriga, apenas durante a contração.
As fases do trabalho de parto

Durante a evolução do trabalho de parto, as contrações vão mudando. A primeira fase do TP, ou fase latente, é a que tem maior duração, podendo durar horas ou dias. Nessa fase, as contrações são curtas (duram em média 30 a 45 segundos cada) e bem afastadas umas das outras (20 min até 5 min de intervalo). Nessa fase, geralmente, a dor é facilmente suportável e o casal fica em casa, descansando, se alimentando, namorando...

Quando as contrações começam a ficar mais intensas e longas (chegando a 1 minuto de duração, em média), e mais próximas umas das outras, começa a chamada fase ativa. Nessa etapa do parto, a mulher muitas vezes tem a sensação que as contrações de repente passam a vir uma atrás da outra, e é muito frequente ela começar a sentir dores no quadril e no cóccix (é a cabeça do bebê descendo dentro do osso pélvico). É comum bater um medo nessa hora, uma dúvida se realmente ela vai dar conta de ir até o final. As contrações em si ainda são suportáveis, apesar de serem bastante doloridas e durarem mais, o problema é que, com intervalos menores, o cansaço aumenta, e aí vem a dúvida: "quanto tempo mais será que eu vou aguentar desse jeito?" (é nessa fase que se recomenda ligar para a parteira ou ir para a maternidade, dependendo do plano do casal.)

Nessa hora, geralmente, entram as Doulas com suas técnicas não farmacológicas de alívio da dor, e assim, de contração em contração, com a ajuda de massagens, palavras de conforto, e banhos quentes a fase ativa vai progredindo. Sua duração média é de 3 a 5 horas e ela engata na fase seguinte, a fase da transição, quase de maneira imperceptível. As contrações, que duravam 1 minuto, passam a durar mais do que isso, podendo chegar a 1 min e meio de duração (1 min e meio sentindo dor não é brincadeira!) seguidas de mais ou menos o mesmo tempo de intervalo. Nessa fase, vem a hora da covardia, em que muitas mulheres pensam que não vão dar conta, e pedem analgesia, pedem cesariana. Essa fase, para muitas mulheres, é a mais difícil do parto, porque a dor é muito intensa e elas não sabem quanto tempo mais aquilo vai durar. A boa notícia é que não dura muito tempo. Para algumas mulheres, são alguns minutos apenas, para outras pode chegar até 2 horas ou mais. Quanto maior for a entrega da mulher à Partolândia nesse momento, mais tranquila e rápida tende a ser a fase de transição.

A fase de transição termina quando, no meio da contração, a mulher começa a fazer força. Isso significa que o colo uterino dilatou completamente, e o bebê agora conseguiu inserir a cabecinha no canal vaginal (período expulsivo). Como o colo do útero aponta para trás, o bebê sai em direção ao intestino da mãe, e ao descer pelo canal, empurrado por cada contração, ele estimula os mesmos receptores que indicam para o cérebro quando o intestino está cheio e precisa ser esvaziado. Algumas mulheres relatam que sentem uma enorme pressão interna, outras dizem que sentem arder a vagina e outras ainda dizem que sentem como se tivessem um cocozão entalado. A força que a mulher faz nessa hora é involuntária, e não é ela que faz o bebê sair. É o útero, em toda a sua incontrolável força, que expulsa o bebê.

O final do trabalho de parto
Assim que o bebê nasce, o útero, que durante todo o trabalho de parto já vinha diminuindo progressivamente de tamanho, dá uma diminuída radical, sob efeito das altas doses de ocitocina naturalmente liberadas no expulsivo. O fundo do útero chega mais ou menos na altura do umbigo, e, lá dentro, a placenta permanece firmemente enraizada enquanto o bebê recebe sua dose extra de sangue e oxigênio, até ser capaz de respirar por si mesmo. Uma vez terminada sua função, a placenta se desprega da parede uterina, ainda sob efeito dos hormônios do parto. A mulher sente algumas contrações, mas que lembram mais o comecinho do TP, quando era tudo muito tranquilo ainda. A placenta é quente e mole, e geralmente sai acompanhada de uma certa quantidade de sangue, o que dá uma sensação de calor molhado nesse momento. Enquanto expulsa a placenta, o útero diminui mais uma vez de tamanho, ficando aproximadamente o dobro do seu tamanho habitual. 
Vou sentir contrações depois que o trabalho de parto terminar?


É absolutamente normal sentir cólicas durante o pós-parto. Na maioria dos casos, as mulheres não se sentem muito incomodadas com isso, pois são geralmente cólicas fraquinhas, mas para algumas mulheres, as cólicas pós-parto chegam a ser bastante incômodas. Elas tendem a ser mais frequentes e fortes durante a amamentação, pois a sucção do bebê estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que produz as contrações uterinas. As cólicas do pós-parto se devem ao retorno do útero ao seu tamanho normal após o parto, e são acompanhadas de um sangramento que é bastante abundante no início (bem mais do que uma menstruação) e vai diminuindo progressivamente. Na maioria dos casos, o sangramento cessa até 40 dias após o parto (se não cessar, é bom ir ao médico avaliar).


Contando as contrações

Existem diversos sites na internet e aplicativos para dowload que permitem contar contrações, como o Contraction Timer, o Contraction Counter, ou o Contraction Master. Todos eles funcionam mais ou menos do mesmo jeito: tem um botão, na hora em que a contração começa vc aperta o botão e na hora em que termina aperta de novo. Depois de algumas contrações, os programas geralmente indicam o tempo médio e a duração média das contrações. O problema é: quando as contrações estão mais doloridas, a mulher não se lembra de apertar o botão e nem de avisar quando a contração está começando nem acabando, rsrs! Mas normalmente, dá para se guiar apenas olhando para sua fisionomia: quando a contração começa, a maioria das mulheres franze a testa ou faz uma expressão mais tensa. Quando a contração termina, é comum a mulher relaxar os músculos e respirar aliviada.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

As 50 Intervenções desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto

(por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)
  1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífilis – VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B – AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das “Indicações das
desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.
 
18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer “a” força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos (“faça força agora”, “força comprida”, etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a “trincar os dentes e fazer força”).

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/”só uma ajudinha”.

33) Manobra de “divulsão” perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.
34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

Retirado do site do Núcleo Carioca de Doulas