sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Relato de Parto da Larice mãe da Lara

 Nascimento da Lara

Em 2014 Deus nos presenteou com a nossa pequena e sorridente Lara!

Nos presenteou também com esta linda cena de parto, da qual tenho muito orgulho, pois foge dos padrões convencionais!

Pós Parto Imediato

 Foi um parto normal, sem anestesia, sem episiotomia e graças a Deus rápido (um parto a jato). Já cheguei no hospital com 10 cm de dilatação e a Lara nasceu ali no pronto socorro mesmo, não deu tempo de ir para o centro cirúrgico, nem tampouco colocar touca e camisolinha. Foi um parto rápido graças à Deus e sem intervenções graças a Ele e à minha santa doula Thaís Ramos.

 Sei que o papel de doula não é o de impedir episiotomia, mas no meu caso foi graças à doula que eu não sofri esta intervenção desnecessária ( na maioria das vezes). Como lhe sou grata por isto Thaís! Como a minha obstetra Jaqueline Alvarenga estava ainda a caminho do hospital e Lara já estava nascendo, fui atendida pela médica de plantão.

Eu fiquei assustada e perguntei para a médica: O bebê está nascendo? E ela me disse: - Sim, e vai nascer comigo, sendo que você nunca me viu antes.

Para completar, no meio do trabalho de parto eu perguntei a esta médica se ela iria fazer a episiotomia, e ela me disse que sim, que precisava ser feito para o bebê nascer. E eu disse à ela que não, que a minha médica não ia fazer este procedimento. Mas ela me ignorou e pegou o bisturi.

A enfermeira ainda zombou dizendo que as pacientes da Dra. Jaqueline eram todas diferentes. Neste exato momento a Thaís chegou e fez um sinal para a médica parar. Desta forma, a minha doula foi a responsável pelo parto ter sido sem intervenções.

 Agora eu entendo porque na maioria dos relatos de parto que li no grupo Gesta Vida as pessoas empregam o pronome possessivo "minha" doula. Doula é uma profissão tão linda que dá vontade de dizer que você tem uma! A Thaís desempenha esta profissão com tanta dedicação e amor que dá orgulho de dizer "minha doula".

Lara minutos após o seu nascimento 
 As fotos do parto postadas aqui são de sua autoria. Além de doula também é uma excelente fotógrafa. Obrigada Thaís! Uma pena que o nosso contato tenha sido tão curto, pelo fato de morar distante.

E por falar em distância, este é outro ponto que quero chegar. Infelizmente no Brasil é preciso lutar para se ter um parto normal, e é por isso que mesmo morando em Alegre fui ter meu parto em Vila Velha.

 Fui atrás de um médico humanizado. Estes profissionais são raros! Sabia que a chance de ter um parto normal com um médico não humanizado seria mínima. E mais uma vez Deus colocou uma excelente profissional em meu caminho, Dra. Jaqueline. Ela também foi responsável pelo parto ter sido tão tranqüilo.

Durante todo o pré-natal sempre me orientou sobre o parto normal, me disponibilizando livros e vídeos e me transmitindo muita segurança. Dra. Jaqueline chegou logo depois da Thaís no pronto socorro, e assim que ela entrou todos saíram de cena, a médica plantonista e a enfermeira que gritava comigo para fazer força direito por que se não o bebê não ia nascer. Dra. Jaqueline a primeira coisa que fez foi me perguntar se eu gostaria de mudar de posição e a Thaís acariciou os meus cabelos dizendo que estava tudo bem.

Profissionais humanizados, isto faz toda a diferença! Lara nasceu logo depois! E para completar o papai cortou o cordão umbilical e a Lara veio para o meu colo amamentar assim que nasceu. Isto também faz toda a diferença! Lara amamenta até hoje exclusivamente no peito!

 Bom, e por que estou contando tudo isso?

 Porque eu gostaria muito de contribuir para mudar mais uma posição lamentável que o Brasil ocupa: ser o único país no mundo onde o número de cirurgias cesarianas é maior que o de partos normais.

Quem sabe consigo inspirar alguma mulher a ser protagonista do próprio parto e acreditar na sua capacidade fisiológica de parir. Mas, fica a seguinte dica:

1) Contrate uma doula! 

Não consigo me ver parindo sem ter uma doula! No auge da minha dor, a caminho do hospital, eu só me lembrava da doula.

Cheguei a pensar que se aquela dor persistisse eu não agüentaria e pediria a cesárea. Por isto, acho que a ajuda de um profissional qualificado é essencial. Além do mais, as dicas que Thaís me repassou na manhã do parto contribuíram muito para que eu ficasse tranqüila, sentindo as contrações em casa, sem correr para o hospital.

 Thaís me disse que eu já estava em trabalho de parto e que o bebê nasceria provavelmente na madrugada. Foi ótimo saber de uma profissional que tudo o que estava acontecendo comigo era normal e que o melhor era me alimentar e descansar para guardar energia para a hora do parto. Por isto, fiquei bem tranqüila, sentindo todas as dores no conforto do meu lar, e só quando não agüentei mais corri para o hospital.

Além disso, como infelizmente no Brasil não basta a mulher querer para se ter um parto normal, também fica a dica:

2) Procure médicos humanizados! 

Não adianta aqueles que falam que faz parto normal, você tem que procurar um médico que realmente é adepto ao parto normal. Se não, você passará por um sério risco de ter uma cesárea desnecessária. Além do mais, se você optar por uma cesárea, o médico humanizado respeitará sua decisão e também o tempo do bebê, evitando as cesáreas agendadas.

No mais é isto, e como diria Michel Odent (médico obstetra pioneiro nas práticas do nascimento humanizado) " para mudarmos o mundo precisamos mudar a forma como nascemos"

Lara com 11 meses

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Férias...

Bom dia,

A partir de hoje eu não responderei mensagens no instagram, Facebook, whatsapp e-mail.

Estou de férias, vou viajar e me desligar um pouco...

Até a volta....


Parto Humanizado da Fabiana e André, pais do Cauã

Essa é a Fabiana.

Ela teve seu bebê na segunda feira e me autorizou mostrar algumas fotos do expulsivo.

Seu parto foi lindo e rápido. Parabéns Fabi!!

Abaixo algumas frases do seu relato de parto!!!

"Chegou um momento que eu senti a necessidade de gritar, de colocar a energia para fora, sentia meu corpo se preparar para a fase final"

"No final, parei de sentir a dor e comecei a sentir vontade de fazer força instintivamente, mesmo sem ter sido avaliada, eu sabia que estava na fase final. "

"As contrações para fazer a força são mais tranquilas, dá para controlar com a respiração..."

" Só conseguia pensar que ele tinha que nascer, fechei os olhos e fazia a força, ela é a parte mais fácil do trabalho de parto, fazer força não doi..."

01:15 iniciou meu trabalho de parto e as 04:07 Cauã nasceu!!

26/01/2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Das Dor


Por Roselene de Araújo

A gente pode dissecar a questão da dor de infinitos modos. Sempre haverá uma maneira diferente de compreendê-la... Meu desejo seria poder escrever um texto tão sensível que fizesse todas as mulheres compreenderem o sentido da dor e aceitarem-se aliadas a ela ao invés de armarem-se para combatê-la. Mas sei que isto não é possível, porque meu texto será único, e as mulheres, infinitas em suas vivências e imagens da dor do parto construídas ao longo de suas vidas, mais ou menos maleáveis.

A dor (do parto) não é uma grandeza absoluta. Não mede xis unidades de qualquer coisa. Ela é relativa, e a múltiplos fatores combinados entre si, físicos e psíquicos, conscientes e inconscientes, e a combinação de todos eles produz a percepção psíco-física individual.

Não existe uma dor absoluta denominada "dor do parto". Mas quero deixar bem claro o que significa isso que acabei de dizer, e a principal coisa que isso NÃO significa é que a dor não exista. Porque o potencial pra doer beirando o insuportável é enorme. A probabilidade de sentir a mais punk das dores é esmagadora. Sim, há quem não sinta nada, mas é exceção. Não contem com isso.

Dói tanto porque o parto humano é o que apresenta a relação céfalo-pélvica mais estreita da natureza. Um dia resolvemos descer das árvores e caminhar sobre duas pernas. Outro dia resolvemos engrossar nossa camada de neo-córtex cerebral. Bípedes e cabeçudos, porque somos metidos a não ser bestas. E na hora de parir nossos filhotes... agüenta aquele canal estreitinho onde mal se conseguia enfiar um ob dilatando até 10cm de diâmetro pra passar um bitelão de 4kg... Dói, mas literalmente, passa.

Essa dor alucinante pode ser reconhecida como suportável quando a mulher, em primeiro lugar, ACEITA a participação dessa dor no trabalho de parto. A atitude em relação à dor poderia então ser de aceitação de alguma coisa que faz parte da natureza do nosso corpo. A dor (do parto) não é alguma coisa a vencer, não é alguma coisa contra a qual devemos lutar, porque ela não resulta de uma patologia, ela não
sinaliza alguma coisa que está errada, como uma fratura, por exemplo. Não. Ela sinaliza o processo fisiológico do parto. Essa dor é alguma coisa que só falta a gente enxergar que é aliada. Ela te deixa irritada e vc expulsa da sala quem tá sobrando, e vc não teria coragem de fazer isso se estivesse sóbria. Ela te leva a fazer força, ou a se contorcer, a gritar, gemer, e entre as contrações os intervalos são indolores e vc pode relaxar. A dor intensa leva ao transe, e esse transe tem que ser aproveitado, ele faz parte. E vem de dentro. Você não precisa de anestésicos, perneira, ordem pra fazer força, fórcipe. Você precisa de liberdade para vivenciar seu parto.

A dor do parto É você, que não deveria deixar esta parte de você ser subtraída por uma covardia que vem de fora. Quando uma mulher faz opção pela anestesia, certamente não foi pelas mãos dela que aquele aparato todo foi disponibilizado. Existem séculos de uma cultura desfeminilizante costurando essa rede em que se cai tão facilmente,
como eu mesma caí nos meus partos. É o médico que precisa da anestesia, são os outros que precisam do conforto de uma mulher parindo quietinha, como uma boa menina.

E tem outro aspecto que eu acho muito interessante que é a coisa do ritual de passagem. Nós cultivamos algumas manifestações externas de rituais, como casamentos, batizados, bar-mitzvahs, aniversários, festas da primavera, e essas festas refletem a nossa necessidade humana de marcar as passagens das fases, de criança inimputável para o adulto responsável, da vida individual para a vida em família, de um período de dureza para outro de fartura, enfim, quando passamos de uma fase para outra sem essa marca fica faltando alguma coisa. É da nossa natureza. Tive um tio que foi tratado com hormônios nos anos 40 para acelerar seu crescimento. Na verdade ele foi cobaia das primeiras experimentações com hormônios no Brasil. De um dia para o outro ganhou pelos pelo corpo, engrossou a voz, a adolescência que deveria prepará-lo vagarosamente para a idade adulta veio num turbilhão que ele não deu conta e ninguém à volta dele compreendeu.
Ele enlouqueceu.

Assim é com o parto. Quando se tenta ao máximo passar por ele como se nada tivesse acontecido - e o ápice disso é a cesárea eletiva, está-se pulando um ritual fundamental para o início da maternidade. E o efeito cascata começa: dificuldade de estabelecer vínculo com o bb, depressão pós-parto, "falta" de leite, intolerância ao comportamento do bb. O parto normal cheio de intervenções, do qual se diz "ah, foi uma beleza, não senti na-da!!! fiquei ali, conversando, e em xis (poucas) horas o bb nasceu!!" não é muito menos maquiagem da passagem. Sim, "de repente" o bb estava ali. E ela não precisou fazer nada. Inicia-se a maternidade com a sensação de que "não é preciso fazer nada" para ser mãe. E começa a transferência de responsabilidade... impulsionada pela sensação inconsciente de que a maternidade moderna NÃO PODE ser trabalhosa.

E esse caráter trabalhoso que a maternidade efetivamente tem, não é, como nossa sociedade acredita, um sofrimento, um castigo do qual devemos nos livrar. Ao contrário, ela contém o extremo prazer que sentem as pessoas que superam desafios, que começa pela superação da própria gravidez, convivendo por exemplo com enjôos e mudanças no corpo e na vida como um todo sem a compulsão de querer lutar contra isso. É irreversível.

O processo do parto vem sendo aprimorado há milhões de anos (ou milhares, depende do critério), e a humanidade definitivamente  não aperfeiçoou este processo, apenas o corrompeu nos últimos anos. Anestesia, ocitocina na veia, posição horizontal, raspagens, submissão a alguém como dono do parto, kristeller, episiotomia, tudo isso num trabalho de parto que está transcorrendo sem intercorrências, não é evolução: é perversão. Das grossas.

Você e seu bb não precisam de mais nada além dos seus corpos com seus hormônios para permitir o nascimento. Mas não esqueça de ter alguém pra te dar uns beijos na boca** e pegar seu bebê! 

E ainda faltou falar um monte de coisa, como por exemplo o arquétipo da dor como sofrimento herdada do castigo dado a Eva. Vou procurar uma mensagem em que falo sobre isso...

Roselene de Araújo


São Paulo-SP, março de 2006

Pega errada, dor ao amamentar, não sabe ordenhar? Procure o Banco de Leite

Muitas mulheres não sabem da existência de bancos de leite ou para que servem e o que eles orientam.

A primeira orientação que dou para minhas pacientes que tiveram bebês é: procure o banco de leite assim que tiver alta do hospital.

Os Bancos de leite são centros de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Não é um lugar apenas para doação de leite. Em outras palavras: lá você encontrará profissionais capacitados para ajudá-la a resolver os naturais problemas ( dor ao amamentar, pegar errada, fissura, mastite, como ordenhar,  entre outrosque podem acontecer no processo da amamentação.



O que é um Banco de Leite Humano?
Um Banco de Leite Humano é um centro ou departamento especializado,
habitualmente em interdependência direta de uma ou mais Unidades de
Cuidados Intensivos Neonatais, que tem por objetivo a promoção do
aleitamento materno e a recolha, processamento, controlo e distribuição de leite de doadoras saudáveis. A atividade do Banco de Leite Humano não tem fins lucrativos, sendo gratuito o processo de doação do leite, assim como a sua distribuição após prescrição médica
.


Procure o mais próximo da sua casa e aproveite esse serviço gratuito de ajuda as novas mamães!

BANCOS DE LEITE

Banco de Leite da Santa Casa de Misericórdia de Vitória
Endereço: Rua Dr. Jones Santos Neves, 143, Vila Rubim, Vitória - ES
Telefone: (27) 3322.0074 / (27) 3212.7200
Email:provedoria@santacasavitoria.org
Banco de Leite do Hospital da Polícia Militar
Endereço: Rua Joubert de Barros, 555, Bento Ferreira, Vitória - ES
Telefone: (27) 3636-6568
Email: blh.ds@pm.es.gov.br
Banco de Leite do Hospital Dr. Dório Silva
Endereço: Avenida Eudes Scherrer s/nº, Laranjeiras, Serra - ES
Telefone: (27) 3138.8905 - (27) 3328.3611
Email:hds.blh@saude.es.gov.br
Banco de Leite do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim
Endereço: R Manoel Braga Machado nº 9, 2º andar, Ferroviários, Cachoeiro de Itapemirim - ES
Telefone: (28) 3521.7045 / (28) 3526.6166 ramal 199
Banco de Leite do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes - HUCAM
Endereço: Av. Marechal Campos, Maruipe, Vitória - ES
Telefone: (27) 3335.7377
Email:blh_hucam@yahoo.com.br
Banco de Leite do Hospital Infantil de Vila Velha
Endereço: Av. Ministro Salgado Filho, 918, Soteco, Vila Velha - ES
Telefone: (27) 3380.9493
Banco de Leite do Hospital São José
Endereço: Colatina - ES
Telefone: (27) 3722.4977

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Slingar e amar

                                                       Paul McCartney e sua filha Mary

Desde quando Maria Antonia nasceu tive vontade de carrega la sempre pertinho de mim. Ganhei um sling de argolas e passei a usa lo. Foi uma coisa instintiva.   (Aprendi a seguir meu instinto, deixa lo aflorar com ajuda da ocitocina que inundava o ambiente naturalmente durante meu pré natal por conselho do meu obstetra). Quando o de argolas já estava pequeno e calorento para o clima da minha cidade, comprei um Wrap Sling dry fit pela internet.
Trata se de uma faixa de tecido com mais ou menos 75 cm de altura por 5 m de comprimento. Na verdade penei um pouco no começo para acertar as voltas e principalmente para colocar uma bebe com excesso de gostosura confortavelmente sem que amassasse demais suas coxas e dobrinhas. Dentro de uma semana já estávamos familiarizadas e aí foi só alegria. Que sensação maravilhosa ter seu bebe ali pertinho do coração confortavelmente, sem sobrecarregar a coluna e ainda ter as duas mãos livres!!! Percebi que Maria ficava mais calma no sling pois o balanço, o calor e o som da minha voz faziam as vezes do útero. Ali ela se sentia acolhida, segura e ficava mais calma, as vezes adormecia.

 Íamos a feira, a padaria, ao mercado tudo com o sling. Slingavamos o tempo todo.  Recebíamos vários olhares curiosos, alguns sorrisos e algumas perguntas.  Em casa usávamos para tudo, só não cozinhava e slingava por motivos óbvios, mas confesso que um xixi na hora do aperto já rolou..rs.. 


Há tempos o aposentamos pois ela já prefere ficar no chão e explorar o ambiente. Mas não existe limite de peso e idade para slingar. Pouquíssimas vezes vi mães slingando por aqui, infelizmente. Mas recentemente na reunião de pais da creche da Maria a psicopedagoga mencionou os benefícios do contato físico e afeto entre mae e filho que o sling proporciona. Em países africanos os carregadores de bebes são muito usados. Segundo a fonte informada, bebes ugandeses dao o primeiro passo aos 10 meses de vida.  Pesquisadores descobriram que o sling foi fator importante para o desenvolvimento dessas crianças. Aqui em casa no dia que Maria completou 10 meses deu o primeiro passo! Não dá para afirmar que foi por causa do sling mas que ele ajudou não tenho dúvidas.


Os bebes que são carregados em sling choram menos ¹, são mais saudáveis (melhor habilidade motora, coordenação, equilíbrio e ganham peso mais rápido) ², se sentem mais seguros e tem acesso a comida, calor e amor ³, dormem melhor ³, aprendem mais³ e se sentem mais amados4 .

Listei aqui alguns tipos de sling.

Sling de argola

Wrap Sling


 Recentemente descobri um novo carregador e achei o máximo. Parece com o wrap sling mas já vem pronto, sem precisar dar mil voltas, pratico e fácil. Da marca Baby K’tan.

Alguns cuidados devem ser tomados ao utilizarmos o sling. Para que mae, pai e bebe fiquem confortáveis e seguros. Se o sling for dessa argola essa não deve ser de plastico ou bijouteria e sim de nylon. Por isso nem sempre preco baixo significa qualidade, cuidado. As faixas de tecido devem estar bem distribuídas para evitar a compressão e desconforto na região dos ombros.

O quadril deve estar flexionado fazendo um ângulo menor que 90 graus, assim os joelhos ficam um pouco mais altos que o bumbum. Dessa forma a cabeça do fêmur fica perfeitamente encaixada a articulação do quadril. Essa é a posição fisiologicamente correta e que previne futuros problemas na articulação do quadril. Aí está a grande vantagem do sling comparado ao canguru. Nele notamos que as perninhas do bebê ficam penduradas e não dobradas como ‘sapinho’ (essa postura ajuda no desenvolvimento correto das articulações dos quadris). No canguru o peso do bebê fica apoiado na região genital ao invés do bumbum, e sua coluna assume uma postura não fisiológica prejudicando o desenvolvimento correto das estruturas.
Particularmente não gosto da posição de frente porque o posicionamento não fica muito correto e existe o risco da criança ficar com as perninhas soltas e esbarrar em objetos. 


 Recentemente muita gente tem usado um carregador estilo Canguru que se diz ergonomico. Na minha opiniao ele nao é ergonomico e nao respeita os angulos articulares seguros a fim de evitar luxacoes.  Uma mae, certa vez me disse que mesmo no colo, no braco o bebe nao fica na posicao articular adequada. Mas vamos fazer um raciocinio. Quando estamos carregando so no braco nao ficamos sequer uma hora na mesma posicao exatamente. É natural do nosso corpo mudarmos de posicao sem percebermos, diferente de quando usamos o sling. Podemos ficar mais tempo com o bebe ali na mesma posicao, sem que ele se movimente por isso a posicao correta é tao importante.
Pra nao causar estress em estruturas nao preparadas e posturas nao fisiologicas.

Esse vídeo aqui é muito bom, bem explicativo, ângulos corretos e o bebe é grande, mostrando que nem por isso é difícil usar sling. Uma boa dica é fazer a amarração na frente do espelho até pegar o jeito.
https://www.youtube.com/watch?v=V_b4a3o6mvc

A escolha do sling é muito particular. Por aqui o que mais deu certo foi o wrap sling. Sem duvidas é um ótimo presente ou investimento.
Se na sua cidade você não encontra para comprar ou se o orçamento anda curto dá pra fazer em casa mesmo. Compre cinco metros de malha de algodao sem muito elastano para não esticar demais e corte em três partes iguais no comprimento (pois ela tem 180 cm de altura, nesse caso dariam três slings de 60 cm ) não precisa passar costura, é só slingar e amar.
Referencias:
1.         Hunziker,U. A. and Barr, R, G. (1986).
“Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial”.
Pediatrics, 77, 641-8.
2.        “Current knowledge about skin-to-skin (kangaroo) care for pre-term
infants”. J Perinatol. 1991 Sep11: The Importance of Skin to Skin Contact.
3.      Whiting, J. W. M. (1981). Environmental constraints on infant care practices.
In R. H. Munroe,
R. L. Munroe & B. B. Whiting (Eds.), Handbook of cross-cultural human
development, New York: Garland STPM Press.
4.       Powell, A.”Harvard Researchers Say Children Need Touching and Attention”,
Harvard Gazette

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Resumo dos Partos Humanizados de Setembro de 2014

Bom dia!!!
Aqui está resumão dos partos de setembro!

Fernanda e seu marido com a Maria Eduarda

1º bebê foi a Manuela da Paula Paraguassu que não nasceu em setembro... a danadinha veio com 37 semanas no dia 21/08, nasceu de parto natural pós cesárea.

2º bebê foi a Ester da Maria José que era de Agosto, mas quis nascer em setembro no dia 05/09 num parto super rápido.

3º bebê foi a Lara da Lilian Lopes que passou quase 24h em trabalho de parto, sendo que ativo foram mais ou menos 4h apenas, depois que engrenou também veio muito rápido não dando tempo nem de sair do quarto (estávamos no quarto normal, porque a sala de parto humanizada estava com outra gestante e teríamos que ir para o centro cirúrgico na hora do expulsivo, mas quem disse que Lara queria ir pra lá? rs) nasceu na madrugada de domingo para segunda no dia 15/09 por volta das 00:40.

4º bebê foi a Ana Teresa da Manuela Felicio Piona na mesma madrugada do dia 15/09 que também teve um trabalho de pródomos ou fase latente prolongada, mas quando engrenou veio em no máximo 2h. Segunda gestação da Manu, o primeiro eu também tinha acompanhado.
Ana teresa nasceu dentro da banheira com a bolsa empelicada (nasceu dentro da bolsa amniótica) e a mamãe não teve nenhuma laceração no períneo. Nasceu por volta das 03: 20.

5º bebê foi o Lucas da Luciana Faria, mamãe aguentou a ansiedade e esperou até 43 semanas quando entrou em trabalho de parto, Lucas nasceu maravilhosamente bem quebrando regras!!! Nasceu no dia 16/09.

6º bebê foi a Maria Eduarda da Fernanda Agrizzi Pck, outro trabalho de parto rápido de apenas 4h da hora desde que começou até a hora que nasceu! Fernanda desejava muito o parto normal e Duda veio sem nenhuma intervenção e quase nasceu no carro, já chegou no hospital com dilatação total e ela no canal vaginal. Nasceu no dia 20/09.

7º bebê foi a Lais da Monia Chieppe que queria muito que ela chegasse logo e ela veio. Num parto relativamente rápido tbm a bolsa rompeu de madrugada e logo engrenou, nasceu no dia 21/09.

8º bebê foi a Ana Luz da Adriana Bergi que ai não tenho nem o que falar... engrenou em 1h, quando ela quis ir para o hospital larguei tudo e fui correndo, cheguei e a Luz já estava no canal vaginal e ela nasceu, nasceu nas minhas mãos, pela segunda vez pego um bebê e a sensação de entregar um bebê aos seus pais é indescritível, (parabéns a todos os obstetras que sentem essa emoção e fazem essa função com muito carinho) é maravilhoso, Adri também teve períneo integro. Nasceu dia 22/09 às 12:34.

9º bebê foi o Francisco da Cristiany Sarnaglia que também teve o período de dilatação muito rápido depois que engrenou, demorou um pouco mais a descida do bebê, mas ele veio e nasceu com 2.700 e 46cm no dia 22/09 as 22h e pouco.

10º bebê foi o João da Rafa que também não tem o que dizer, evoluiu maravilhosamente bem e rápido, sem doula, porque eu estava com a Cris e ela queria apenas a minha companhia sem substitutas, chegou no hospital com dilatação total.
Eu fui correndo depois que o Chico nasceu e ainda pude acompanhar o restinho do trabalho de parto e o nascimento do João, que já veio metido de lindo com olhos e cabelos claros.. Nasceu na madrugada do dia 23/09.

Desses 10 partos, apenas 2 foram cesárea um com 8cm de dilatação e outro com dilatação total, os dois por motivos e indicações reais..

E ainda falta o Benício da Danubia Travezani para encerrar esse Maravilhoso mês de Setembro.

Obrigada a todas as famílias que me escolheram para acompanhar o parto!!! Vou levar na minha vida, cada uma de vcs... sentirei saudades de encontra-las toda semana, me mandem noticias!!!

E obviamente eu não sou nada se não tivesse médicos maravilhosos que entendem a minha função e também acompanham parto da maneira mais respeitosa possível.

E desses 10 partos, seus médicos foram :
Paulo Batistuta Novaes, Dayse S Assunçao, Eduardo Pereira Soares, Thaíssa Tinoco Sassine , Jaqueline Rocha e Amanda Vieira.
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