quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Resumo dos Partos Humanizados de Setembro de 2014

Bom dia!!!
Aqui está resumão dos partos de setembro!

Fernanda e seu marido com a Maria Eduarda

1º bebê foi a Manuela da Paula Paraguassu que não nasceu em setembro... a danadinha veio com 37 semanas no dia 21/08, nasceu de parto natural pós cesárea.

2º bebê foi a Ester da Maria José que era de Agosto, mas quis nascer em setembro no dia 05/09 num parto super rápido.

3º bebê foi a Lara da Lilian Lopes que passou quase 24h em trabalho de parto, sendo que ativo foram mais ou menos 4h apenas, depois que engrenou também veio muito rápido não dando tempo nem de sair do quarto (estávamos no quarto normal, porque a sala de parto humanizada estava com outra gestante e teríamos que ir para o centro cirúrgico na hora do expulsivo, mas quem disse que Lara queria ir pra lá? rs) nasceu na madrugada de domingo para segunda no dia 15/09 por volta das 00:40.

4º bebê foi a Ana Teresa da Manuela Felicio Piona na mesma madrugada do dia 15/09 que também teve um trabalho de pródomos ou fase latente prolongada, mas quando engrenou veio em no máximo 2h. Segunda gestação da Manu, o primeiro eu também tinha acompanhado.
Ana teresa nasceu dentro da banheira com a bolsa empelicada (nasceu dentro da bolsa amniótica) e a mamãe não teve nenhuma laceração no períneo. Nasceu por volta das 03: 20.

5º bebê foi o Lucas da Luciana Faria, mamãe aguentou a ansiedade e esperou até 43 semanas quando entrou em trabalho de parto, Lucas nasceu maravilhosamente bem quebrando regras!!! Nasceu no dia 16/09.

6º bebê foi a Maria Eduarda da Fernanda Agrizzi Pck, outro trabalho de parto rápido de apenas 4h da hora desde que começou até a hora que nasceu! Fernanda desejava muito o parto normal e Duda veio sem nenhuma intervenção e quase nasceu no carro, já chegou no hospital com dilatação total e ela no canal vaginal. Nasceu no dia 20/09.

7º bebê foi a Lais da Monia Chieppe que queria muito que ela chegasse logo e ela veio. Num parto relativamente rápido tbm a bolsa rompeu de madrugada e logo engrenou, nasceu no dia 21/09.

8º bebê foi a Ana Luz da Adriana Bergi que ai não tenho nem o que falar... engrenou em 1h, quando ela quis ir para o hospital larguei tudo e fui correndo, cheguei e a Luz já estava no canal vaginal e ela nasceu, nasceu nas minhas mãos, pela segunda vez pego um bebê e a sensação de entregar um bebê aos seus pais é indescritível, (parabéns a todos os obstetras que sentem essa emoção e fazem essa função com muito carinho) é maravilhoso, Adri também teve períneo integro. Nasceu dia 22/09 às 12:34.

9º bebê foi o Francisco da Cristiany Sarnaglia que também teve o período de dilatação muito rápido depois que engrenou, demorou um pouco mais a descida do bebê, mas ele veio e nasceu com 2.700 e 46cm no dia 22/09 as 22h e pouco.

10º bebê foi o João da Rafa que também não tem o que dizer, evoluiu maravilhosamente bem e rápido, sem doula, porque eu estava com a Cris e ela queria apenas a minha companhia sem substitutas, chegou no hospital com dilatação total.
Eu fui correndo depois que o Chico nasceu e ainda pude acompanhar o restinho do trabalho de parto e o nascimento do João, que já veio metido de lindo com olhos e cabelos claros.. Nasceu na madrugada do dia 23/09.

Desses 10 partos, apenas 2 foram cesárea um com 8cm de dilatação e outro com dilatação total, os dois por motivos e indicações reais..

E ainda falta o Benício da Danubia Travezani para encerrar esse Maravilhoso mês de Setembro.

Obrigada a todas as famílias que me escolheram para acompanhar o parto!!! Vou levar na minha vida, cada uma de vcs... sentirei saudades de encontra-las toda semana, me mandem noticias!!!

E obviamente eu não sou nada se não tivesse médicos maravilhosos que entendem a minha função e também acompanham parto da maneira mais respeitosa possível.

E desses 10 partos, seus médicos foram :
Paulo Batistuta Novaes, Dayse S Assunçao, Eduardo Pereira Soares, Thaíssa Tinoco Sassine , Jaqueline Rocha e Amanda Vieira.
‪#‎gestavida‬ ‪#‎partohumanizado‬ ‪#‎fisiodoula‬

sábado, 16 de agosto de 2014

Trabalho de parto - Entendendo as contrações

Entendendo Melhor as Contrações- Texto da


Uma das dúvidas mais comuns das gestantes é a respeito das contrações do trabalho de parto. Como reconhecê-las? Como saber quando o trabalho de parto começou? E como saber a hora de ir para a maternidade? Neste post, tentarei explicar um pouco melhor como se originam as contrações, sua evolução durante o trabalho de parto e como contá-las.
Espero que gostem!
O que é uma contração?
"O útero basicamente tem uma serosa ou epimétrio, uma musculatura que é o miométrio e uma camada interna, que é o endométrio.

O miométrio é uma musculatura toda misturada, com células musculares lisas que tem uma característica especial. Além de se multiplicarem, essas células alongadas e fusiformes crescem em até 20 vezes (em caso de gravidez). Outra característica importante é que essa musculatura não recebe uma ordem de contração de fora. Algumas células musculares do útero, perto das trompas, adquirem capacidade de produzirem estímulo nervoso, são marcapassos.

O músculo uterino tem dois marcapassos, cada um perto de uma das trompas. Então a contração do útero nasce na trompa. A contração do útero é formada no próprio útero, não dependendo de estímulo nervoso.Fonte
"Fatores hormonais que aumentam a contratilidade uterina

a) Maior proporção de estrógeno em relação à progesterona: de acordo com a literatura o estrógeno aumenta a contratilidade uterina, pois aumenta o número de junções comunicantes na musculatura deste órgão. A progesterona, por sua vez, reduz esta contratilidade, pois seqüestra Ca2+. A partir do sétimo mês ocorre um aumento na produção estrogênica e uma ligeira diminuição na concentração de progesterona. 

b) Ocitocina como forte estimulador da contração uterina: existem quatro razões para acreditar-se que a ocitocina seria importante para aumentar a contratilidade do útero próximo ao termo, sendo elas:

· Durante os últimos meses de gravidez a musculatura uterina aumenta seus receptores para ocitocina aumentando consequentemente sua sensibilidade a determinada dose de ocitocina.· A secreção de ocitocina pela neurohipófise é maior durante parto. Isso se deve principalmente a reflexos neurogênicos gerados a partir da dilatação ou irritação do colo uterino.

c) Efeitos de hormônios fetais sobre o útero:· A hipófise do feto secreta grande quantidade de ocitocina;· Glândulas adrenais do feto secretam grande quantidade de cortisol;· As membranas fetais liberam concentrações elevadas de protaglandinas.

Fatores mecânicos que aumentam a contratilidade uterina

a) Distensão da musculatura uterina: a simples distensão de órgãos da musculatura lisa geralmente aumenta sua contratilidade. Ademais, a distensão intermitente como ocorre repetidamente no útero por conta dos movimentos fetais, pode causar a contração dos músculos lisos uterinos.

Inferência clínica: os gêmeos nascem em torno de 19 dias antes do que um só bebê o que corrobora a importância da distensão mecânica para provocar as contrações uterinas.

b) Distensão ou irritação do colo uterino: apesar de não se saber o mecanismo exato pelo qual tal irritação e distensão influenciam no aumento das contrações uterinas duas possibilidades são propostas: 1) a distensão e/ou irritação causa reflexos neurogênicos que poderiam aumentar a secreção de ocitocina pela neurohipófise e 2) transmissão miogênica de sinais do colo ao corpo uterino.
" Fonte
As contrações de treinamento
"Ate 30 semanas de gestação, a atividade uterina é muito pequena, inferior a 20 UM. Existem contrações reduzidas, freqüentes, cerca de uma por minuto. Os registos de pressão amniótica evidenciam que permanecem restritas a diminutas áreas do útero. De quando em quando surgem contrações de Braxton-Hicks: em torno de 28-32 semanas, até 2 contrações/hora. O tono uterino permanece entre 3-8 mmHg. As contrações de Braxton-Hicks resultam mais da soma de metrossístoles assincrônicas, parcialmente propagadas, do que de atividade bem coordenada. Após 30 semanas a atividade uterina aumenta vagarosa e progressivamente pré-parto (as últimas 4 semanas) observando-se, pelo geral, contrações de Braxton-Hicks mais intensas e freqüentes, melhorando a sua coordenação e difundidas em áreas cada vez maiores da matriz (até 3 contrações/hora). Embora diminuídas em número, permanecem nos traçados obtidos nessa época. O tono se aproxima de 8 mm Hg.

A transformação da atividade uterina no pré-parto se faz pelo:

  • aumento progressivo da intensidade das pequenas contrações
  • se tornam mais expansivas
  • a freqüência diminui gradativamente.Fonte
Alarmes-falsos

Como foi citado acima, as contrações de treinamento vão progressivamente se modificando, tornando-se mais fortes e mais espaçadas o que, nas últimas semanas da gestação gera os conhecidos "alarmes falsos". Os alarmes falsos são contrações doloridas, mas que não "engatam" em um trabalho de parto ativo. Em muitos casos, as mulheres têm contrações fortes, doloridas, e ritmadas (de 10 em 10 min, 5 em 5 min, etc), mas isso não dura muito tempo, apenas alguns minutos ou algumas poucas horas. Os alarmes falsos são um pouco diferentes dos pródromos, aquelas cólicas chatas e desconfortos no quadril que anunciam que o trabalho de parto está se preparando para começar. Durante o alarme falso, a impressão é de que o trabalho de parto começou mesmo! Só que, depois de algum tempo, as contrações param. Muitas vezes as mulheres são orientadas a fazerem um teste: tomarem um longo banho bem quente ou um buscopan (ou os dois). A maioria dos alarmes falsos cessa com essas medidas, já o trabalho de parto de verdade, não.

O início do trabalho de parto
O que marca o início do trabalho de parto é a presença de contrações uterinas regulares, que não cessam e vão se tornando progressivamente mais intensas. Na maioria dos casos, as mulheres comparam as sensações do início do trabalho de parto com cólicas menstruais fortes, e observam um endurecimento da barriga, que dura de 30 a 45 segundos de cada vez. Os intervalos das contrações no início do trabalho de parto podem ser grandes, e geralmente as mulheres começam a desconfiar que estão realmente em trabalho de parto quando as contrações começam a vir de 10 em 10 minutos, mais ou menos. A cada contração, o bebê é completamente empurrado para baixo pela força do útero, e o colo do útero cede lentamente às pressões repetidas exercidas pela sua cabeça, o que causa a dilatação e consequentemente a dor. A dor da dilatação do colo uterino é geralmente sentida no pé da barriga, apenas durante a contração.
As fases do trabalho de parto

Durante a evolução do trabalho de parto, as contrações vão mudando. A primeira fase do TP, ou fase latente, é a que tem maior duração, podendo durar horas ou dias. Nessa fase, as contrações são curtas (duram em média 30 a 45 segundos cada) e bem afastadas umas das outras (20 min até 5 min de intervalo). Nessa fase, geralmente, a dor é facilmente suportável e o casal fica em casa, descansando, se alimentando, namorando...

Quando as contrações começam a ficar mais intensas e longas (chegando a 1 minuto de duração, em média), e mais próximas umas das outras, começa a chamada fase ativa. Nessa etapa do parto, a mulher muitas vezes tem a sensação que as contrações de repente passam a vir uma atrás da outra, e é muito frequente ela começar a sentir dores no quadril e no cóccix (é a cabeça do bebê descendo dentro do osso pélvico). É comum bater um medo nessa hora, uma dúvida se realmente ela vai dar conta de ir até o final. As contrações em si ainda são suportáveis, apesar de serem bastante doloridas e durarem mais, o problema é que, com intervalos menores, o cansaço aumenta, e aí vem a dúvida: "quanto tempo mais será que eu vou aguentar desse jeito?" (é nessa fase que se recomenda ligar para a parteira ou ir para a maternidade, dependendo do plano do casal.)

Nessa hora, geralmente, entram as Doulas com suas técnicas não farmacológicas de alívio da dor, e assim, de contração em contração, com a ajuda de massagens, palavras de conforto, e banhos quentes a fase ativa vai progredindo. Sua duração média é de 3 a 5 horas e ela engata na fase seguinte, a fase da transição, quase de maneira imperceptível. As contrações, que duravam 1 minuto, passam a durar mais do que isso, podendo chegar a 1 min e meio de duração (1 min e meio sentindo dor não é brincadeira!) seguidas de mais ou menos o mesmo tempo de intervalo. Nessa fase, vem a hora da covardia, em que muitas mulheres pensam que não vão dar conta, e pedem analgesia, pedem cesariana. Essa fase, para muitas mulheres, é a mais difícil do parto, porque a dor é muito intensa e elas não sabem quanto tempo mais aquilo vai durar. A boa notícia é que não dura muito tempo. Para algumas mulheres, são alguns minutos apenas, para outras pode chegar até 2 horas ou mais. Quanto maior for a entrega da mulher à Partolândia nesse momento, mais tranquila e rápida tende a ser a fase de transição.

A fase de transição termina quando, no meio da contração, a mulher começa a fazer força. Isso significa que o colo uterino dilatou completamente, e o bebê agora conseguiu inserir a cabecinha no canal vaginal (período expulsivo). Como o colo do útero aponta para trás, o bebê sai em direção ao intestino da mãe, e ao descer pelo canal, empurrado por cada contração, ele estimula os mesmos receptores que indicam para o cérebro quando o intestino está cheio e precisa ser esvaziado. Algumas mulheres relatam que sentem uma enorme pressão interna, outras dizem que sentem arder a vagina e outras ainda dizem que sentem como se tivessem um cocozão entalado. A força que a mulher faz nessa hora é involuntária, e não é ela que faz o bebê sair. É o útero, em toda a sua incontrolável força, que expulsa o bebê.

O final do trabalho de parto
Assim que o bebê nasce, o útero, que durante todo o trabalho de parto já vinha diminuindo progressivamente de tamanho, dá uma diminuída radical, sob efeito das altas doses de ocitocina naturalmente liberadas no expulsivo. O fundo do útero chega mais ou menos na altura do umbigo, e, lá dentro, a placenta permanece firmemente enraizada enquanto o bebê recebe sua dose extra de sangue e oxigênio, até ser capaz de respirar por si mesmo. Uma vez terminada sua função, a placenta se desprega da parede uterina, ainda sob efeito dos hormônios do parto. A mulher sente algumas contrações, mas que lembram mais o comecinho do TP, quando era tudo muito tranquilo ainda. A placenta é quente e mole, e geralmente sai acompanhada de uma certa quantidade de sangue, o que dá uma sensação de calor molhado nesse momento. Enquanto expulsa a placenta, o útero diminui mais uma vez de tamanho, ficando aproximadamente o dobro do seu tamanho habitual. 
Vou sentir contrações depois que o trabalho de parto terminar?


É absolutamente normal sentir cólicas durante o pós-parto. Na maioria dos casos, as mulheres não se sentem muito incomodadas com isso, pois são geralmente cólicas fraquinhas, mas para algumas mulheres, as cólicas pós-parto chegam a ser bastante incômodas. Elas tendem a ser mais frequentes e fortes durante a amamentação, pois a sucção do bebê estimula a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que produz as contrações uterinas. As cólicas do pós-parto se devem ao retorno do útero ao seu tamanho normal após o parto, e são acompanhadas de um sangramento que é bastante abundante no início (bem mais do que uma menstruação) e vai diminuindo progressivamente. Na maioria dos casos, o sangramento cessa até 40 dias após o parto (se não cessar, é bom ir ao médico avaliar).


Contando as contrações

Existem diversos sites na internet e aplicativos para dowload que permitem contar contrações, como o Contraction Timer, o Contraction Counter, ou o Contraction Master. Todos eles funcionam mais ou menos do mesmo jeito: tem um botão, na hora em que a contração começa vc aperta o botão e na hora em que termina aperta de novo. Depois de algumas contrações, os programas geralmente indicam o tempo médio e a duração média das contrações. O problema é: quando as contrações estão mais doloridas, a mulher não se lembra de apertar o botão e nem de avisar quando a contração está começando nem acabando, rsrs! Mas normalmente, dá para se guiar apenas olhando para sua fisionomia: quando a contração começa, a maioria das mulheres franze a testa ou faz uma expressão mais tensa. Quando a contração termina, é comum a mulher relaxar os músculos e respirar aliviada.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Entenda o sexo pós-parto do físico ao emocional

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Voltar a ter relação sexual depois do nascimento de um filho se compara a perder a virgindade. Sim, não estou exagerando. São tantos medos, dúvidas, inseguranças que a mulher acaba deixando o sexo em segundo plano, ou pela falta de vontade, nem toca no assunto.

Saiba que essa “sensação” de estranheza é muito comum e tem explicação. A psicóloga Mirian Kedma, conta que devido às alterações hormonais é completamente comum a falta de interesse por sexo no pós parto parto, atrelado a isso, tem cansaço físico e emocional, além disso, as  mudanças no corpo podem afetar a auto estima da mulher.

Outro fato é a influência da amamentação na libido, essa que é transferida para os seios, que por sua vez se desenvolve uma atividade sexual permanente: “A prolactina, responsável pela produção de leite, inibe os hormônios ligados à sexualidade, como o estrogênio, cuja diminuição provoca falta de lubrificação vaginal, fazendo com que a penetração seja dolorosa.” aponta, Mirian.

Para a ginecologista e obstetra Priscila Huguet, não existe regra para voltar a ter relações, ela esclarece que é uma questão de segurança da mulher, desde que respeitando o tempo de cicatrização (em caso de cirurgias cesarianas, episiotomias ou mesmo lacerações naturais) que ocorre em no máximo 15 dias. No entanto, ela afirma que não se pode calcular o tempo exato para o chamado “resguardo”, porque cada organismo responde de uma maneira: “Não é possível falar em números, assim como dizer que tem que esperar 40 dias é balela. Então, se a mulher se sente bem, não lacerou, não tem dor e não sangra mais, pode retomar as relações.”.

Priscila informa, que as chances de engravidar nesse período são pequenas, desde que a mulher amamente exclusivo e em livre demanda. Se ainda assim optar métodos contraceptivos, eles podem ser: o DIU de cobre ou hormonal, pílula de progesterona, diafragma e a camisinha. Caso a mulher se sinta muita insegura com a penetração vaginal, está liberada para praticar sexo oral (desde que parado o sangramento), anal e masturbação, mais que isso é a chance de (re)descobrir outras formas de carinho e prazer.

2287699-9366-recSobre os fatores emocionais, a fusão emocional mãe-bebê, a participação do pai e muito mais, você confere abaixo, uma entrevista com a psicóloga Mirian Kedma.

A perda de interesse pelo sexo no pós-parto

Após o nascimento do bebê é normal que o desejo sexual da mulher diminua, mesmo depois que o obstetra da o “ok” para voltar a ter relações sexuais, a maioria das mulheres não sente vontade nenhuma. A falta de desejo é um fato e pode durar meses.
Há vários fatores que motivam isto:

 A mulher tem que se dedicar ao cuidado de um recém-nascido e isso requer dela tempo integral. O cansaço não é só físico, mas é também emocional. O corpo da mulher está se recuperando da gravidez e do parto. Há mudanças hormonais que podem desequilibrar a mulher em vários aspectos e um deles é a diminuição da libido. Por outro lado, há mudanças corporais.

Algumas mulheres ficam com quilinhos de mais, barriguinha, estrias e isso pode afetar a autoestima. Pode também existir um medo inconsciente (ou consciente) de engravidar novamente, então a aversão ao sexo é uma maneira de espaçar as gravidezes.

A fusão mãe-bebê e a falta de desejo sexual

Um recém nascido exige atenção e cuidados constantes. O contato físico é permanente demandado belo bebê, ele quer sempre estar no colo ou mamando no peito. Laura Gutman fala que a mãe se funde com as sensações do bebê e que eles (mãe e bebê) continuam fundidos no mundo emocional por um longo período de tempo. Este estado fusional da mãe com o bebê é o que garante que ela possa se desdobrar para cuidar da cria e também é necessário para a construção do “eu” do bebê. À medida que o bebê for crescendo e se percebendo como diferente do outro, a separação emocional ocorre, mas isso só começa a acontecer por volta dos 2 ou 2,5 anos de idade. Então, é um período em que a mãe se verá envolvida em uma árdua tarefa que demanda não só esforço e dedicação física, mas emocional também.

A amamentação influência e a diminuição da libido

Durante a amamentação, simplesmente a libido é transferida para os seios. Ali se desenvolve uma atividade sexual permanente. A influência hormonal é visível. A prolactina, responsável pela produção de leite, inibe os hormônios ligados à sexualidade, como o estrogênio, cuja diminuição provoca falta de lubrificação vaginal, fazendo com que a penetração seja dolorosa.
Além disso, como foi mencionado anteriormente, o bebê demanda muito tempo e amamentar é uma das empreitadas que mais tempo demanda, principalmente nos primeiros dias após o nascimento, em que mãe e bebê estão se adaptando, e ainda mais se no começo da amamentação há algum contratempo ou entrave.

Como recuperar o desejo

Bem, a maioria das mulheres percebe que a diminuição da libido e a consequente falta de desejo sexual são temporárias.

Uma maneira de ajudar as mulheres no pós-parto em si e não só na questão do desejo sexual, mas em outros aspectos como amamentação, cuidados do bebê, como lidar com relacionamentos familiares, com as mudanças de humor neste período e outras dificuldades é frequentar um grupo de apoio a mães no pós-parto. Sabe-se que este tipo de grupos acaba sendo terapêutico para as mulheres, no sentido de ajudar a prevenir a depressão pós-parto e outras ansiedades deste período. Outro ponto essencial é a compreensão e afeto do parceiro. 

Quando o homem entende que essa fase é normal e colabora e apoia a sua mulher, dividindo as tarefas e ajudando no cuidado do recém-nascido, ela não fica sobrecarregada. Muitos maridos se irritam com a “frieza” da mulher e até sentem ciúme da dedicação dela ao bebê. Quando o homem compreende que a presença do bebê passará a participar do relacionamento do casal, em todos os sentidos, porque a mulher está fusionada emocionalmente com este bebê, ele poderá se aproximar dela de outra maneira e entender as transformações que ela está vivenciando desde o nascimento do bebê.

É o esgotamento físico que acaba com o desejo?

Não é só o esgotamento físico. O cansaço, a falta de tempo que faz com que a mulher fique às vezes de pijama o dia todo, o corpo mudado, os fatores hormonais e emocionais antes citados, tudo contribui para que o desejo demore em reaparecer. E quando surge um tempinho livre? O corpo só pede uma coisa: dormir!

Mudanças corporais no pós-parto influenciam?

Sim, depois do nascimento do bebê não estamos em nosso melhor estado físico. A mulher precisa de um tempo para se recuperar. A autoimagem também é afetada, as formas não são as mesmas de antes da gravidez, também não são as de uma mulher grávida. Geralmente a roupa de gestante fica enorme e a anterior à gravidez não serve! Tudo isso pode baixar a autoestima da mulher e favorecer a diminuição do desejo sexual.

Carinho e atenção são imprescindíveis no relacionamento sexual pós-parto

Laura Gutman é uma psicoterapeuta de quem gosto muito, ela explica que se deve “feminilizar a sexualidade no pós –parto”, ou seja, quando o casal se conecta com a parte feminina da sexualidade que não precisa de penetração nem de orgasmos, o relacionamento sexual se torna mais pleno, mais completo e mais sensível. Abraçar, beijar e descobrir outras formas de demonstrar afeto pode ser suficiente para acender a chama. A compreensão e o acompanhamento da realidade física e emocional da mulher são necessários para que o romance não morra.

Muitos casais esquecem do namoro, pensam apenas na penetração e perdem a criatividade. Trazer flores, fazer mimos, um jantar especial, reconquistar a mulher como na época do namoro faz parte desta “feminilização” da sexualidade que é necessária neste momento de transformação feminina.

O homem pode perder o desejo no pós-parto de sua mulher?

Sim, pode acontecer devido ao cansaço e ao envolvimento com a rotina do bebê, mas pais que se envolvem nos cuidados dos filhos compreendem mais as mudanças pelas quais as mulheres passam e geralmente andam junto com suas mulheres pelo caminho da redescoberta e da renovação da sexualidade após a chegada dos filhos.

* Mirian Kedma é formada em psicologia pela Universidad Nacional de Córdoba, Argentina. – Psicoterapeuta com pós graduação em Psicodiagnóstico e psicoterapia com Orientação Psicanalítica pela Universidad Nacional de Córdoba, Argentina
** Priscila Huguet é  formada pela UNICAMP em 1998. Fez residência médica em ginecologia e obstetrícia com especialização em mastologia e oncologia ginecológica no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), também pela UNICAMP.  Especialista em ginecologia e obstetrícia pela FEBRASGO (2001), mastologista pela Sociedade Brasileira de Mastologia (2006), tem certificado de atuação em sexologia pela FEBRASGO (2010)e ALSO (Advanced Life Support in Obstetrics), pela AAFP-American Academy of Family Physicians (2011).
Pós-graduada em sexologia pelo ISEXP (2007), é também mestre em Tocoginecologia pela UNICAMP (2005), tendo seu artigo “Qualidade de Vida e Sexualidade de Mulheres Tratadas de Câncer de Mama” publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO) e na The Breast Journal como “ Sexuality and Quality of Life in Breast Cancer Survivors in Brazil”.
Atua desde  2009 como médica voluntária na ONG Expedicionários da Saúde, atendendo a indígenas em regiões isoladas da Amazônia.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Exercício para gestante no Parque da Cebola - Vitoria - ES



A copa já passou, mas causou um super tumulto na vida de todos...

Como o Studio fechava cedo durante os dias de jogo e as barrigudinhas também saiam cedo do trabalho, resolvi aproveitar o clima de inverno de Vitória e dar aulões no parque da pedra da cebola!!

E foi uma delícia, todas amaram!!!

Lembrando que praticar exercícios físicos durante a gestação também traz benefícios no pós-parto, já que melhora a circulação sanguínea, evitando os incômodos inchaços, e permitindo retorno mais rápido às atividades cotidianas.

Beijão Thais Ramos

Parque Pedra da Cebola - Vitoria - ES
Andrea e Fernanda treinando a respiração para o período expulsivo no parto normal e Helena imitando a mamãe Paula nos exercícios

Massagem no final..
3 dessas barrigudinhas já estão com seus bebes no colo!!!
Tem turma mais bonita que essa?










segunda-feira, 19 de maio de 2014

As 50 Intervenções desnecessárias durante a gravidez, parto e pós-parto

(por Ingrid Lotfi com supervisão técnica de Melania Amorim e Maíra Libertad)
  1) Exames pré-natais não incluídos na rotina preconizada pelo Ministério da Saúde do Brasil (os exames recomendados são: grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífilis – VDRL, hemoglobina e hematócrito para rastreamento de anemia, exame de urina tipo I, sorologia para HIV e hepatite B – AgHBs, glicemia de jejum, teste para toxoplasmose-IgM, colpocitologia oncótica se necessário).

2) Exames de efetividade discutível sem prévia discussão com a gestante sobre riscos e benefícios (p.ex. pesquisa de EGB (Estreptococcus do Grupo B)).

3) Prescrição de complexo vitamínico, sem uma indicação clara.

4) Ultrassonografias sem indicação clínica.

5) Dopplerfluxometria em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

6) Ecodopplercardiografia (exame para avaliar o coração) fetal em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

7) Cardiotocografia em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

8) Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em gestação de baixo risco ou sem indicação clínica.

9) Cesariana eletiva sem indicação clínica e/ou sob falsos pretextos (ver lista das “Indicações das
desnecesáreas).

10) Exames de toque antes do trabalho de parto, sem indicação clara.

11) Descolamento de membranas antes de 41 semanas de gravidez.

12) Descolamento de membranas sem prévia discussão e autorização da gestante.

13) Restringir a escolha do local de parto.

14) Desencorajar ou proibir o acompanhante/doula no parto da escolha da mulher, ou permitir a entrada de pessoas não autorizadas.

15) Internação precoce.

16) Exames de toque/remoção de rebordo de colo abusivos durante o trabalho de parto e de rotina.

17) Exames de toque/remoção de rebordo SEM o prévio consentimento da gestante.
 
18) Toque Retal.

19) Jejum, tricotomia (raspagem dos pêlos) e enema (lavagem intestinal).

20) Qualquer restrição à deambulação/liberdade de movimentos.

21) Estabelecer limites rígidos para a duração da fase latente, ativa e do período expulsivo.

22) Atrapalhar o processo fisiológico do parto, desconcentrando a gestante.

23) Monitoração fetal contínua ao invés de intermitente (onde o profissional ausculta o bebê de tempos em tempos com o sonar).

24) Uso rotineiro de soro com ocitocina/indução com misoprostol.

25) Uso rotineiro de analgesia de parto.

26) Oferecer ou insistir na analgesia de parto sem que a mulher a tenha solicitado.

27) Amniotomia de rotina (rompimento da bolsa).

28) Puxos precoces (treinar fazer “a” força, antes que a mulher possa sentir os puxos).

29) Puxos dirigidos (“faça força agora”, “força comprida”, etc).

30) Manobra de Valsalva (orientar a “trincar os dentes e fazer força”).

31) Desestimular a escolha pela mulher da posição/ambiente em que quer parir.

32) Manobra de Kristeller (empurrar o fundo do útero)/pressão de qualquer intensidade no fundo uterino/”só uma ajudinha”.

33) Manobra de “divulsão” perineal e/ou massagem perineal sem consentimento da mulher.
34) Episiotomia.

35) Não permitir o nascimento espontâneo.

36) Aplicar fórceps e vácuo de rotina e/ou sem autorização da mulher.

37) Sutura rotineira das lacerações.

38) Revisão instrumental do canal de parto de rotina (fórceps, vácuo extrator).

39) Cesariana intraparto sem indicação precisa e sem caráter de emergência.

40) Ligadura precoce do cordão, sem aguardar parar de pulsar.

41) Entregar um bebê vigoroso ao neonatologista para secar e aquecer, afastando-o da mãe.

42) Aspiração de rotina das vias aéreas do recém-nascido.

43) Passagem de sonda de rotina no recém-nascido, para pesquisar atresia de coanas, atresia de esôfago e ânus imperfurado.

44) Uso rotineiro de Credé (colírio de nitrato de prata).

45) Levar bebês saudáveis para o berçário.

46) Fazer qualquer procedimento com o RN sem consultar e obter autorização dos pais.

47) Não permitir o delivramento (saída da placenta) espontâneo.

48) Revisão manual da cavidade uterina de rotina, mesmo em casos de cesárea anterior.

49) Oferecer bicos, chupetas, mamadeiras, com leite artificial para o recém-nascido.

50) Aplicar vacinas sem o consentimento e autorização dos pais.

Retirado do site do Núcleo Carioca de Doulas

quinta-feira, 27 de março de 2014

Versão Cefálica Externa (VCE) - para bebês pélvicos (sentados)

Texto da Dra. Melania Amorim





 
Bebê Pélvico ou sentado (foto cedida por paciente do Programa GestaVida)


 Cerca de 3% dos bebês chegam ao termo em apresentação pélvica. Embora o parto normal seja possível nesses casos, há um aumento do risco relativo de morbidade e mortalidade perinatal e o prognóstico dos bebês pélvicos, independente da via de parto, é ligeiramente pior do que o de bebês cefálicos. Na revisão sistemática da Cochrane sobre cesariana vs. parto vaginal programado para os casos de apresentação pélvica, a mortalidade perinatal foi de 0,26% e 1,15%, respectivamente.


Bebê sentado (foto cedida por paciente do Programa GestaVida)
Tentando prevenir o nascimento de um bebê em apresentação pélvica, várias alternativas têm sido propostas, desde medidas posturais (exercícios), uso de moxabustão, acupuntura e a versão cefálica externa (VCE).




A versão cefálica externa consiste na manobra de reposicionar o bebê que se encontra em apresentação pélvica, "virando-o" dentro da barriga através de movimentos manuais combinados com pressão no abdome materno. Era um procedimento relativamente comum na Obstetrícia do passado, mas durante as décadas de 70/80 sua popularidade caiu muito entre os obstetras, devido a alguns relatos e séries de caso demonstrando efeitos adversos. É por isso que muitos obstetras, ainda hoje, condenam o procedimento.

No entanto, estudos mais recentes, a partir da década de 90, têm demonstrado as vantagens do procedimento, desde que realizado por pessoas experientes, com avaliação ultrassonográfica prévia, sugerindo-se o uso prévio de tocolíticos (drogas para diminuir a contratilidade uterina) e a monitoração da vitalidade fetal depois do procedimento. Uma revisão de 44 estudos com 7377 pacientes que se submeteram a uma tentativa de VCE evidenciou que a a complicação mais frequentemente relatada foi alteração transitória da frequência cardíaca fetal (em torno de 6%). Complicações menos frequentes foram sangramento vaginal (0,5%), descolamento prematuro da placenta (0,1), cesariana de emergência (0,4%) e mortalidade perinatal (0,16%) (Collaris 2004). Devido ao risco de isoimunização Rh, a profilaxia com imunoglobulina anti-D é recomendada para gestantes Rh-negativas que se submetem ao procedimento.

Duas revisões sistemáticas da Biblioteca Cochrane estão disponíveis abordando a VCE no termo e pré-termo. Na primeira revisão (2009), foram incluídos sete estudos, com 1245 mulheres. Observou-se uma redução significativa dos nascimentos não cefálicos (RR=0,46; IC 95%=0,31 - 0,66) e de operação cesariana (RR=0,63; IC 95% = 0,44 - 0,90), sem diferença significativa nos escores de Apgar, pH do sangue do cordão, admissão em UTI e morte perinatal. A taxa de cesariana foi de 19,4% no grupo submetido a versão e de 29,6% no grupo não submetido ao procedimento.

Chama a atenção que a taxa de cesariana, apesar de se reduzir significativamente com a VCE, ainda persiste relativamente elevada (em torno de 20%) em mulheres submetidas a VCE bem sucedida, quando comparadas com mulheres com bebês em apresentação cefálica espontânea (taxa de cesárea em torno de 6%) em diversos estudos, sugerindo que alguma sutil anormalidade subjacente, do concepto, do cordão ou da anatomia pélvica podem estar associadas à apresentação pélvica persistente no termo. No entanto, como os grandes estudos observacionais sugerem que complicações do procedimento são raras e que a VCE reduz tanto a chance de nascimento não cefálico como de cesariana, os autores da revisão Cochrane sugerem que há fortes razões para o uso clínico da VCE a termo, com as devidas precauções, em qualquer mulher para quem a chance aumentada de um nascimento cefálico supera os riscos do procedimento.

Em outra RS Cochrane avaliando os efeitos da VCE pré-termo (antes de 37 semanas), comparou-se uma política de VCE iniciando-se entre 34 e 35 semanas com a não-realização de VCE ou VCE a termo. Comparada com nenhuma tentativa de VCE, VCE antes do termo reduz o risco de nascimentos não-cefálicos. Comparada com a VCE a termo, iniciar VCE entre 34 e 35 semanas parece ter algum benefício em termos de reduzir a taxa de apresentação não cefálica e cesariana. No entanto, como a metodologia dos estudos incluídos variou bastante e os dados foram insuficientes para avaliar complicações, os autores sugerem que, apesar de essas evidências serem promissoras, não são adequadas para apoiar uma política de iniciar VCE antes do termo. Como os resultados da VCE a termo já estão bem estabelecidos, até que novas pesquisas forneçam evidências mais conclusivas em torno da segurança da VCE antes do termo, recomenda-se que o procedimento seja oferecido depois de 37 semanas de gravidez para mulheres com feto único em apresentação pélvica e sem contraindicações.

As contraindicações para VCE são: gravidez múltipla, malformações fetais graves, vitalidade fetal comprometida ou morte fetal, outra indicação de cesárea independente da apresentação (p.ex. placenta prévia) e membranas rotas. Contraindicações relativas incluem cesárea anterior, restrição do crescimento fetal e sangramento uterino, porém as evidências não são suficientes para proibir a versão nesses casos.

O procedimento para versão cefálica externa é relativamente simples, e pode ou não ser monitorado por ultrassonografia. Alguns métodos podem ser utilizados para aumentar a chance de sucesso da versão, mas o mais comum e que oferece bons resultados é o uso de terbutalina (250mcg SC 15 a 30 minutos antes do procedimento) para diminuir a contratilidade uterina. Quando uma primeira tentativa de versão falha, mesmo com terbutalina, recomenda-se repetir o procedimento sob anestesia raquidiana, que promove o relaxamento da parede abdominal e aumenta as chances de sucesso.



Várias organizações recomendam que a VCE seja oferecida a todas as mulheres com apresentação pélvica a termo, como por exemplo o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), a Royal Dutch Organization for Midwives (KNOV) e a Dutch Society for Obstetrics and Gynaecology (NVOG).

Em suma, apesar de alguns obstetras ainda acreditarem que o procedimento é obsoleto e não deve mais ser adotado, todo um corpo de evidências nos últimos 20 anos tem demonstrado o contrário. A versão cefálica externa deve ser incorporada à prática obstétrica, uma vez que reduz expressivamente tanto os nascimentos não cefálicos como as taxas de cesariana. Em uma época em que muitos obstetras perderam a habilidade de conduzir adequadamente partos pélvicos, a VCE surge como uma alternativa atraente e segura para mulheres com bebês em apresentação pélvica que querem ter parto normal, mas não estão seguras ou não encontram obstetras dispostos a prestar assistência ao parto pélvico.